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DESVIANDO DO LUTO - A presença da violência no cotidiano dos brasileiros do século XXI

Atualidades

Conceito e características da violência, a violência no Brasil e sua relação com a desigualdade social e uma possível "solução" para a situação que o país vive.

A violência é uma manifestação de inferioridade. Ela é um fator presente nas sociedades ao longo do tempo, e se caracteriza como sendo fruto do meio social, podendo ser tanto uma ação coletiva, como a ação sem escrúpulos dos piratas nos tempos antigos, quanto individual, exemplificada facilmente pelos assassinos em série. Desse modo, a violência pode ser considerada um fato social na visão de Durkheim, uma vez que é inerente, exterior e intimamente ligada ao cotidiano do indivíduo, tornando-se peça chave para a compreensão de diferentes contextos sociais.

Sabendo disso, é correto afirmar que o Brasil apresenta uma violência institucionalizada, isto é, que se apresenta de forma tão poderosa na sociedade que chega a se assemelhar ao Estado em certos locais. Por exemplo, nas favelas do Rio de Janeiro, o crime organizado se impõe como superior devido a ausência do organismo estatal, o que propicia solo fértil para que o crime se torne cada vez mais desenvolvido e controle o cotidiano de lugares como esse. Nesse sentido, é ele quem ‘dita’ a ordem, sendo, portanto, uma entidade que age como se fosse um aparelho estatal presente, fornecendo benefícios para a população em troca do exercício do poder.

Analisando a realidade social brasileira, é inevitável perceber o modo como a desigualdade se apresente e influencia no contexto nacional. Para exemplificar, temos o país inteiro, pois a ausência de igualdade é uma constante no território nacional.

A desigualdade social é a disparidade presente no meio social em si, sendo figurada pelo mantra: “o de cima sobe e o debaixo desce”, como diz a Nação Zumbi.

Por esse motivo, ela é um fator que contribui para o aumento da violência em escala nacional. Fato que se faz verdadeiro pela situação em que muitos brasileiros se encontram. Para aqueles que vivem em pobreza extrema e não têm condições de vida aprazíveis, o crime pode ser uma oportunidade de enriquecer rápido e até pode oferecer proteção, sendo sonho de consumo de quem não pode sonhar.

O Estado nacional é falho. Ele é a base da violência que ronda o país. Não oferece moradia, saúde e muito menos educação de qualidade, e ainda espera resultados positivos. Com exceção daqueles que possuem uma condição financeira estável, a maior parte da população não tem condições de concluir uma graduação e muitos sequer conseguem concluir o ensino médio. Afirmação que se justifica pela dura realidade enfrentada pela maioria das pessoas, que possuem a necessidade de trabalhar cedo e desde jovens para prover a família e se sustentar, não sobrando tempo para os estudos.

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Dito isso, se faz possível afirmar que a atuação do aparelho estatal no ambiente nacional se baseia no princípio do “aos amigos tudo; aos inimigos a lei”. Para ilustrar isso, temos as atrocidades cometidas pelo executivo federal em benefício dos “chegados” em detrimento de quem foi às urnas e realmente elegeu os representantes que lá estão.

Corrupção, escândalos envolvendo multinacionais e inúmeros casos de “politicagem” são figurinha carimbada no dia a dia do brasileiro, enquanto que investimentos em áreas de base como segurança e educação são renegados para manter o sistema. A pior facção criminosa desse país é o Estado.

Diante da atual situação brasileira no que diz respeito à violência, é importante indagar-se em três aspectos: o que precisa ser feito? Como o país pode deixar de ser violento? De que forma a sociedade para contribuir com isso?

A resposta é simples. Primeiro, é preciso que haja uma reforma educacional, com o objetivo realmente de fazer com que a criticidade e a tolerância sejam as bases da educação nacional. Para isso, é necessária uma reformulação do Ministério da Educação acerca dos princípios básicos da educação brasileira. Depois, é necessário que o Estado seja revisto, com o propósito de lançar um novo modelo estatal, baseado desta vez no princípio do “um por todos e todos por um”. No entanto, nenhum governo é capaz de fazer sozinho, mas apenas com o apoio da sociedade civil, fazendo do ambiente político-institucional campo de ação dos cidadãos. Posteriormente, o cenário político-burocrático não deve se manter tão afastado do social, aproximando-se por meio da ação dos movimentos sociais no intuito de tornar a relação entre eles mais amena, uma vez que ambos são complementares e necessários para a nação.

Através dessas medidas, o país pode começar a viver dias menos agressivos, controlando melhor os casos de violência no território nacional. Assim, a nação poderá caminhar pelas ruas em qualquer horário sem medo de assalto, estupro ou qualquer outra violação que venha a sujar o país.


Publicado por: David Augusto Batista Sá Araújo

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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