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RELEVÂNCIA DA ARQUITETURA HOSPITALAR SUSTENTÁVEL

Atualidades

A arquitetura hospitalar sustentável, os materiais utilizados, sua relevância para melhoria na edificação e a contribuição da sustentabilidade para o desenvolvimento da arquitetura hospitalar contemporânea.

RESUMO

O tema abordado é arquitetura hospitalar sustentável, seus métodos construtivos e sua relevância para melhoria tanto da própria edificação, quanto do meio ambiente, além de sua contribuição para a evolução da arquitetura hospitalar contemporânea. Utilizando metodologia bibliográfica, retomando informações convenientes sobre a arquitetura hospitalar sustentável. Conciliando o tema à pergunta sobre a relevância da arquitetura hospitalar sustentável e qual sua cooperação para o desenvolvimento da arquitetura hospitalar contemporânea.

ABSTRACT

The theme addressed is sustainable hospital architecture, its constructive methods and its relevance for improving both the building itself and the environment, as well as its contribution to the evolution of contemporary hospital architecture. Using bibliographic methodology, retrieving convenient information about the sustainable hospital architecture. Conciliating the theme to the question about the relevance of sustainable hospital architecture and what its cooperation for the development of contemporary hospital architecture.

PALAVRAS-CHAVE: Arquitetura Hospitalar. Sustentabilidade.

INTRODUÇÃO

A arquitetura hospitalar é extremamente essencial, pois um hospital é uma obra com grande complexidade, desde seu dimensionamento adequado às legislações específicas, infraestrutura, funcionalidade, além da preocupação com a sustentabilidade em relação aos materiais e tipologia construtivas da obra. Projetar pensando na sustentabilidade é indispensável atualmente, pois agrega valores a edificação, além de proporcionar qualidade de vida e bem-estar social.

DEFINIÇÃO DE HOSPITAL

Segundo o Ministério da Saúde, citado por Ronald de Góes (2011, p. 25), ‘‘o hospital é a parte integrante de uma organização médica e social, cuja função básica consiste em proporcionar à população assistência médica integral, preventiva e curativa sob qualquer regime de atendimento, inclusive domiciliar, constituindo-se também em centro de educação, capacitação de recursos humanos e de pesquisas em saúde, bem como encaminhamento de pacientes, cabendo-lhe supervisionar e orientar os estabelecimentos de saúde a ele vinculados tecnicamente’’.         

ARQUITETURA HOSPITALAR

Um dos programas mais complexos a serem atendidos pela arquitetura é a composição de um hospital, pois é uma edificação que possui um dimensionamento abrangente, onde une a tecnologia aos processos de atuação profissional médica, além de aspectos industriais (GÓES, 2011).

Pelo lado da funcionalidade, uma edificação hospitalar deveria ser construída em um único pavimento térreo, mas demandaria um espaço grande e no mundo atual contemporâneo é dificultoso encontrar terrenos desse porte, além da preferência de boa localização. Decorrente a esses fatores, a verticalização se tornou uma opção, a fim de sanar as dificuldades impostas aos terrenos disponíveis, mas recomendada somente para hospitais de grande porte (acima de 200 leitos). Além de diversas questões quais devem ser analisadas ao projetar um ambiente hospitalar, como custos, possibilidade de incêndio (evacuação dos doentes), acessibilidade, fluxos de pessoas e serviços, fornecimento de materiais, entre outros fatores que devem ser altamente verificados (GÓES, 2011).

A legislação demanda certa viabilidade nos processos, como o atendimento, circulação, administração, ambulatório, pronto atendimento, serviços de diagnósticos e terapia, onde exigem equipamentos tecnológicos compactos, como raios X, tomógrafos, ressonância, estejam localizados no pavimento térreo. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) recomenda que esses aparelhos fiquem no hospital, mas um pouco afastado dos demais núcleos, pois necessitam de controle de radiação nuclear. Além de outros setores como o de fornecimento de materiais e serviços também necessitam estar localizados no pavimento térreo da edificação (GÓES, 2011).         

Quando ainda não se tinha iluminação artificial moderna e eficiente, no último pavimento dos edifícios verticalizados eram situados os centros cirúrgicos, usufruindo de iluminação natural (zenital). Devido ao serviço de pronto atendimento, acabou trazendo o centro cirúrgico para o pavimento térreo ou no máximo para o primeiro pavimento, a fim de facilitar os acessos (GÓES, 2011).

O fato de evitar edificações hospitalares muito altas é devido a simplificação do acesso, da implantação, inspeção e manutenção, além do conforto dos pacientes e questões da possibilidade de incêndios (GÓES, 2011).

ARQUITETURA HOSPITALAR SUSTENTÁVEL

De acordo com Ronald de Góes (2011, p. 194):

Sustentabilidade: meio de configurar a civilização às atividades humanas, de tal forma que a sociedade, seus membros e economia possam preencher suas necessidades e expressar seu maior potencial no presente e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir proficiência na manutenção indefinida desses ideiais.

A sustentabilidade pode se agregar em diversos fatores de inúmeras áreas a qual pode ser desenvolvida:

Segundo Ronald de Góes (2011, p. 195):

Em arquitetura, para ser sustentável, um assentamento ou empreendimento humano necessita atender a certos requisitos básicos:
1. Ecologicamente correto.
2. Economicamente viável.
3. Socialmente justo.
4. Coletivamente aceito.

Em uma edificação hospitalar há grande necessidade de ser estabelecida mediante a sustentabilidade, mas por ser um ambiente multifacetado existe maior complexidade no processo. No desenvolvimento do projeto, deve-se analisar o futuro da edificação hospitalar, projetando no presente, mas ao mesmo tempo considerando mudanças posteriormente. Ficando atentos para a demanda das exigências como, a infraestrutura, novas tecnologias, estruturas físicas, tipologias e flexibilidade, humanização, além dos sistemas construtivos utilizados (GÓES, 2011).

ARQUITETURA E MEIO AMBIENTE

Um aspecto importante para projetar um edifício hospitalar é a questão ambiental, mas atualmente acabam não dando a importância devida ao tema. Itens como mobiliário, cor, iluminação, sinalização, conforto térmico e acústico são essenciais para o funcionamento do edifício hospitalar, assim como instalações elétricas, hidráulicas, entre outras (GÓES, 2011).

O ser humano se adapta facilmente as condições ambientais, por esse motivo o ambiente hospitalar deve ser projetado a fim de causar tranquilidade aos usuários, pois são locais estressantes e de sofrimento. O projetista deve atentar-se a criar espaços estáveis e eliminar a monotonia, qual prejudica o ambiente de trabalho (GÓES, 2011).

Sabemos que os recursos naturais são finitos, então a consciência na construção é indispensável. Evitando o uso exagerado de energia, principalmente na edificação hospitalar onde o funcionamento exige grande potencial de energia (GÓES, 2011).

De acordo com Ronald de Góes (2011, p. 192):

Os aspectos básicos a serem tratados sobre o conforto térmico pressupõem:
- Orientação do edifício em relação ao sol;
- Ventos predominantes e massas de vegetação;
- Dimensão e posição das aberturas – entrada e saída de ar – proteção;
- Resistência térmica das paredes – espessura, condutibilidade dos materiais;
- Resistência térmica da cobertura;
- Posicionamento das fontes internas de geração de calor.

MATERIAIS DE BAIXO IMPACTO AMBIENTAL

Todo o processo construtivo desencadeia reações, desde a terraplanagem aos acabamentos da obra. Proveniente que os recursos naturais estão cada vez mais escassos, o desenvolvimento de novos materiais ecologicamente corretos (baixo impacto) estão cada vez sendo mais utilizados.

A utilização de materiais locais é uma iniciativa de baixo impacto ambiental, pois diminui a emissão de gás carbônico proveniente da queima do combustível dos veículos qual transportam os materiais até o local, consequentemente diminuindo danos à camada de ozônio.

TIJOLO ECOLÓGICO

O tijolo ecológico também conhecido como BTC (bloco de terra comprimida), é um tijolo proveniente da mistura de terra, cimento e água. Para o assentamento não é necessário o uso de argamassa, somente estar atento ao alinhamento das fiadas. Os tijolos apresentam furos verticais, onde recebem o concreto e ferragem, deixando a estrutura totalmente embutida, além das instalações hidráulicas e elétricas, evitando custos com mão de obra e material no processo.

CIMENTO ECOLÓGICO

O cimento ecológico é bastante utilizado em construções de barragens, obras de saneamento, mas também é comum em obras residenciais. É o material que causa menor impacto ambiental, pois transmite o mínimo de gás carbônico durante seu processo de fabricação.

TELHAS ECOLÓGICAS

Além de ser um material ecologicamente correto, é mais leve que as telhas de fibra de vidro, pois são confeccionadas de fibras naturais ou materiais reciclados, mais precisamente os plásticos. As telhas recicladas produzidas por embalagens composta por papel, polietileno de baixa densidade e alumínio (Tetra Pak), por possuir alumínio em sua composição reflete luz solar, garantindo bem-estar térmico no interior da edificação.

LÂMPADAS DE LED

As lâmpadas de LED são mais eficientes que as lâmpadas comuns, pois consomem apenas 4 watts e geram uma economia de energia em até 80%. As lâmpadas de LED possuem iluminância maior que as incandescentes e uma vida útil mais duradoura.

CONCLUSÃO

A relevância da sustentabilidade para a arquitetura hospitalar é notável, devido a grande preocupação atualmente com o meio ambiente. Uma edificação tão importante e complexa deve atender demandas não somente para funcionamento, mas também para se adequar aos sistemas construtivos ecologicamente corretos, pois são edificações duradouras e com possíveis ampliações ao longo dos anos. Sendo indispensável a realização do projeto arquitetônico hospitalar, adequando a edificação tanto às legislações como aos métodos construtivos de baixo impacto ambiental.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

GÓES, Ronald de. Manual prático de arquitetura hospitalar. ed. 2. Edgard Blucher, 2011.

FURUKAWA, F. M. / CARVALHO, B. B. Técnicas construtivas e procedimentos sustentáveis – estudo de caso: edifício na cidade de São Paulo. 2011. 109f. Monografia de Graduação em Engenharia Civil – Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, Guaratinguetá, 2011.


Publicado por: Michelly Rosado Prodocimo

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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