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EFEITOS DO EXERCÍCIO FÍSICO EM PESSOAS DEPRESSIVAS

Educação Física

Análise das pessoas que sofrem de depressão, ou que já sofreram e os efeitos do exercício físico no tratamento e na sua prevenção.

RESUMO 

Os estudos científicos referente ao tratamento da depressão vêm evoluindo constantemente. Com os seus sintomas dolorosos, vem ganhado forças a cada dia, consequentemente atingindo uma grande parte da população mundial, não escolhendo faixa etária, classe social ou raça para se manifestar, muitas pessoas fazem uso de medicamentos antidepressivos, seja eles para controlar uma ansiedade ou até para ter um noite de sono tranquila, muitas dessas pessoas acabam ficando dependente dessas drogas, passando a ingeri-las com frequência em seu dia, dia para manter ou aparentar que está levando uma vida normal, até pensam que estão fazendo a coisa certa. Neste artigo, relatamos a respeito dos efeitos do exercício físico para pessoas que sofrem, ou que sofreram desta doença que é bastante comum no Brasil e no mundo. A amostra foi composta por um questionário no qual foram colhidas informações mediante uma pesquisa de campo dentro de uma academia, pessoas que foram acometidas pelo câncer e tiveram alguma sequela, e aquelas que perderam algum ente querido. Para as pessoas que sofrem atualmente da depressão, que foram diagnosticadas e fazem uso de medicações, prescrita pelo profissional da saúde, tiveram a sua rotina diária acompanhada, aonde todos os dias eram feitas perguntas dentro do questionário, e assim, conseguimos enxergar o progresso dos pacientes, notou-se que o exercício físico é um grande aliado no tratamento da depressão, como também o apoio dos familiares, ambos foram de total importância para as pessoas que sofrem ou que já sofreram com essa doença.

PALAVRAS-CHAVE: Depressão. Ansiedade. Exercício Físico.

INTRODUÇÃO

Grande parte da população brasileira é acometida por depressão, sendo adquirida no decorrer da sua vida, causada em boa parte da população, por algum tipo de transtorno mental. Uma doença na maioria das vezes silenciosa, vai aos poucos aumentando os seus sintomas, muitas pessoas só percebem quando já estão com ela, outras conseguem perceber no início e já procuram ajuda e já podem começar com um tratamento, seja ele o psicólogo ou psiquiatra, pois, são os especialistas da área medica que são indicados para esse tipo de doença, a segunda opção geralmente só quando o psicólogo observa que é inevitável o uso de alguma medicação.

Essas pessoas geralmente sofrem com esse transtorno por algum motivo, são inúmeros relatos no consultório, entre eles, a morte de um ente querido, uma doença crônica, a falta de oportunidades na vida, a falta de alguém por perto, etc.

O trabalho foi desenvolvido para implementar as informações já existentes diante dos inúmeros de suicídios que acontecem todos os dias no Brasil e no mundo, essas pessoas precisam saber que ainda tem jeito pra essa situação, os pais já devem realizar um trabalho que explique em etapas as possíveis adversidades da vida, aquelas que todos podem passar um dia e mostrar que sempre estará ao seu lado para passarem juntos.  

O trabalho tem por objetivo, analisar as pessoas que sofrem de depressão, ou que já sofreram, e hoje encontra-se recuperadas, consequentemente já levam uma vida normal, como também, investigar, analisar e identificar de forma objetiva, os efeitos do exercício físico no tratamento e na sua prevenção. 

A metodologia para este trabalho, foi a de campo, onde foi aplicado um questionário, com perguntas relacionadas ao tema do trabalho, assim foi feito um mapeamento já com as informações adquiridas, num total de 20 pessoas de ambos os sexos, com faixa etária de 15 a 83 anos de idade, boa parte delas realizavam as suas atividades dentro da academia e as demais fora, no ambiente externo em outras modalidades que fosse uma hidroginástica a uma caminhada ao ar livre.

DESENVOLVIMENTO

A organização mundial da saúde (2018) afirma que “A depressão é um transtorno comum em todo o mundo: estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram com ele”. 

Muito preocupante essa estimativa da OMS, esses dados crescem a cada ano, pessoas muitas vezes com o princípio da doença, acabam chegando ao seu pico maior, são inúmeras pessoas que cometem o suicídio, pessoas que muitas vezes não tem uma pessoa do seu lado para ajudar, ou até desabafar, contar os seus problemas, sofrem de alguma pressão e chegam em casa precisando de uma colo, abraço mais muitas vezes recebem palavras que deixa-os mais oprimidos, podendo chegar até um certo momento que o doente começar a ter pensamentos de morte.

A organização mundial da saúde (2018), diz que “A depressão pode levar ao suicídio. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano - sendo essa a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos”.

Na verdade, é muita gente, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas, a depressão ela sempre tem um princípio ativo, muitos deles vem desde a infância, pois, se paramos para pensar um pouco e refletimos vamos observar que hoje no mundo que vivemos as crianças passam a maioria do tempo com a baba, na escola em tempo integral, avós, etc. Nos finais de semana, os pais poderiam ao menos ficar com os filhos, mais não, organizam um churrasco dá um tablete ou coloca a criança em um game e pronto, resolvido, ou acham pouco e ainda trabalham querendo ganhar mais e mais dinheiro, assim, para poder dar uma vida melhor para o seu filho, sim, sabemos que vivemos em um mundo o qual temos que buscar o sustento, não é proibido ter uma vida confortável, de ter um bom dinheiro para jantar fora, viajar, passear, etc. Tem que se pensar como será construída a mente dessa criança sem os seus pais por perto em grande parte do tempo, porque tempo tem, ninguém trabalhar 7 dias sem para, totalizando 168 horas semanais, acredito que não, sem falar nos casos de separação na família, que muitas vezes a mãe tem que ser pai ou o pai tem que ser mãe também, ambos tem que ser os dois, dependendo de quem fique com o filho, tornado a vida da criança bem mais difícil, presa dentro do condomínio, casa, etc. Tem pessoas que nem assumir a responsabilidade de ter um filho, com medo que a criança impressa a vida de luxo, até faz tudo sem os filhos, para isso tende a deixar com algum parente, então vai sendo criado sem um carinho, sem a educação necessária para vida lá fora, sem uma preparação adequada no âmbito social, então a fragilidade toma conta da situação.

Abrata (2015) relata que “Os cuidadores, sejam eles familiares ou amigos, são peças fundamentais no progresso do tratamento do paciente com depressão. “Dependendo do grau da doença, a pessoa tem muita resistência a procurar ajuda sozinha”.  

Por isso é importante a família sempre está por perto, até para prevenir, buscando sempre dar atenção e assistência aos seus familiares, acredito que um pai ou mãe conheça quando o seu filho está com algum problema, qualquer que seja ele, a não ser que não tenha um convívio adequado com os seus filhos, como foi exemplificado nos parágrafos anteriores desde trabalho.

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Os sintomas é um deles, percebe-se no rosto, na forma de agir, ou até nas palavras, quando está conversando.

Segundo Abelha (2014, p. 223) “A depressão se caracteriza pela perda de interesse e prazer por tudo, pelo sentimento de tristeza e baixa da autoestima. Os quadros mais graves podem levar ao suicídio. Apesar disso, a doença permanece escondida e não tratada”.

Temos outros problemas que podem contribuir para o aparecimento da depressão, pessoas que perderam um ente querido sofrem muito também desse mal, são pessoas que sentem uma tristeza dentro de si, algumas delas passam anos para conseguir dar seus os primeiros passos na vida e assim a retomando de forma gradativa.

Podem desenvolver a depressão pessoas que perderam um ente querido, que são acometidas com algumas doenças, principalmente aquelas que estão com câncer, que perderam a sua visão, HIV, as que por algum motivo seja necessária amputação de algum membro do seu corpo, que sofrem de alguma deficiência adquirida mediante um acidente de trânsito ou trabalho, como também mulheres que tiveram um filho, pode chegar a ter depressão pós-parto. 

Segundo Rodrigues (2017, p.33) “É nesse cenário que o exercício físico pode se apresentar como uma importante alternativa terapêutica e uma oportunidade de inserção e atuação do profissional de educação física no tratamento da depressão.”

Existem casos dentro da pesquisa de campo que conseguiram desmamar a medicação, usando o exercício físico como tratamento para a sua ansiedade, e consequentemente os sintomas depressivos, como também a síndrome do pânico, estresse, e a tensão muscular, isso porque quando estamos praticando o exercício físico o nosso corpo libera hormônios e neurotransmissores naturais que auxiliam a combater os sintomas, eles são: a dopamina que causa a sensação do prazer, endorfina que tem grande potencial, ajuda ao corpo a controlar o estresse, e a serotonina que melhora o humor, sono, apetite, aprendizagem, etc.

Almeida (2017, p. 25) afirma que “O exercício aeróbio de intensidade moderada atua positivamente no tratamento da depressão, diminuindo os seus sintomas em todos os níveis e para todas as faixas etárias”.

Foi realizado um questionário com 20 pessoas, de ambos sexos, com uma faixa etária de idade entre 15 a 83 anos, foram 11 perguntas, sendo 7 delas sobre o transtorno depressivo, e 4 a respeito da prática do exercício físico, onde está referenciado no quadro 1.

Quadro 1 – Questionário

Quanto tempo sofre, ou sofria da depressão?

Que sofrem são, 8 pessoas: 2 ano e meio, 6 pessoas: 4 anos, 2 pessoas: 5 anos. Que sofria: 4 pessoas há 1 ano atrás.

Quais os sintomas?

16 pessoas: Falta de animo, ficar sozinha (o), choro. 4 pessoas: sem vontade de viver.

Qual foi o motivo que te levou a apresentar esse quadro depressivo:

8 pessoas: Doença, 6 pessoas: Morte de um ente querido, 3 pessoas: Frustações da vida, 3 pessoas: Por problemas familiar.

Já pensou ou tentou o suicídio?

9 pessoas já pensou, 8 nunca pesou, 3 pessoas já tentou.

Está sendo acompanhado (a) por algum especialista?  Se sim, qual?

Todas as 20 estão, sendo 8 pessoas: psicólogo, 7 pessoas com psiquiatra, e 5 pessoas com outros médicos.

Toma algum antidepressivo?

16 pessoas tomam, sendo 5 dessas 16 tomam só a metade do comprimido, e 4 conseguiram deixar.

Sente algum efeito colateral da medicação? Se sim, qual?

10 Pessoas: Enjoou, tontura, boca seca. 8 Pessoas: Dor de cabeça, boca seca e 2 Pessoas: Tremores, dor de cabeça, enjoou.

Faz algum tipo exercício físico? Se sim, quantas vezes por semana.

19 pessoas fazem exercício físico, sendo 10 faz 6 vezes por semana, 7 faz de 4 a 5 vezes, e 2 faz 3 vezes.

Como se sente, praticando o exercício físico?

19 pessoas responderam que se sentem muito bem, e não pensão em deixar.

Deixou de tomar a medicação ou diminui a dosagem, depois que inicio os exercícios?

5 pessoas conseguiram diminui dosagem, e 4 deixaram de tomar, as outras 11 ainda estão tomando a medicação na sua dose integral.

O exercício físico trouxe alguma mudança na sua vida? Se sim, qual?

19 pessoas: sim, no humor, sono, bem-estar, convívio social e apetite.

FONTE: Elaborado pelo autor (2020)

De acordo com as respostas do questionário, pode-se observar que 95% das pessoas entrevistadas estão realizando algum tipo de exercício físico, 25% deixaram de tomar a medicação, 20% diminuíram a dosagem, 50% ainda tomam a dosagem integral. Todas as, 95% tiveram mudanças no convívio social, na qualidade do sono, bem-estar, humor e apetite, tendo uma melhoria significante.

CONCLUSÃO

Este trabalho de pesquisa foi de extrema importância para ampliar os conhecimentos na busca de outros meios para tratar e prevenir a depressão, além do tratamento terapêutico.

Os resultados do estudo, permitem concluir que os resultados foram bem satisfatórios, foi observado o sentimento positivo dos entrevistados. Mediante dessas considerações e os bons resultados vistos, pode-se afirmar que a elaboração desta pesquisa possibilitou a prosseguir em procuramos avançar em outras propostas e meios que venham contribuir para evitar, tratar e melhora os sintomas, como o humor, autoestima baixo, medo e os pensamentos de suicídio. Uma pessoa que sofre de depressão ou tem crise momentânea precisa ser assistida no seu dia, dia, mesmo que tenha melhorado ou esteja em tratamento e os seus sintomas estejam controlados, se caso esteja numa academia ou clube, deve sempre ser feita uma anamnese no ato da matrícula, se caso for observado que está em tratamento o profissional deve ser cauteloso nos exercícios e sempre ter atenção.

REFERÊNCIAS

ABELHA, Lúcia. Depressão, uma questão de saúde pública. Rio de Janeiro, Brasil 2014. Disponível em:  , Acesso em: 31 Março de 2020, 18:35:19.

ALMEIDA, Maria Deisyelle Sibaldina da Silva. A prática de exercício físico aeróbio no tratamento da depressão. Pernambuco, Brasil 2017Disponível em, Acesso em: 28 Março de 2020, 19:20:54.

 RODRIGUES, Guilherme Moraes. Efeitos da atividade física no tratamento da depressão. Rio de Janeiro, Brasil 2017. Disponível em:

, Acesso em: 28 de Março de 2020, 21:52:24. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Folha informativa – Depressão. Postagem no ano de 2018. Disponível em:<https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5635:folha-informativa-depressao&Itemid=1095>, Acesso em: 03 de Abril de 2020, 17:14:32

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Depressão: causas, sintomas, tratamentos, diagnóstico e prevenção. Postagem no ano de 2020. Disponível em:, Acesso em: 03 de abril de 2020, 18:26:45

ABRATA. Família é peça fundamental no tratamento da depressão. Postagem no ano de 2015. Disponível em: <http://www.abrata.org.br/familia-e-peca-fundamental-no-tratamento-da-depressao/>, Acesso em: 08 de abril de 2020, 12:48:57

 

Autor: Wemerson Pedro da Silva


Publicado por: wemerson pedro da silva

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