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As redes sociais e os laços sociais

Atualidades

As redes sociais e o distanciamento ocasionado por elas.

RESUMO

As redes sociais facilitam a comunicação, promovendo a cada diz a rapidez nesse processo, mas cada vez mais as pessoas estão passando mais tempo na tela do computador, celular, tablete, o que pode provocar efeitos drásticos na socialização a longo prazo, os resultados são muitos entre transtornos emocionais, psicológicos dentre outros.

As redes sociais e os laços sociais

Introdução.

Cada vez mais as pessoas, tanto jovens como adultos estão conectados através das redes sociais, essas redes facilitam a comunicação a distância com rapidez e eficácia, além de ser um eficiente método de interação, porém, o problema começa a partir do momento em que se dá mais valor à “imagem virtual” do que a vida pessoal, a saúde e a família, pesquisas mostram que os efeitos negativos da internet estão destruindo relacionamentos, famílias e são uma das causas de demissões na atualidade.

O que os especialistas dizem

A psicóloga Priscila Pavan Detoni, supervisora do Serviço de Assitência Jurídica da Univates (Sajur) diz “as redes sociais alteraram a forma como as pessoas se conhecem e se relacionam. Ao mesmo tempo em que aproximam por afinidades em comum, podem provocar exposições exageradas e dar margens para paranoias e ciúmes.”

Vivemos em sociedade, por isso, estamos em constante relacionamento com outras pessoas, seja na escola, no trabalho, relacionamentos amorosos ou em família, e as redes sociais podem facilitar ou atrapalhar esse processo de convivência, um exemplo é uma situação cada vez mais comum,que tem sido o número de demissões provindas do mau uso de redes sociais tanto no trabalho quanto fora dele,

Uma funcionária que se ausentou do trabalho e apresentou atestado médico por causa de um suposto problema de saúde foi “entregue” pelos registros no Facebook e demitida por justa causa de um hospital no Rio de Janeiro. As fotos e comentários comprovaram que, na verdade, ela estava participando da 16ª Maratona do Rio de Janeiro. A 9ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ) confirmou a demissão por justa causa da funcionária. (EXTRA.GLOBO. 2015)

Casos como o citado acima se tornam cada vez mais comuns no ambiente de trabalho, além do tempo que os funcionários gastam na internet durante o expediente, fazendo com que muitas empresas proíbam o uso do celular, postagens negativas a respeito da empresa, ou postagens com conteúdo antiético e ofensivo podem prejudicar a imagem do funcionário.

A respeito de relacionamentos amorosos uma pesquisa de 2013, feita pela Universidade do Missouri (EUA), concluiu que pessoas que navegam por mais de uma hora na rede social têm relações mais turbulentas. Isso se dá devido a desconfiança, crises de ciúme, e provoca muitos fins de relacionamentos.Quando se trata do ambiente familiar, nota-se que em momentos onde há alguns anos atrás era comum a família sentar para conversar, hoje, vemos pais, mães e filhos cada um em seu smartphone, acessando as redes sociais geralmente para conversar com outras pessoas, esquecendo-se do tão importante relacionamento que deveriam manter dentro de casa junto a família.

O que os dados apontam

Numa sociedade cada vez mais tecnológica, é comum se apegar ao que é virtual, e é importante usar isso em prol da rapidez e da facilidade, deve-se ter o cuidado, entretanto, de saber quais são as prioridades. Mais importante do que manter bons relacionamentos nas redes sociais é manter boas relações pessoais no dia a dia e mais ainda manter a família bem estruturada e unida. Pode-se assim dizer que a vida real deve prevalecer sobre a vida virtual. Porém não é isso que vem acontecendo. A Kaspersky, uma empresa russa produtora de softwares de segurança para a internet realizou uma pesquisa com seus usuários, 35% dos usuários ouvidos admitiram que agora se encontram menos com amigos, filhos (33%), pais (31%) e até parceiros (23%). O levantamento foi feito entre outubro e novembro de 2016 com 16 mil homens e mulheres de 18 países, com idades acima de 16 anos, sendo cerca de mil brasileiros.

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Falando também a respeito da idade com que as crianças começam a acessar a internet uma pesquisa aponta que 24% das crianças entrevistadas têm celular com 9 anos de idade, 16% aos 6 anos e 7% aos 5 anos. O estudo é do Centro de Estudos Sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic). Esses dados são mais chocantes se considerado que especialista recomendam o uso do celular apenas a partir dos 12 anos. E o mais incrível é que o tempo de permanência diária de uma criança ao celular muitas vezes supera o tempo que passam brincando ao ar livre, e até mesmo que recebem a atenção dos pais, talvez em uma brincadeira, ou conversa, ou outra atividade.

Conclusão

Observando o que já foi até aqui analisado surge uma reflexão rápida, se os pais têm tempo para o celular e redes sociais e os filhos também, seria possível que tivessem tempo também para uma conversa diária, para uma refeição juntos ou um outro passa tempo, porém essa era tão informativa e tecnológica vem impondo de maneira despercebida essas barreiras nos relacionamentos, sendo eles da espécie que forem, família, amigos, casais, entre outros. Os resultados negativos que isso pode causar como já citado são: famílias destruídas, demissões, fim de relacionamentos entre outros. A culpa não está nos aparelhos telefônicos, ou na internet, esses são apesar de interativos, objetos inanimados, trata-se de um problema social, advindo de um avanço social, que é a explosão da tecnologia.

REFERÊNCIAS

TECMUNDO. Sim, as redes sócias causam vício e trazem riscos. Disponível em 13 julho 2016. Acesso em: 04 novembro 2017.

JORNAL A HORA. Redes sociais elevam o número de divórcios. Disponível em: 19 março 2016. Acesso em: 04 novembro 2017.

EXTRA.GLOBO. Redes sociais afetaram carreira. Disponível em: 14 junho 2015. Acesso em: 04 novembro 2017.

OTEMPO. Redes sociais prejudicam relações com amigos e família. Disponível em: 05 fevereiro 2017. Acesso em: 15 novembro 2017.

G1. Especialista orienta a evitar celular para crianças. Disponível em: 04 junho 2015. Acesso em: 20 novembro 2017.


Publicado por: Kesia Oliveira Marques

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.