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DOENÇAS E SAÚDE - UMA REFLEXÃO

Doenças e Saúde

Breve reflexão sobre doenças e saúde.

Durante toda uma história da humanidade, as doenças estavam presentes. Desde o Tempo Medieval até o Tempo de hoje. A ciência evoluiu, se desenvolveu. A Era da mente deu certo espaço a Era das máquinas. Claro que, mente e máquina não podem nunca partirem para uma polarização. Precisam caminhar juntas. Ciências, tecnologias, pesquisas, são parceiras dos tempos atuais e cada dia mais estão presentes nas sociedades pós-modernas.

Assim como as sociedades enfrentaram um longo caminho até o que se tem hoje, as ciências se aprimoraram cada vez mais, ao ponto de, no caso concreto da medicina, a pessoa não precisar ser, em muitos casos, aberta para ser tratada.

As culturas se multiplicaram, mundo afora.

Políticas e ideologias sempre fizeram parte do mundo, no tempo e no espaço.

O mundo mudou muito deste o Tempo Medieval.

E assim, dentro deste processo de novos tempos, muitas doenças foram até vencidas, outras estão quase lá, mesmo outras novas surgindo. O que importa é o avanço das soluções para estas verdadeiras moléstias.

Segundo trabalho de Paulo Marchiori Buss, Claudia Chamas e outros, disponível no site “https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-311X2016001402001&script=sci_abstract&tlng=pt”, com o título “Desenvolvimento, saúde e política internacional: a dimensão da pesquisa & inovação”: “(...) A inovação em saúde tem inegável importância nas dimensões econômica e social. É fundamental para o desenvolvimento do complexo produtivo da saúde que responde às necessidades de saúde da população. Integra as agendas de desenvolvimento pós-2015 das Nações Unidas, no plano global, assim como as agendas de desenvolvimento nacionais. Sua presença nas discussões da Agenda pós2015 das Nações Unidas é ainda incipiente, embora esteja subentendida quando nela se mencionam a pesquisa e desenvolvimento e o acesso a medicamentos e vacinas “essenciais”, conceito que permeia todos os debates. Contudo, uma abordagem alternativa seria com o conceito de insumos “necessários” que melhor corresponderia às necessidades epidemiológicas de uma dada população. No âmbito da OMS, a P&D e inovação, assim como o acesso aos insumos em saúde, têm recebido atenção importante e sido alvo de polêmica, pelo menos nos últimos 15 anos. O alto preço dos medicamentos e outros insumos, assim como a baixa acessibilidade aos novos produtos, levou à criação de sucessivos grupos de trabalho para buscar harmonizar os interesses conflitantes de países desenvolvidos e em desenvolvimento e de representantes de empresas e de organizações não governamentais representantes da sociedade civil, num debate extremamente lento para o tamanho e a urgência das necessidades globais. Seguramente, ambos os macroprocessos relacionados com a inovação em saúde e o acesso a seus resultados precisam ser agilizados, mas para isto torna-se necessária a democratização da participação dos maiores interessados – os pacientes e, de modo geral, a população dos países mais pobres – pois só desta maneira será superada a “soma zero” a que se chegou no embate entre representantes de Estados-membros nos debates ocorridos até aqui.”

O mundo já sofreu tanto sem uma resposta imediata para tantas doenças, moléstias, crises de saúde pública, e outros afins, entretanto, com sabedoria e estudos, muitos resultados surgiram. Doenças como:   1. Asma; 2. AVC (Derrame); 3. Bronquite Aguda; 4. Câncer; 5. Catapora; 6. Cólera; 7. Coprolalia; 8. Coqueluche; 9. COVID-19; 10. Crupe  (Doença de Menino); 11. Delírio de Capgras; 12. Delírio de Fregoli; 13. Dengue; 14. Depressão; 15. Distúrbios Alimentares; 16. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC); 17. Doenças Cardiovasculares; 18. Doenças Sexualmente Transmissíveis  (DSTs); 19. Ebola; 20. Eclâmpsia; 21. Envelhecimento Precoce; 22. Esquizofrenia; 23. Faringite; 24. Febre Amarela; 25. Gripe Asiática; 26. Gripe Aviária; 27. Gripe de Hong Kong; 28. Gripe Espanhola; 29. Gripe Russa; 30. Gripe Sanzonal; 31. Gripe Suína (H1N1); 32. Hanseníase; 33. Hepatite; 34. Insônia; 35. Lepra; 36. Malária; 37. Meningite; 38. Peste Antonina; 39. Peste Bubônica (Peste Negra); 40. Peste de Atenas; 41. Pneumonia; 42. Poliomielite; 43. Praga de Justiniano; 44. Problemas Dermatológicos; 45. Raiva; 46. Rinite Crônica;  47. Rubéola; 48. Sarampo; 49. Sarna; 50. Síndrome da Mão Alheia; 51. Síndrome de Alice no País das Maravilhas; 52. Síndrome de Charles Bonnet; 53. Síndrome de Diógenes; 54. Síndrome de Down; 55. Síndrome de Edwards; 56. Síndrome de Ekbom; 57. Síndrome de Ellis-Van Creveld (EVC);  58. Síndrome de Jerusalém; 59. Síndrome de Klinefelter; 60. Síndrome de Lobisomem; 61. Síndrome de Paris; 62. Síndrome de Patau; 63. Síndrome de Riley-Day; 64. Síndrome de Stendhal; 65. Síndrome de Turner; 66. Síndrome do Cadáver Ambulante; 67. Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA); 68. Síndrome do Sotaque Estrangeiro; 69. Síndrome de Asperger; 70. Síndrome de Kanner; 71. Síndrome de Rett; 72. Sinusite Crônica; 73. Somatização; 74. Tifo; 75. Transtorno Bipolar; 76. Transtorno de Ansiedade; 77. Transtorno de Personalidade; 78. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC); 79. Tuberculose; 80. Variola; 81. Zikavirus.  Muitas destas, já nem são mais faladas pelas sociedades. Algumas agiram, ou agem, de forma localizada. Outras se espalharam mundo afora. Tantas destas ainda estão sendo estudadas pelos cientistas e especialistas. Além destas, outras ainda poderiam ser listadas aqui.

Segundo trabalho de Gilson Carvalho, disponível no site “https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142013000200002#:~:text=Lamentavelmente%2C%20todas%20as%20vezes%20em,8.080%20outra%20vis%C3%A3o%20desses%20objetivos.”, com o título “A saúde pública no Brasil”: “(...)  Lamentavelmente, todas as vezes em que falamos dos objetivos da saúde pensamos em Tratar das Pessoas Doentes. Isso no público e no privado. Esquecemos que o maior objetivo da saúde é impedir que as pessoas adoeçam. (...)”

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Faltam, em muitas realidades, verdadeiros investimentos públicos em Saúde Pública. Se economiza tanto com este bem tão precioso e se gasta com besteiras.

No caso concreto do Brasil, o SUS é pouco valorizado. Os Agentes Comunitários de Saúde estão abandonados. As Unidades de Saúde estão precisando de melhor infraestrutura e de administrações comprometidas com a coisa pública da Saúde. Os salários dos Profissionais da Saúde Pública são baixos, defasados. As condições de trabalho dos Profissionais da Saúde Pública são péssimas. Ou seja, a Saúde Pública no Brasil caminha para a UTI.

Não se querer defender aqui os laboratórios. Ou os chás. Ou as medicações que cada pessoa humana possa entender que ajuda para amenizar ou acabar com as dores.

É necessário o equilíbrio entre:   Ciências/Pesquisas/Tecnologias/Culturas/Progressos/ Sabedorias/Meio Ambiente.

É preciso, também, ser ter claro na mente, que a saúde física, dos remédios, é necessária. Entretanto, uma saúde mental e uma saúde espiritual, também ajudam o ser humano na busca da cura ou da não doença.

A saúde privada também dá a sua contribuição nas sociedades, entretanto, muitos ainda não conseguem pagar em dinheiro pelo serviço prestado.

No caso do Brasil, a saúde pública em Municípios, Estados e no âmbito Federal, está péssima. Ainda mais diante da corrupção e tantos outros sinais de mortes que fazem com que a saúde, pública, privada, filantrópica, agonize, sofra, e enfrente tantas misérias humanas. É preciso um grande mutirão de fiscalização popular, social, comunitário e, ações mais eficientes e eficazes por parte dos Poderes do Brasil fazendo com que estes Poderes verdadeiramente respeitem a dignidade da pessoa humana.  

Segundo artigo de Cristiani Vieira Machado, Luciana Dias de Lima e outros, disponível no site “http://cadernos.ensp.fiocruz.br/csp/artigo/243/politicas-de-saude-no-brasil-em-tempos-contraditorios-caminhos-e-tropecos-na-construcao-de-um-sistema-universal”, com o título “Políticas de saúde no Brasil em tempos contraditórios: caminhos e tropeços na construção de um sistema universal”: “(...) O Brasil expressa de forma contundente as tensões na construção de um sistema de saúde universal em um país capitalista periférico extremamente desigual. Configura-se uma situação contraditória, de coexistência de um sistema público de dimensões expressivas, baseado na diretriz da universalidade, com mercados privados dinâmicos e em ascensão, que disputam os recursos do Estado e das famílias, espoliam a possibilidade de consolidação de um sistema de saúde de fato único e igualitário, reiteram a estratificação e as desigualdades sociais. Diante do legado histórico-estrutural do sistema de proteção social, da persistência de fragilidades institucionais e do fortalecimento de ideias neoconservadoras e neoliberais, em um momento de instabilidade econômica e política, com ameaças à democracia brasileira, existem sérios riscos de retrocessos nas conquistas que haviam sido alcançadas na área social e na saúde no período pós-constitucional.”

Países como Cuba, Japão, Tuvalu, Estados Unidos, Serra Leoa, Suíça, Palau, Afeganistão, Alemanha, são apenas alguns exemplos de nações que investem bem em Saúde Pública. 

Esperança, Ciência, Sabedoria, Investimentos Financeiros, dignidade humana, este é o quadro que traz a cura pra qualquer doença física e mental.

Em tempos de Pandemia, como aconteceu com a COVID-19, é que se testa, fortemente, a qualidade do serviço público de saúde. Em momentos, longos, curtos ou permanentes de crises de saúde pública, internacional e/ou nacional, cada nação, cada país, poderá demonstrar, mais fielmente, quanto vale a saúde de sua população local.

A Saúde Pública ainda é o caminho para se atender o conjunto, grande, da população de cada país, de cada nação. É relevante que está tenha uma qualidade nos serviços oferecidos, nos serviços prestados.

A vida é o maior bem da humanidade. A questão da saúde precisa ser prioridade na preservação da vida da pessoa humana. Outros valores das sociedades são relevantes, só que, sem vida, sem saúde, nenhum outro valor pode existir.

De acordo com artigo de Leonardo Carnut, disponível no site “https://www.scielosp.org/article/sdeb/2017.v41n115/1177-1186/pt/”, com o título “Cuidado, integralidade e atenção primária: articulação essencial para refletir sobre o setor saúde no Brasil”: “(...) Mesmo sob o advento da conjuntura político-social adversa na qual o Brasil atualmente se encontra, é necessário não deixar o debate à míngua e insistir na defesa de um modo de produzir saúde que não esteja às expensas da lógica capitalista, que desumaniza e impede a concretização da saúde como processo civilizatório. (...) Mesmo sob os auspícios da derrocada do direito à saúde no Brasil, resistir é hoje (re)existir. É reinventar-se e projetar-se para os anos vindouros. (...)”

 

Autor:  Pedro Paulo Sampaio de Farias

Professor; Pedagogo; Especialista em Educação; Especialista em Gestão Pública; Mestrando em Educação; Pós-graduando em Teologia; Pós-graduando em Antropologia; Graduando em Direito; Líder Comunitário; Líder de Associação de Professores; Sindicalizado da Educação; Servidor Público Estadual e Municipal; Atuante em Movimentos Populares e Movimentos Sociais; Cristão Romano. 


Publicado por: PEDRO PAULO SAMPAIO DE FARIAS

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