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MEDOS: NOSSA FORÇA PARA ERRAR MENOS

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Breve análise sobre medos.

 De acordo com trabalho de Luciana Oliveira dos Santos, disponível no site “http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932003000200008”, com o título “O medo contemporâneo: abordando suas diferentes dimensões”: “(...) Como efeito dos tempos sombrios em que vivemos, de violência, globalização e constantes mudanças, o medo se torna a conseqüência mais banal, no cotidiano, dos sentimentos exacerbados de desamparo dos indivíduos. (...)”

Medos, quem não tem? Toda pessoa humana tem algum medo, ou alguma fobia, e são tantas que nem dá pra listar aqui. Eles perturbam, acompanham as pessoas, são chatos na vida humana. Vivem enfrentando a coragem. E coragem é o que interessa, pois o resto não tem muita pressa. Sem eles, os medos, por incrível que possa parecer, a pessoa humana se torna corajosa além de seus limites. Pode até ser estranho falar de medos, entretanto, eles existiram, existem e sempre vão existir na vida humana.

De acordo com trabalho de Luiz Ricardo Pauluk e Cléa Maria Ballão, disponível no site “https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-02922019000200060”, com o título “Considerações sobre o medo na História e na Psicanálise”: “(...) A figura paterna na Psicanálise representa justamente a castração. (...) o medo não é apenas uma necessidade para a sobrevivência, mas também uma forma de constituição da própria personalidade. O medo (da castração) é um dos fatores que constituem o sujeito. As relações que a criança terá com o mundo externo serão traços no psiquismo e modelam, assim, o eu e o super-eu. Essa deformação provoca angústia, da qual o medo é uma consequência e um sintoma. Apenas em níveis inaceitáveis pela sociedade ele se torna uma fobia, ou seja, uma psicopatologia. (...)”

A coragem é um tema que sempre acompanha o grande tema dos medos. É ela quem dá uma ilusão de que a pessoa humana é uma pessoa super, hiper, poderosa. Não existem, de acordo com a filosofia da coragem, limites para o ser humano nesta realidade temporal. Com a coragem a pessoa humana, e são apenas exemplos teóricos, mata, rouba, furta, comete suicídio, come até desmaiar, corre sem limites, enfrenta pessoas e grupos perigosos, entra em espaços que não poderia entrar de peito aberto e, além destes, pratica outros atos que transcendem o pensar humano.

De acordo com o artigo de Ana Dubeux, disponível no site “https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/03/26/interna_cidadesdf,583743/artigo-de-ana-dubeux-e-por-falar-em-coragem.shtml”, com o título “Artigo: 'E por falar em coragem”: “(...) É uma virtude, um impulso, a transposição do medo, a não paralisia diante de qualquer obstáculo. Lido com muitas pessoas corajosas no meu dia a dia, gente que luta até o fim por seus ideais e não transgride a própria consciência (...)”

Pode existir parceria entre os medos e a coragem? Em tese, sim. De fato, quem sabe. É utópico? Talvez sim. O certo é que estes dois fazem parte da estrutura da pessoa humana.

De acordo com trabalho de Claudio Bispo de Almeida, Cezar Augusto Casotti  e Edite Lago da Silva Sena,  disponível no site “http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0121-45002018000200220”, com o título “Reflexões sobre a complexidade de um estilo de vida saudável”: “(...) o estilo de vida saudável seja considerado em suas várias dimensões, sobretudo, incluindo questões sociais, econômicas e culturais, sem uma busca pela sua totalidade, reducionismo ou por uma razão, mas sim por uma aproximação da realidade em determinado contexto, com informações que podem compor sua rede complexa.”

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Consciência crítica, prudência, sabedoria, viver com amor, são, e assim podem ser entendidos, princípios básicos que evitam que a pessoa humana possa fazer uma passagem rápida da vida para uma morte precoce. Deve existir no coração, na alma, no espírito humano, uma força que traga paz, respeito e este amor ao próximo, ao seu próprio existir e ao presente que cada um recebeu que é estar vivo.

De acordo com artigo de Ana Lúcia Santana, disponível no site “https://www.infoescola.com/filosofia/pensamento-critico/”, com o título “Pensamento Crítico”: “(...) É bom frisar que o pensamento crítico não tem a intenção de transmitir uma visão pessimista do contexto nem apresentar uma tendência a achar imperfeições e erros. Também não pretende modificar a mentalidade dos indivíduos ou ocupar o lugar reservado à afetividade e aos sentimentos.(...)”

Toda pessoa humana erra, e muitos exageram no errar. Entretanto, o amadurecimento humano faz com que os erros sejam transformados em aprendizados. Se a pessoa humana errasse sem limites, sem os medos, o mundo viveria com realidades de várias guerras particulares. São os medos que freiam os excessos. Os medos nunca, jamais, poderão ser traduzidos como sinais de mortes de uma pessoa humana diante de outra.

De acordo com artigo de Livia dos Santos Campos e Luane Seixas Pereira Cunha, disponível no site “file:///C:/Users/Pedro/Downloads/28841-Texto%20do%20artigo-72664-1-10-20161228.pdf”, com o título “A busca pelo sentido da vida em meio a exclusão: Um estudo logoterápico com pessoas em situação de rua”: “(...) Durante sua existência o ser humano utiliza recursos internos que possibilitam o enfretamento das dificuldades e o impulsiona em direção a sua continuidade existencial. (...)A ideologia capitalista tem cada vez mais falseado a realidade e mascarado a legítima necessidade das classes desfavorecidas, através das políticas públicas de inclusão. No entanto, há uma expansiva falha da sua efetividade passando muitas vezes a um assistencialismo exacerbado, obviamente com boas intenções, mas que em grande parte não contribui para o processo de reestruturação, acompanhamento e reinserção dos excluídos na sociedade. (...)”

Viver é ser feliz. Viver é aproveitar o presente que é dado: uma vida plena. Como é bom viver bem. Se cada pessoa humana se apropriar deste verdadeiro dom que transcende o olhar, o pensar, o sentir humano, esta viverá melhor e com mais segurança. Ame você, ame o outro, ame a Natureza. Um amor tem que ser enorme, gigantesco, exagerado no sentido de dar valor ao maior bem de toda a humanidade que é a vida.

De acordo com artigo de Ricardo Barbosa de Souza, disponível no site  “http://www.monergismo.com/textos/vida_piedosa/contemplacao_belo.htm”, com o título “A Contemplação do Belo”: “(...) Vivemos numa sociedade tecnológica que valoriza mais a ação e a funcionalidade do que a contemplação. Ao reverter estes valores, terminamos por exaltar a produtividade, dando ao homem a prerrogativa de ser ele o agente que fabrica a realidade a partir das ferramentas tecnológicas que possui. O meio e o fim são invertidos e a vida passa a ser medida pelo sucesso, desempenho e eficiência. (...)”

 

Autor:   Pedro Paulo Sampaio de Farias

Estudante de Direito; Professor; Especialista em Educação; Especialista em Gestão Pública; Mestrando em Educação; Cristão Romano; Líder Comunitário; Líder de Associação de Professores; Sindicalizado da Educação. 


Publicado por: PEDRO PAULO SAMPAIO DE FARIAS

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