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O Profissional De Educação Física Na Saúde Pública: Atividade Física e o NASF

Educação Física

Análise sobre o profissional de Educação Física na saúde pública.

Introdução

Atualmente, muito se fala sobre prática de atividades físicas, alimentação saudável, prevenção de doenças e muitas outras informações sobre a saúde do indivíduo. Porém, para se alcançar uma saúde adequada requer um poder aquisitivo que possa suprir essa necessidade que nos dias atuais tem sido extremamente importante na vida da população.

Dessa forma, para que a população pudesse adquirir uma vida saudável, o governo, através de políticas públicas, criou meios e mecanismos para a promoção da saúde dos beneficiários do serviço público e assim incorporou no grupo de profissionais da saúde o Profissional de Educação Física através da Resolução N.º 218, de 06 De março De 1997 do conselho nacional de saúde.

Para que se possa entender o papel do Profissional de Educação Física na saúde pública deve-se entender a diferença entre atividade e exercício físico, sendo este uma sequência sistematizada, de forma planejada com um objetivo a atingir, já aquele sendo o movimento humano com o objetivo de gasto energético acima dos níveis de repouso, assim promovendo benefícios para a população e para o Governo diminuindo gastos e evitando o uso de medicamentos.

Outra informação importante que será abordado neste trabalho é a origem das políticas de saúde, a qual surgiu primariamente na Constituição Federal de 1988 que se objetivou em reduzir as desigualdades, procurou proporcionar acesso igualitário para todos, e direito à saúde como direito fundamental.

A partir dessas políticas, o Governo o governo criou alguns projetos com a finalidade de promover, prevenir e melhorar a saúde da população e dessa forma diminuir o risco de morte causado por doenças. 

Atividade física e Saúde Pública

Sabemos que a prática de atividade física faz bem para a mente e o corpo. Os benefícios vão muito além de manter ou perder peso. Entre as vantagens para a saúde estão a redução do risco de hipertensão, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, diabetes, câncer de mama e de cólon, depressão e quedas em geral.

Para o Conselho Nacional De Educação Física (CONFEF), define o seguinte conceito para a atividade física: “A atividade física é todo movimento corporal voluntário humano, que resulta num gasto energético acima dos níveis de repouso, caracterizado pela atividade do cotidiano e pelos exercícios físicos”, resumidamente a atividade física engloba todo movimento humano, desde subir escadas e locomoção ao esporte. É importante também conhecer a definição de exercício físico, que para o CONFEF é “sequência sistematizada de movimentos de diferentes segmentos corporais, executados de forma planejada, segundo um determinado objetivo a atingir” ou seja, é um treinamento, com atividades pre programadas.

Para Stein (1999)  a introdução de novas tecnologias no cotidiano do homem moderno, transformou a sua forma de vida, pois se em  um passado não tão distante ele era um indivíduo do campo, sendo fisicamente ativo, com as ondas migratórias para as grandes cidades passou a adotar um estilo de vida urbano, com um comportamento tipicamente sedentário, com pouca ou nenhuma realização de atividades físicas, já que as tecnologias do mundo moderno, facilitam o esforça que seria realizado através das atividades como, subir escadas, caminhadas para se deslocar etc.

Moretti (2009) Complementa a fala, também citando a mudança de comportamento  e estilo de vida entre os séculos XX e XXI, citando também as mudanças das doenças características, decorrendo através da mudanças do estilo de vida, entre as doenças citadas estresse, drogadição, desnutrição tanto qualitativa quanto quantitativa, inatividade física, excesso de lixo, esgoto, falta de água, poluição atmosférica, sonora, visual, diminuição das áreas verdes e ocupação desordenada, que resultam em demandas sociais, políticas e institucionais. Politicas essas que são o foco dessa pesquisa. 

Como se sabe, a atividade física em toda sua amplitude apresenta efeitos benéficos em relação à saúde, além de retardar o envelhecimento e prevenir o desenvolvimento de doenças crônicas degenerativas, as quais são derivadas do sedentarismo, sendo um dos maiores problemas e gasto com a saúde pública nas sociedades modernas nos últimos anos. Tudo isso tem sido causado principalmente pela inatividade física e consequentemente influenciada pelas inovações tecnológicas e más hábitos alimentares (Filho et al 2013) r

Filho et al(2013 )  resume bem a importância da atividade física no processo de envelhecimento, assim como reforçam a  ideia da mudança dos hábitos humanos nas últimas décadas.    

O Profissional De Educação Física Na Saúde Pública

A prática regular de exercício físico é capaz de prevenir doenças, principalmente as que envolvem desdobramentos cardiometabólicos. Adicionalmente, ela é muito utilizada também como forma de tratamento de patologias que envolvam não somente componentes cardiovasculares e metabólicos, mas também em doenças dos ossos e articulações, sendo o profissional de educação física, o responsável pela promoção dessa pratica.

Em relação ao trabalho do profissional de educação física enquanto profissional da área de Saúde, é importante destacar o grande papel de sua intervenção em centros de saúde pública. Como citado por Silva et al  (2013)   o “o profissional de educação física é capacitado para intervir através da prevenção, promoção e reabilitação da saúde por meio da educação, oferecimento de eventos, lazer e esportes, desempenhando deste modo, atividades muito importantes no âmbito da saúde coletiva”.

Um dos primeiros documentos a consolidar o profissional de educação física como um profissional de saúde foi a Resolução N.º 218, De 06 De Março De 1997 do conselho nacional de saúde, que colocava o profissional de educação física, junto de mais 12 profissões, como áreas de atuação da saúde.

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A prática regular de exercícios atua preventivamente contra o desenvolvimento de doenças, mas também melhora todos os componentes de saúde, desde o biológico até o mental e social, por isso a atuação destes profissionais no serviço público, oferece benefícios para a população e para os próprios órgãos governamentais. Tendo em vista a saúde da população, é importante ressaltar que quando se investe na prevenção de doenças, é fundamental a atuação de profissionais de educação física para que os resultados com a atividade física sejam os melhores possíveis na promoção da saúde e do bem-estar, trabalhando o corpo em sua totalidade.  Silva et al  (2013)

NASF

O NASF criado a partir da portaria nº 154, de 24 de janeiro de 2008, tem como objetivo ampliar a abrangência e o escopo das ações da atenção básica, bem como sua resolubilidade, apoiando a inserção da estratégia de Saúde da Família na rede de serviços e o processo de territorialização e regionalização a partir da atenção básica. Atualmente o NASF é regulamentado pela Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de 2011, e são compostos por equipes multiprofissionais que atuam de forma integrada com as equipes de Saúde da Família (ESF), como citado por Gonçalves et al (2015) a composição dos Núcleos, pode ser formada por trabalhadores de diferentes categorias profissionais, tais como: profissionais de educação física, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, médicos, entre outros. Para dos Anjos et al (2013), e o NASF representa um marco importante na saúde, dando maior ênfase na promoção da saúde e no cuidado à população. A Autora ainda afirma que  A inclusão de novos profissionais de saúde amplia a possibilidade de se responder aos novos e antigos desafios da morbidade dos brasileiros, tais como o sofrimento psíquico, as modificações no padrão nutricional e o aumento da longevidade da população, que, para o sistema de saúde do Brasil, representa um maior número de pessoas comorbidades e, principalmente, com doenças crônicas  não degenerativas. (Dos Anjos et al 2013)

Desde a regulamentação da profissão, através da Lei 9.696/1998, o profissional de educação física tem ganhado cada vez mais respeito, e isso tem ultrapassado barreiras anteriormente impostas, com a implantação do profissional de educação física na saúde pública, afirma a profissão como meio de promoção da saúde. Como citado por Guimarães (2013) O Ministério da Saúde atento aos fatores determinantes de saúde e aos altos índices de sedentarismo no Brasil, incluiu a atividade física no Sistema Único de Saúde, como o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população. Outro objetivo da atividade física no Sus e redução no consumo de medicamentos, como citado por da Silva (2011) a atividade física tem  sido uma forma muito eficiente em prevenir e tratar muitas doenças crônicas.

A atuação do profissional de educação física nos  núcleos multidisciplinares do NASF, acontece na através da prescrição do exercícios física orientado, e como citaddo por Valerio e Rall (2018) “atividade física tem se destacado como ponto de partida para se conseguir melhores condições de saúde”, o profissional de educação física não tem somente a função de passar exercícios, este profissional também irá trabalhar com a orientação a respeito do benefício da prática da atividade física, trabalhará fatores motivacionais, inclusão social, cultura e educação com relação aos esportes e principalmente, tentar dentro destes e de outros aspectos aumentar a adesão ao exercício.

Considerações finais

Portanto, a pratica de atividades físicas como também os exercícios físicos é um direito da população, como também um dever do Estado em proporcionar uma vida saudável e ativa a fim de melhorar as condições de saúde dos beneficiários do Sistema Único de Saúde e com isso criou algumas ações com o intuito de melhorar a vida de todos. Assim, a política pública de saúde tem por objetivo a promoção de uma vida saudável através de práticas de atividades físicas, alimentação saudável, e acesso a qualquer tipo de prevenção de doenças causadas pelo sedentarismo.

Referencias

BRASIL. Atividade física. Ministério da Saúde. Disponível em http://www.saude.gov.br/component/content/article/781-atividades-fisicas Acesso em 16/10/2019

BRASIL. Política Nacional de Promoção da Saúde Ministério da saúde. 3 edição diponivel em 

bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude_3ed.pdf  acesso em 16/10/2019

BRASIL. PORTARIA Nº 2.446, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2014. Disponível em  bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt2446_11_11_2014.html acesso em 17/10/2019

Dos Anjos< karla, et al. perspectivas e desafios do núcleo de apoio à saúde da família quanto às práticas em saúde. Saúde em Debate Rio de Janeiro, v. 37, n. 99, p. 672-680, out/dez 2013. disponível em < www.scielo.br/pdf/sdeb/v37n99/a15v37n99.pdf > acesso 17/10/2019

Filho et al.  Atividade física e seus benefícios à saúde Inesul.  Disponível em acesso em 16/10/2019

MORETTI, Andrezza C. et al . Práticas corporais/atividade física e políticas públicas de promoção da saúde. Saude soc.,  São Paulo ,  v. 18, n. 2, p. 346-354,    2009 disponível em http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v18n2/17.pdf  acesso 17/10/2019

Silva, Daniel Arruda et al. Atuação do profissional de educação física na saúde pública: oportunidades e desafios. II congresso brasileiro de ciências da saúde. Disponível em http://www.editorarealize.com.br/revistas/conbracis/trabalhos/TRABALHO_EV071_MD4_SA10_ID1876_04052017133947.pdf acesso em 17/10/2018

 Stein, Ricardo. Atividade física e saúde pública. Rev Bras Med Esporte _ Vol. 5, Nº 4 – Jul/Ago, 1999 disponível em  http://www.scielo.br/pdf/rbme/v5n4/v5n4a06 acesso em 16/10/2019

VALERIO, Danilo L,;RALL, Luzia M. F. Saúde e o profissional de Educação Física. Uma análise acerca da atuação e inserção deste profissional como protagonista na área da Saúde. Revista espaço acadêmico n202 2018 disponível em periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/download/37623/21952 acesso em 17/10/2019


Publicado por: Daniel Lemos Da Silva

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