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Bitcoin: moeda virtual

Atualidades

O que é o bitcoin e como ele funciona, especificando quais são os seus impactos na sociedade e mostrando como funciona a plataforma blockchain.

Resumo

O bitcoin é uma moeda totalmente diferente das demais, pois além de não ser uma moeda tocável, ela é uma moeda criptografada e totalmente online e além disso ela é descentralizada, ou seja, é um moeda que não passa pela casa da moeda.

Palavras-Chave: Bitcoin. Moeda virtual. Blockchain. Mineração bitcoin.

Introdução

A moeda é a unidade de valor padrão utilizada como instrumento de troca. Entretanto, a escassez do material utilizado para fabricação, como ouro e prata, forçou o surgimento de novos meios para efetuar transações comerciais, como o papel-moeda. Em 1950,  Frank MacNamara deu início a introdução da moeda eletrônica no mercado, posteriormente conhecida como Cartão de Crédito. Em 2008, surgiu o bitcoin: um novo tipo de moeda, denominada de criptomoeda.

O presente Artigo tem como intenção de debate a Bitcoin: a moeda digital.

A problemática do presente artigo desenvolve-se em torno da deficiência de informação em relação ao bitcoin por parte da população.

O objetivo deste artigo é apresentar de forma simples o que é o bitcoin e como ele funciona, especificando quais são os seus impactos na sociedade e mostrando como funciona a plataforma blockchain.

Este Artigo faz um estudo em bitcoin, apresentando sua funcionalidade e o conceito. e blockchain na intenção de que se torne maior o grupo de pessoas que conhecem o bitcoin e pelo menos sabe do que se trata.

Definição

O Bitcoin é uma criptomoeda concebida como uma forma criptografada do dinheiro sendo uma moeda assim como o dólar ou o real, porém, ela possui algumas diferenças bem específicas, como por exemplo, o fato dela não ser algo “tangível” e também por ser emitida sem interferência do Banco Central.

Bitcoin, ou BTC, foi concebida em 2008 por um programador ou um grupo de programadores até então desconhecido que utilizava o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Porém, até 2012, a criptomoeda foi usada principalmente em mercados negros, por conta de que quando a moeda foi criada, qualquer pessoa com o software poderia “minerar” os seus bitcoins desde que estivesse disposta a deixar o computador ligado dias e noites. E nesse mercado em particular, foram girados 9,9 milhões de bitcoins, o equivalente a 214 milhões de dólares à época. Até que em 2012, exatamente em setembro, a Bitcoin Foundation foi criada a fim de tentar recuperar a reputação do Bitcoin.

Mineração e Sustentabilidade

A mineração é um processo onde um computador com uma gigantesca capacidade de processamento roda um programa e esse programa vai resolvendo milhões de cálculos por segundo para encontrar uma combinação perfeita que seja compatível com o hash do último bloco encontrado. Ao encontrar esse hash, o minerador recebe uma recompensa em bitcoin para cada bloco minerado onde cada bloco de Bitcoins contém 12,5 bitcoins (no início, cada bloco vinha com 50 bitcoins) para o minerador que resolver primeiro uma série de operações de criptografia.

O minerador que resolveu e conseguiu esse bloco, terá os seus novos bitcoins informados por toda a rede para que esse bitcoin seja validado e para todos saberem que esse bitcoin pertence a esse minerador.

Muitos podem pensar que o bitcoin é algo infinito, e que poderá ser minerado para sempre, porém, é um pouco diferente disso. Desde o início, o bitcoin já possuía um fim pré-determinado pelo seu criador, para que quando fossem gerados 21 milhões de bitcoins até 2140, o código parar de minerar automaticamente.

Outro pensamento corriqueiro é que 21 milhões de bitcoins é muito pouco, mas, outra diferença entre o bitcoin e as moedas físicas, é que o bitcoin pode ser fracionado em até 100 milhões ou 8 casas decimais, onde a sua menor fração vale 0,00000001 BTC e é chamada de “satoshi”, referência ao nome do seu criador. Esse fracionamento do bitcoin tende a dizer que mesmo o bitcoin sendo um recurso finito, é possível dividir 1 bitcoin em várias partes e dividir para várias pessoas, como por exemplo, hoje, 13/05/2019 às 10:30 o bitcoin está valendo 29.353,66 reais, e uma pessoa que possui um bitcoin poderia dividir esse bitcoin em 29 partes, resultando em 29 partes valendo aproximadamente 1.012,19 cada uma, por isso que ao mesmo tempo que o bitcoin é um “recurso” finito, esses 21 milhões de bitcoins podem ser divididos em várias partes se tornando assim uma moeda altamente manuseável.

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Blockchain

Blockchain é a tecnologia por trás do bitcoin que funciona como se fosse um livro razão utilizado na contabilidade, ele realiza um registro cronológico dos novos bitcoins minerados, ou seja, a cada vez que um bitcoin é minerado, é gerado um hash, e é esse hash que será registrado no blockchain e além disso, para ser válido será conectado ao hash anterior. Porém, antes do novo bitcoin entrar no blockchain, esse novo bitcoin é espalhado por toda a rede para que todos na rede validem o bitcoin, como é exemplificado na figura 1.

 Podemos dizer que o blockchain é um banco de dados que é forma do a partir de uma série de blocos que juntos formam uma cadeia. É deste ponto que surge o nome ‘cadeia de blocos’ (blockchain). Cada bloco na cadeia contém informação ou transações. À medida que se adicionam transações, sua informação é guardada no bloco de acordo com o momento que ela foi processada

Após as transações serem empilhadas no bloco, uma assinatura ou “hash” é adicionada no final do bloco. O hash é linkado ao bloco anterior da cadeia. Estes hashes formam as ligações voltando entre as cadeias até chegar ao bloco gênese (bloco inicial). O hash inclui o número do bloco atual e o número do próximo bloco da cadeia. Também inclui a data e o momento que foi assinado além da quantidade de transações incluídas no bloco presente. O hash apresenta-se como uma chave criptografada.

Figura 1 - O funcionamento do bitcoin

Fonte: IHODL (2019)

Segurança

Por muitos, blockchain é um recurso extremamente seguro, simplesmente por conta do que expliquei acima. Todas as transações realizadas dentro dele são validadas por todos conectados à rede, verificadas e guardadas de modo permanente onde fica ligado à cada computador da rede e à cadeia anterior. Para que alguém não autorizado consiga quebrar esta arquitetura de segurança, deverá investir uma capacidade computacional de um supercomputador, que consumirá 263 Terawatts por hora (TWh) e contar com muito tempo livre.

O blockchain tem seu uso “compartilhado”, digamos assim. Podendo dividir o uso em redes públicas e privadas. A rede pública é a rede que é utiliza a criptomoeda, ou seja, o artigo inteiro é baseado na explicação do blockchain sendo utilizado na rede pública, pois, na rede particular, dispensa o uso de bitcoin. Outras diferenças entre as duas é que a pública é não permissionada, ou seja, qualquer pessoa consegue realizar transações livremente, na permissionada é necessário permissão do administrador que geralmente é uma empresa.

Para redes públicas, o detentor da chave privada é o responsável pela mesma. Frente uma perda, extravio ou roubo, o responsável não terá mais acesso aos bens.Assim, se estima que existam 950 milhões de dólares em bitcoins resultantes de chaves perdidas.

Em redes permissionadas, a regra é a mesma, mas a operação pode ser mais controlada. Deve ser parte do escopo de implementação, a definição de uma estratégia em conjunto com o operador do Blockchain para contornar este problema ou contar com elementos alternativos.

O fato é, que para toda rede, seja pública ou permissionada, todas as ferramentas para garantir a segurança estão disponíveis, até a integração com outras ferramentas. Lembrando que Blockchain é código aberto, o principal diferencial que garantirá a privacidade é a estratégia.

Conclusão

Conclui-se que o bitcoin é um novo tipo de moeda que se mostrou segura desde o seu nascimento e que tem a capacidade de mudar o mundo por várias e várias gerações como já muda, mesmo diante dele ser um "recurso" finito. O blockchain, tecnologia por trás que serve como plataforma, é um sistema seguro e transparente para transações sem depender de confiança entre as partes que consiste em transações feitas a partir de assinaturas digitais, que pode ser utilizado não só para bitcoin mas também para outras moedas criptografadas e até para outros usos que apenas o futuro irá nos dizer.

Referências

IHODL. Figura 1 - Guia de blockchain para iniciantes. Disponível em: https://pt-br.ihodl.com/tutorials/2017-06-29/guia-de-blockchain-para-principiantes/. Acesso em: 13 de maio de 2019.

Felipe Rogério da Silva - Acadêmico do Curso de ADS. Faculdade Paraíso do Ceará (FAPCE) - Rua Conceição. 1.228 - São Miguel - CEP 63.010-465 - Juazeiro do Norte - CE


Publicado por: Felipe Rogério da Silva

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