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ESPERANÇA NA VIDA: UMA UTOPIA POSSÍVEL

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Breve estudo sobre a esperança na vida.

Segundo a música “Dúvidas”, cantada por Cazuza, disponível no site “https://www.ouvirmusica.com.br/cazuza/85029/”:  “(...) Será que você quer Meu lado carnaval / Ou prefere ficar em casa? (...)”

Vive-se tempos muito atípicos. Tudo gera certa desesperança no hoje e no amanhã. A pessoa humana tem medos, no plural, de lançar suas asas e alçar vôos muito altos. Não existe na mente de muitos uma certeza do que virá pós-Pandemia. Acredita-se, muitas mentes humanas, que exista uma lacuna enorme no que a vida reserva para os próximos capítulos.

Segundo a música “Vida”, cantada por Fábio Jr., disponível no site “https://www.ouvirmusica.com.br/fabio-jr/45875/”:  “Pelas ruas da cidade / Pessoas andam num vai e vêm. / Não veêm o cair da tarde; / Vão nos seus passos como reféns / De uma vida sem saída; / Vida sem vida... Mal ou bem... (...)”

A Pandemia da COVID-19 trouxe muitos sinais para a pessoa humana. O mundo deu uma virada de 360º graus com a declaração do Presidente da Organização Mundial de Saúde com relação a existência de uma crise internacional de saúde pública surgida com a pesquisa comprovada de que um vírus cruel surgira no Planeta Terra. Era o nascimento oficial da Pandemia da COVID-19. Diante desta declaração para todos os países, para todas as nações, o mundo ficou agitado.  A economia começava a ficar agitada. O mercado gritava de preocupações. Um novo sistema mundial surge: o conhecido e apelidado Fique em Casa.

De acordo com o trabalho de Kelen Christina Leite, disponível no site “https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-71822020000100408&script=sci_arttext”, com o título “A (in)esperada pandemia e suas implicações para o mundo do trabalho”: “(...) Por sua vez, a indicação mais eficaz para o combate à pandemia, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), é o isolamento social, que se torna impraticável para muitos(as) trabalhadores(as) porque os(as) obriga a escolher entre ganhar o pão diário ou ficar em casa e passar fome. Esse é um dos motivos pelos quais o Brasil não consegue, de modo geral, ultrapassar a taxa média de 50% de isolamento social, pois na falta de um Estado com fortes políticas de proteção do emprego e da renda os(as) trabalhadores(as) não possuem alternativa senão quebrar a recomendação do isolamento social. (...)”

Os povos enfrentam, com a COVID-19, um novo desenho de vida, um novo modelo de mundo. Isolamentos sociais, medidas outras de restrições sociais extremas, o lockdown e outras, para retardar a circulação do vírus, começavam a serem postas em prática por todos os países, todas as nações do mundo, claro que, uns demoraram mais para acordarem e perceberem o que estava acontecendo na saúde pública. Uma verdadeira crise sanitária se instalava.

De acordo com trabalho de Estela M. L. Aquino, Ismael Henrique Silveira e outros, disponível no site “https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232020006702423&script=sci_arttext”,com o título “Medidas de distanciamento social no controle da pandemia de COVID-19: potenciais impactos e desafios no Brasil”: “(...) é imprescindível fortalecer o sistema de vigilância nos três níveis do Sistema Único de Saúde, incluindo: o desenvolvimento de indicadores para avaliar a evolução da epidemia e a divulgação sistemática dos dados de notificação, desagregados por município e distritos sanitários; a ampliação da capacidade de testagem para identificar indivíduos infectados com formas assintomáticas, pré-sintomáticas e sintomáticas, hospitalizações e óbitos em decorrência da COVID-19; a definição precisa dos casos suspeitos e confirmados, baseada em critérios clínicos e laboratoriais; a avaliação permanente da implementação, efetividade e impacto das estratégias de controle. Só assim será possível subsidiar a tomada de decisões quanto à manutenção de medidas de distanciamento social e o momento oportuno para flexibilizá-las.”

Muitos líderes, muitas lideranças, adotavam o negacionismo para fingirem que tudo estaria normal, tranqüilo, suave, manso. Entretanto, a situação se desenhava crítica. Mortes, mortes e mais mortes. Caos nas casas de saúde. Mercados quebrando. Pobreza chegando. Um horror. Pressões externas, e até internas, começam a abrir os olhos dos países, das nações, para cuidarem de sua gente, do seu povo. A saúde passa a ser a prioridade nº 0, pois a vida é a prioridade nº 1. O emprego, o trabalho, a renda, o mercado, se recupera. Uma vida perdida, fica perdida. Então, diante de tamanho quadro de desgraças ocasionadas com a COVID-19, não que estaria tudo as maravilhas nas nações, nos países, antes desta, entretanto, esta crise de saúde pública chamou a atenção do Planeta Terra para quão valiosa é a vida.

De acordo com trabalho de Ana Paula Massadar Morel, disponível no site “https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-77462021000100404&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt”, com o título “Negacionismo da Covid-19 e educação popular em saúde: para além da necropolítica”: “(...) Acreditamos que situar o negacionismo da pandemia dentro de um fenômeno mais amplo é fundamental para a ação dos educadores em saúde. Isso envolve destrinchar sua origem e sua relação com determinadas forças políticas, econômicas, com valores conservadores, com a necropolítica e, ainda, tratar dos motivos de sua popularização. São discussões em fase inicial que permitem compreender e problematizar o negacionismo e seu crescimento contemporâneo. Discutir sobre as concepções educativas em jogo nesse processo, buscando fortalecer a educação popular em saúde, reconhecendo seus novos desafios e contribuições para o momento atual, é outro ponto que merece ser aprofundado. Tal perspectiva nos permite também aprender com os movimentos sociais que produzem ações-reflexões coletivas tão importantes. Quando o negacionismo acentua a ausência de um mundo compartilhado, o diálogo é fundamental. É preciso também enfrentar os antagônicos, perpetradores da necropolítica capitalista, empenhados em negar a vida das classes populares e do planeta.”

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Onde está a esperança diante de tantos medos? Na fé? Na jardinagem? Na internet? Nos exercícios físicos? Nas conversas? Assistindo a TV? Outros? Não. A esperança está dentro do coração humano. A crença, que transcende as paredes dos espaços físicos da fé, é o que alimenta a pessoa humana.

De acordo com artigo de Bruno Cunha, disponível no site “https://www.folhavitoria.com.br/geral/blogs/caminhos-de-fe/2020/05/14/artigo-esperanca-para-a-vida/”, com o título “Artigo: Esperança para a vida”: “(...) O que considero um grande avanço, que ainda não chegou em muitos países, empresas e famílias é: esperar o melhor. Ter esperança é fundamental para nós, fracos e impotentes seres humanos. Nunca foi tão necessário ter esperança! Seja na economia, na vida, para sairmos da crise. Precisamos nos unir e ter esperança que a cura está a caminho. Pessoas, famílias, empresas, cidades e nações precisam se unir em esperança. O mundo vive o paradigma de esperar a pandemia passar, achatar a famosa curva de contaminação do Imperial College da Inglaterra, e poupar vidas. Ao mesmo tempo, não pode perder a fé de que iremos superar. A economia vive da expectativa, como nós economistas costumamos dizer. E a vida também! (...)”

É possível a convivência da esperança com os medos, no sentido de que se a pessoa humana tem apenas segurança ela fica soberba, arrogante, se achando o próprio Deus no Planeta Terra e, por conseqüência, praticando atos estranhos, horríveis, de mortes e outras tragédias humanas. É preciso existir na alma, no espírito humano, esta dupla face na personalidade humana. Uma sustenta a outra e dá sentido a própria vida humana.  Viver é receber de Deus, no plano da transcendência, um presente divino. Morrer, em termos transcendentes, é concluir uma etapa nesta realidade temporal. A esperança pode ser transformada em uma árvore, que dá bons frutos mesmo diante de uma realidade local cheia de defeitos, falhas, fraquezas, medos, erros, desafios, limitações, e outros pecados humanos. Ter esperança é materializar na crença em uma força que vem de dentro por inspiração do meio e da certeza de que tudo pode ser melhor. A vida pode ser desenhada em forma de arco-íris, com suas belezas nas cores e que aparece no tempo certo. A esperança é sinal de vida.

De acordo com trabalho de Claudia Carneiro e Stella Abritta, disponível no site “http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672008000200006”, com o título “Formas de existir: a busca de sentido para a vida”: “Para nós, o sentido da vida está no viver. Estando vivos, recorremos sempre a um sentido, mesmo que não nos seja clara nossa intencionalidade. O trecho a seguir, da obra de Paul Auster (2004), A Invenção da Solidão, nos permite uma aproximação, pela via poética, do conceito que buscamos desenvolver ao longo deste artigo. ‘Se a voz de uma mulher que conta histórias tem o poder de trazer crianças ao mundo, é também verdade que uma criança tem o poder de dar vida a histórias. Dizem que um homem ficaria louco se não pudesse sonhar à noite. Do mesmo modo, se não é permitido a uma criança entrar no imaginário, ela nunca se verá frente a frente com o real. A necessidade de histórias que a criança sente é tão fundamental quanto sua necessidade de comida, e se manifesta da mesma forma que a fome. Conte-me uma história, diz a criança. Conte-me uma história. Conte-me uma história, papai, por favor. O pai então se senta e conta uma história para o filho. Ou então se deita no escuro ao lado dele, e começa a falar, como se não houvesse mais nada no mundo senão sua voz, contando uma história no escuro para seu filho. Muitas vezes é um conto de fadas, ou uma história de aventuras. Porém, muitas vezes não passa de um simples salto para o imaginário’ (p. 172).”

Nem mesmo uma crise internacional de saúde pública que veio por meio de vírus cruel causando a Pandemia da COVID-19, uma verdadeira guerra pela vida humana, pode deixar a alma, o espírito humano, morrerem. Enquanto existe vida humana, vida animal, vida vegetal, no Planeta Terra, existe vida. A vida humana é sinal de esperança de que pode existir um mundo bom, mesmo com todas as contrariedades de uma realidade temporal. A vacina está chegando. A esperança já chegou. É bom agradecer, todos os dias, pela beleza da vida, sinal de esperanças.

De acordo com artigo de Paula Gabriella Ribeiro Dorigatti de Alencar, disponível no site “https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-constitucional/o-direito-a-vida/”, com o título “O direito à vida”: “(...) ninguém tem o direito de se desfazer da vida humana de outrem, pois se o fizer, estará aberto a sofrer as sanções descriminadas nas leis que regem o ordenamento jurídico de nosso país.”

 

Autor: Pedro Paulo Sampaio de Farias

Estudante de Direito; Professor; Especialista em Educação; Especialista em Gestão Pública; Mestrando em Educação; Cristão Romano; Líder Comunitário; Líder de Associação de Professores; Sindicalizado da Educação.


Publicado por: PEDRO PAULO SAMPAIO DE FARIAS

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