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A Psicomotricidade Na Educação Física: Desafios E Perspectivas Para A 3ª Idade

Educação Física

A Educação Física na 3ª Idade visa demonstrar que a Prática de atividades físicas como uma prática regular melhora a qualidade de vida do idoso.

RESUMO

A pesquisa seguiu a estratégia de revisão de literatura, análise documental e análise de conteúdo.  Quanto ao modelo de estudo, é tipificada como uma pesquisa descritiva, qualitativa, tendo a análise de conteúdo como a sua característica principal e também como procedimento, perfazendo uma revisão de literatura sobre a psicomotricidade na 3ª idade. A pesquisa é caracterizada como uma pesquisa indireta, pela utilização de informações, conhecimentos e dados que já foi coletado, através de uma pesquisa documental e bibliográfica, método bibliográfico (MATTOS, 2004). A Educação Física na 3ª Idade visa demonstrar que a Prática de atividades físicas como uma prática regular melhora a qualidade de vida do idoso e de que maneira permiti a sua inclusão social? Pois o convívio com outras pessoas torna-se um momento de lazer, de amizade, companheirismo e identidades que produzem o bem estar do idoso melhorando perceptivelmente sua saúde. Dessa forma torná- se indispensável à prática da Educação Física alicerçada à psicomotricidade como fator de interação entre a motricidade, a afetividade e a mente.

Palavras – Chave: Motricidade, Educação Física, Inclusão, Afetividade.

ABSTRACT

The research followed the strategy of literature review, document analysis and content analysis. Along the lines of study, is typified as a descriptive, qualitative, and content analysis as their main feature as well as procedure, completing a literature review of the psychomotor in the 3rd age. The research is characterized as an indirect survey, the use of information, knowledge and data has been collected through archival research and a bibliography, bibliographical method (Mattos, 2004). Physical Education in the 3rd Age aims to demonstrate that the practice of physical activities as a regular practice improves quality of life of elderly and how they enable their social inclusion? For the interaction with others becomes a moment of leisure, friendship, companionship and identities that produce the welfare of the aged noticeably improving their health. Thus it is essential to the practice of physical education based on the psychomotor factor of interaction between the motor, affection and mind.

Key-Words: motricity, Physical Education, Inclusion, Affectivity.

INTRODUÇÃO

O presente Artigo A Psicomotricidade na Educação Física: Desafios e Perspectivas para a 3ª Idade têm como finalidade propor conhecimentos que favoreça a interação do idoso no meio social de forma prazerosa e saudável relacionando a motricidade, a afetividade e a mente com a efetiva prática de atividades físicas de forma espontânea, buscando conduzir as necessidades físicas do indivíduo de lateralidade, de estruturação espacial e orientação temporal, ritmo e equilíbrio com as necessidades afetivas e de interação e convívio social. Com o avanço da idade o idoso apresenta a fragilidade psíquica e física, o qual tem maior importância à recuperação e manutenção permanente das atividades funcionais do ser humano na 3ª Idade. Esse estudo no primeiro tópico abordará as concepções históricas e conceituais de psicomotricidade. No segundo tópico a importância da psicomotricidade como fator de inclusão de idosos através das atividades práticas contínuas de educação física, e por final a contribuição da prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo, e que auxiliam na prevenção e no controle de doenças e a permanência maior do idoso no convívio social. A psicomotricidade na vida do idoso representa-se dizer, os pilares de uma velhice saudável e com qualidade de vida.

DESENVOLVIMENTO

Historicamente a psicomotricidade surge a partir de estudos médicos neurológicos a partir do século XIX, com o aparecimento das definições das zonas do córtex cerebral situadas mais além das regiões motoras. São descobertos distúrbios da atividade gestual, da atividade prática. Portanto, o "esquema anátomo-clínico" que determinava para cada sintoma sua correspondente lesão focal já não podia explicar alguns fenômenos patológicos.

Através desses estudos, segundo (SBP, 2003, p. 2). É que surge pela primeira vez o termo Psicomotricidade com enfoque eminentemente neurológico. Já no Brasil os estudos sobre a Psicomotricidade no século xx foram norteados pela Escola Francesa que afirmava a independência da debilidade motora, antecedente do sintoma psicomotor, de um possível correlato neurológico.   

“No Brasil, Antonio Branco Lefévre buscou junto as obras de Ajuriaguerra e Ozeretski, influenciado por sua formação em Paris, a organização da primeira escala de avaliação neuromotora para crianças brasileiras.
Dra. Helena Antipoff, assistente de Claparéde, em Genebra, no Institut Jean-Jacques Rosseau e auxiliar de Binet e Simon em Paris, da escola experimental "La Maison de Paris", trouxe ao Brasil sua experiência em deficiência mental, baseada na Pedagogia do interesse, derivada do conhecimento do sujeito sobre si mesmo, como via de conquista social... Em 1972, a argentina, Dra. Dalila de Costallat, estagiária do Dr. Ajuriaguerra e da Dra. Soubiran em Paris, é convidada a falar em Brasília às autoridades do Ministério da Educação, sobre seus trabalhos em deficiência mental e inicia contatos e trocas permanentes com a Dra. Antipoff no Brasil” (ISPE-GAE, 2007).

Com base na contribuição desses estudos a psicomotricidade adquire sua estabilidade e autonomia como motricidade de relações de aplicações da psicomotricidade em áreas de saúde e educação. E dessa maneira, deixa de focalizar apenas a técnica instrumentalista do corpo em sua globalidade e valoriza as relações da afetividade ao emocional do indivíduo.

Sendo assim, com base em (SBP, 2003) pode-se definir Psicomotricidade, como, um termo empregado para uma concepção de movimento organizado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito cuja ação é resultante de sua individualidade, sua linguagem e sua socialização”

Nas palavras de Defontaine: “La Psychomotricité est le désir de faire, du vouloir faire; lê savoir faire et le pouvoir faire” (DEFONTAINE apud OLIVEIRA, 2001, p. 28). “A psicomtricidade é um caminho, é o desejo de fazer, de querer fazer; o saber fazer e o poder fazer” (ibidem, 2001, p. 34). Defontaine declara que só poderemos entender a psicomotricidade através de uma triangulação corpo, espaço e tempo. Defontaine define os dois componentes da palavra; psico significando os elementos do espírito sensitivo, e motricidade traduzindo-se pelo movimento, pela mudança no espaço em função do tempo e em relação a um sistema de referência (ibidem, 2001, p. 35).

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Dessa forma, é perceptível compreender a Psicomotricidade como fator de relação do desenvolvimento do físico com os fatores da afetividade e das emoções para melhor dimensão corporal do ser humano. Ou seja, na origem histórica a Psicomotricidade teve como base de seus estudos para a patologia. Wallon, Piaget e Ajuriaguerra que tiveram a preocupação de aprofundar esses estudos com foco para o campo do desenvolvimento.

Sendo que Wallon preocupou - se com a relação psicomotora, afeto e emoção, Piaget preocupou-se com a relação evolutiva da psicomotricidade com a inteligência e Ajuriaguerra, consolidou esses estudos para as bases evolutiva do corpo na relação com o meio.

Tornando-se observável que a psicomotricidade efetivada pela Educação Física propicia as relações interpessoais do idoso com a integralidade desses exercícios porque une os movimentos motores relacionados com a afetividade, permitindo ao idoso conhecer seus limites e necessidades geradas no decorrer da velhice, redescobrir a auto-estima e cofiar novamente em si próprio e a vontade de reintegra-se na sociedade.

Baseando-se em Velasco (2005), que diz:

“A Psicomotricidade é a Ciência do Homem, que considera os aspectos Biológicos, Antropológicos, Sociológicos e Culturais,...”, pode-se afirmar que a Psicomotricidade apresenta-se como a Ciência do Ser Humano, avaliando todos esses aspectos direcionando-os para o idoso.

Outro fator importante é a possibilidade da coordenação do corpo, explorando os movimentos corporais, as habilidades cognitivas e sociais dos idosos, reabilitando seus movimentos de forma satisfatória para manter-se no espaço onde vive.

A velhice se torna outro marco de desestruturação da imagem corporal. Muitos mitos e crenças rondam essa fase da vida. Todas essas crenças e mitos levam a alterações anatômicas, funcionais e emocionais. Na velhice encontramos a gerontopsicomotricidade, que vem ajudar os sujeitos, dessa fase, nas perdas psicomotoras que acontecem durante o processo de envelhecimento. A gerontopsicomotricidade resgata o tempo do agora, auxiliando os idosos a se redescobrirem. Através do corpo e do movimento, os indivíduos recuperam sua autonomia, seu desejo, sua motivação, seu prazer e sua alegria.

(http://www.psicomotricidade.com.br/sp/texto_psicomotricidade.htm).

Ou seja, recuperação de valores éticos e morais através de brincadeiras produtivas; favorece ao idoso a liberação de tensões, diminui os medos e, conseqüentemente, a depressão (em razão das perdas). Estabelecendo novos vínculos de amizade, deixando-o confiante, alegre e estimulado; eleva sua auto-estima e melhora suas perspectivas de vida, lazer e troca de experiências. Logo, é fator importante para a inserção dos idosos na sociedade.

Sendo importante ressaltar que a aplicabilidade da psicomotricidade como processo de base na prática de educação física só foi possível com a promulgação da LDB 9.394/96.

De acordo com Revista da Educação Física – Uniandrade, Curitiba – PR., v.01, n.1, set. 2001.

A Educação Física Escolar ao deixar de ser considerada, por lei (LDB 5.692/71), como atividade para ser considerada, por lei (LDB 9.394/96), como componente curricular, assumiu um novo papel no contexto educacional. Esse novo papel vem atender aos longos processos de discussões e produções mais fortemente iniciados nos anos oitenta.

 

A Educação Física perde seu caráter de simples componente curricular que trabalha o desenvolvimento físico e esportivo e passa ser considerada como uma atividade que busca o desenvolvimento integral do indivíduo aliado a todo o contexto sócio-econômico e cultural, compromissada com a educação, com a socialização e os movimentos humanos e suas vastas variáveis, necessidades, possibilidades e interesses.

Com isso a Educação Física passa a priorizar através de atividades corporais uma atitude construtiva possibilitando uma atitude de respeito, aceitação e solidariedade, sem discriminação por características, pessoais, físicas, sexuais ou sociais. Partindo desse princípio, na Terceira Idade, possibilitará que a mesma seja um agente dinâmico, social, construtor de sua identidade, autor e co-autor de sua própria história, construindo ou reconstruindo seus sonhos, desejos e projetos a serem traçados e alcançados com firmeza e autoconfiança.

Segundo Revista Oxidologia set/out: 18-24, a Educação física trás importantes benefícios na 3ª idade, com estilo de vida ativo mantém a funcionalidade do organismo durante o processo de envelhecimento como:

  • Melhora da velocidade de andar
  • Melhora do equilíbrio
  • Aumento do nível de atividade física espontânea
  • Melhora da auto-eficácia
  • Contribuição na manutenção e/ou aumento da densidade óssea
  • Ajuda no controle do Diabetes, artrite, Doença cardíaca
  • Melhora da ingestão alimentar
  • Diminuição da depressão
  • Fortalece os músculos das pernas e costas;
  • Melhora os reflexos;


Publicado por: CLAUDIA DA SILVA SACRAMENTO

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