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AUDITORIA INTERNA NAS ORGANIZAÇÕES: UMA ANÁLISE DE PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE UMA EMPRESA NO INTERIOR DE GOIÁS

Administração

verificar as percepções de profissionais da auditoria interna sobre as atividades executadas, elencar os principais benefícios segundo a percepção da amostragem participante do estudo, e analisar a contribuição da auditoria interna para o alcance da eficiência e eficácia organizacional.

RESUMO

A auditoria interna é uma das principais ferramentas para a organização, pois ela é responsável pelo controle e acompanhamento dos processos organizacionais em todos os seus aspectos, de forma que influencia nas decisões dos gestores e dos investidores. O departamento de auditoria interna é um departamento autônomo sem relações de dependência direta com os demais departamentos da organização se subordinando a presidência organizacional, expressando maior autonomia para melhor execução de seu trabalho. O problema que essa pesquisa busca responder é: quais os benefícios a auditoria interna propicia para a gestão da empresa? Essa pesquisa justifica-se pela necessidade de identificar a importância do processo de auditoria para a gestão estratégica nas organizações, na medida em que ela permite esboçar cenários dentro dessas, especialmente aqueles caracterizados por riscos potenciais. O objetivo geral da pesquisa é evidenciar a importância da auditoria interna como ferramenta de gestão dentro das organizações, avaliando o resultado das informações obtidas. Mais especificamente, esse estudo objetiva: verificar as percepções de profissionais da auditoria interna sobre as atividades executadas; elencar os principais benefícios segundo a percepção da amostragem participante do estudo; e, analisar a contribuição da auditoria interna para o alcance da eficiência e eficácia organizacional. Como hipótese norteadora desse estudo, acredita-se que a auditoria é percebida muitas vezes como uma atividade meramente investigativa e de “detecção de problemas”, deixando veladas as reais contribuições desse processo para a gestão estratégica e de resultados de uma organização. Considerando a aplicação do questionário como forma de avaliar as percepções que os auditores da empresa entrevistada possuem sobre a Auditoria Interna, faz-se importante, realizar uma caracterização da amostragem pesquisada. Com a apresentação do questionário autoexplicativo aos participantes, foram obtidos resultados quanto às percepções dos mesmos acerca da Auditoria Interna, seu papel, importância e suas implicações no ambiente organizacional.

Palavras chave: Auditoria Interna. Controle Interno. Organização.

INTRODUÇÃO

Com os intensos avanços tecnológicos, imersos na era da globalização, as organizações se depararam com o desafio de aperfeiçoar sua forma de administrar, objetivando ter mais controle e garantir a sobrevivência, ao considerar o mercado atual cada vez mais competitivo. A gradativa busca por lucratividade e redução nos custos configurou a área da contabilidade como um setor de grande relevância no cenário empresarial, na medida em que auxilia os gestores nos processos de tomada de decisões e alcance de metas organizacionais.

As organizações, em meio à ampliação de seus processos e atividades, notaram a necessidade e importância de controlar e obter informações por meio de pessoas independentes daquelas que exerciam propriamente as tarefas. Considerando essa nova demanda, o profissional da auditoria interna se insere como um consultor de negócios que atua de forma atenta às novas tendências do mercado, buscando participar de maneira significativa na criação e desenvolvimento de estratégias de ação em um contexto competitivo, visando a melhores resultados para a empresa.

Dentre outras funções, os auditores internos podem colaborar diretamente com a organização na eliminação de desperdícios, otimização de processos, redução de custos, bem como na avaliação das políticas, planejamentos, procedimentos e normas legais vigentes, de forma a detectar os desvios de sua aplicação pela organização. Nessa perspectiva, a auditoria interna se caracteriza como uma função de apoio à gestão, ajudando a organização no alcance de seus objetivos.

Nessa perspectiva, esse trabalho apresenta como temática central o processo de auditoria interna nas organizações, considerando suas atividades e benefícios segundo percepção de profissionais de uma empresa de grande porte existente no interior de Goiás.

O problema que essa pesquisa busca responder é: quais os benefícios a auditoria interna propicia para a gestão da empresa?

Essa pesquisa justifica-se pela necessidade de identificar a importância do processo de auditoria para a gestão estratégica nas organizações, na medida em que ela permite esboçar cenários dentro dessas, especialmente aqueles caracterizados por riscos potenciais.

O objetivo geral da pesquisa é evidenciar a importância da auditoria interna como ferramenta de gestão dentro das organizações, avaliando o resultado das informações obtidas. Mais especificamente, esse estudo objetiva: verificar as percepções de profissionais da auditoria interna sobre as atividades executadas; elencar os principais benefícios segundo a percepção da amostragem participante do estudo; e, analisar a contribuição da auditoria interna para o alcance da eficiência e eficácia organizacional.

Como hipótese norteadora desse estudo, acredita-se que a auditoria é percebida muitas vezes como uma atividade meramente investigativa e de “detecção de problemas”, deixando veladas as reais contribuições desse processo para a gestão estratégica e de resultados de uma organização.

A metodologia de pesquisa é quantitativa, sendo que o estudo foi realizado por meio de referencial bibliográfico. Por sua vez, a coleta de dados foi realizada por meio de pesquisa bibliográfica, para maior conhecimento do assunto, seguido de um estudo de campo, com a aplicação de um questionário autoexplicativo para uma amostra de cinco (05) auditores internos de uma empresa de grande porte situada em uma cidade do interior do Estado de Goiás, com o intuito de verificar se possui algum tipo de controle interno na organização e suas opiniões a respeito.

REFERENCIAL TEÓRICO

AUDITORIA

A auditoria é definida como uma técnica contábil que tem o objetivo de apontar e examinar todos os elementos que não estejam em conformidade com os objetivos da empresa e com as normas vigentes, visando detectar erros e fraudes existentes nas demonstrações contábeis e falhas identificadas nos procedimentos de controle interno da entidade. Os procedimentos de auditoria são elaborados e executados conforme as normas usuais de auditoria e as técnicas de auditoria necessárias (FÁLICO; BARBOSA, 2015).

Em consonância com as disposições do autor, Rigo e Bleil (2008, p. 4-5) dispõem sobre o conceito de auditoria da seguinte forma:

Através de suas técnicas a contabilidade estuda, controla e fornece informações sobre as variações do patrimônio. Entre essas técnicas encontra-se a auditoria com a função de avaliar os registros contábeis e se os mesmos transmitem veracidade [...] a auditoria é a técnica contábil responsável pela avaliação dos controles contábeis das empresas, analisando-os e classificando-os como fidedignos ou não. Além disso, formula sugestões de melhorias, visando aperfeiçoar cada vez mais os controles internos das mesmas.

De acordo com Attie (2011), a auditoria é um tipo de especialização contábil dirigida no intuito de examinar o nível de eficiência e eficácia do controle patrimonial, possuindo como objetivo final a emissão de uma opinião técnica sobre determinado dado. No processo de auditoria das demonstrações contábeis são avaliadas as informações que compõem as demonstrações. A verificação inclui a análise documental, os livros, os registros, o exame de informações de cunho interno ou externo que apresente elementos relacionados ao controle patrimonial. A ênfase exercida em cada situação depende da ocorrência de diversas variáveis dos distintos segmentos que integram a empresa.

De acordo com Almeida (2010), a auditoria externa ou auditoria independente teve seu surgimento e evolução a partir do desenvolvimento e expansão do sistema capitalista. A princípio, as empresas eram fechadas e geridas por grupos familiares, com menos complexidade envolvendo a gestão do negócio. Na medida em que o mercado foi expandindo-se e com o acirramento da concorrência, as empresas sentiram a necessidade de aumentar suas instalações fabris, incrementar a administração do negócio, investir no desenvolvimento tecnológico dentro da empresa e melhorar os controles internos, tendo em vista a redução de custos e, portanto, tornando seus produtos e serviços mais competitivos.

Ainda conforme o autor, devido à necessidade de auferir uma grande quantidade de recursos, do qual as empresas não dispunham, foi necessário captar esses recursos junto a terceiros através de empréstimos bancários, emissão de debêntures e abrindo seu capital social para novos acionistas. Em consequência dessas novas necessidades, os futuros acionistas precisavam conhecer a posição patrimonial e financeira das entidades. As demonstrações passaram a ter importância primordial nesse processo, como medida de segurança, os futuros investidores passaram a exigir que as demonstrações contábeis fossem avaliadas por um profissional capacitado tecnicamente e que fosse independente da empresa. O auditor externo ou auditor independente possui a função de examinar as demonstrações contábeis e emitir sua opinião.

Pelo fato do auditor não ser funcionário da empresa, ele possui maior grau de independência e executa apenas auditoria contábil. Seu trabalho tem como principal objetivo emitir um parecer de opinião sobre as demonstrações contábeis, no sentido de verificar se estas refletem adequadamente a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações e as origens e aplicações de recursos da empresa examinada. Também, se essas demonstrações foram elaboradas de acordo com os princípios contábeis e se esses princípios foram aplicados com uniformidade em relação ao exercício anterior. Seu trabalho apresenta como característica um menor volume de testes, já que o auditor externo está interessado em erros que individualmente ou cumulativamente possam alterar de maneira substancial as informações das demonstrações contábeis (RIGO; BLEIL, 2008, P. 6).

Nesse sentido, a auditoria pode ser classificada de duas formas: externa e interna. O auditor é a pessoa responsável pela execução deste trabalho. É de extrema importância que seja responsável, íntegro, honesto, ético e dedicado. Pode ser tanto um funcionário (auditoria interna) quanto uma pessoa e/ou empresa contratada (auditoria externa).

AUDITORIA INTERNA

A Auditoria interna de controles internos compreende um conjunto de trabalho organizado de revisão e apreciação de controles internos que é exercido por um departamento especializado, refere-se a um conjunto de procedimentos de organização aplicados de forma permanente pela entidade (ATTIE, 2011).

Para Fálico e Barbosa (2015), a auditoria interna é uma das mais importantes ferramentas que os gestores de uma organização possuem para a eficiência e eficácia organizacional e para cumprimento das metas pré-estabelecidas. A área de auditoria interna dentro da empresa é a responsável pelo controle e acompanhamento dos processos organizacionais em todos os seus aspectos, dessa forma, esse setor deve possuir uma postura de controle para que possa influenciar positivamente nas decisões dos gestores e proteger os interesses dos investidores.

O infográfico a seguir (Figura 01) demonstra localização do departamento de auditoria na estrutura organizacional de uma empresa. Percebe-se que o Departamento de Auditoria Interna é um departamento autônomo, sem relações de dependência direta com os demais departamentos da organização, não assumindo um papel de subordinado aos departamentos que ele próprio analisa. Ele se reporta à presidência organizacional e, portanto, expressa maior autonomia e independência para melhor executar seu trabalho (CREPALDI; BIANCHI, 2015).

A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA

Diante do considerável crescimento das empresas e a consequente segmentação de suas tarefas, percebeu-se a necessidade de uma função dentro das organizações que estivesse focada nas rotinas de trabalho, de forma a verificar se estas estariam sendo executadas de maneira hábil e adequadamente. Nessa vertente, surgiu a relevância em se implementar uma atividade que viesse a assessorar a alta administração na garantia dos controles, na tentativa de corrigir eventuais erros e desvios ou redirecionar a ação das empresas (HAMES, 2004).

O principal propósito da auditoria interna é fornecer um subsídio para que a administração consiga cumprir suas funções e obrigações, viabilizando a objetividade nas análises, simplificando o trabalho e otimizando as operações pertinentes ao negócio (FÁLICO; BARBOSA, 2015).

Paula (1999, p. 40) corrobora salientando que a auditoria interna: é parte imprescindível do sistema global de controle interno; fomenta e leva conhecimento para a alta administração do cenário real de desempenho organizacional, seus riscos, pontos críticos, problemáticas e necessidades de mudança ou melhorias, sugerindo soluções; expressa os desvios nos processos decisórios e no planejamento organizacional; é uma tarefa ampla, que contempla todas as áreas da empresa; é mensurada pelos resultados atingidos na assessoria à alta administração e à estrutura da organização, no que tange ao seguimento das políticas traçadas, das leis que são aplicadas e dos normativos internos; delineia sugestões para a melhoria dos processos de controle já implantados e também em estudos de viabilização; busca recomendar a redução de custos, com a eliminação de desperdícios, otimização de processos, aumento da produtividade e melhoria da qualidade; garante que os processos de controles e rotinas tenham uma execução correta, que os dados contábeis merecem confiança e explanam o panorama real da organização, bem como a observância às diretrizes que foram traçadas; tende a estimular o funcionamento regular do sistema de custos da empresa, controle interno e o cumprimento da legislação; articula e coordena o relacionamento com os órgãos de controle governamental; consegue avaliar, de maneira independente, as atividades que são realizadas pelos diferentes órgãos da empresa controladas e coligadas; auxilia na busca de eficiência e de melhoria do desempenho, desde as funções operacionais, como na gestão dos negócios da organização.

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A nível estratégico, conforme Attie (1987) ressalta, a auditoria interna tem papel importante no processo de influenciar e persuadir a alta administração e seus membros, de forma a ajuda-los na melhoria de seus negócios, identificando pontos de problema e com sugestões de correção, para obter seu apoio que é essencial ao desenvolvimento do serviço em toda a empresa.

ETAPAS DA AUDITORIA

A realização da auditoria interna inclui alguns passos importantes para que o auditor tenha um trabalho bem-sucedido. A observância de cada fase desse trabalho é relevante na medida em que pode evitar técnicas inadequadas além do desperdício de tempo. Como cita Silva e Vieira (2015, p. 10) referenciados nos estudos de Castro (2010), antes de tudo, “o auditor deve fazer um planejamento geral, que se resume em três principais razões: mudar uma realidade, cumprir uma finalidade ou organizar uma atividade”. (CASTRO, 2010). Para esse planejamento dá-se o nome de planejamento estratégico, isto é, um método consecutivo, no qual a ações atuais e as decisões presentes são tomadas com base em um olhar sobre o futuro.

Sobre os controles internos dentro das organizações, Franco e Marra (2009, apud SILVA; VIEIRA, 2015) afirmam que a contabilidade é o principal meio do qual uma organização dispõe. Nesse caso, pode-se dividir em três tipos de controle: o controle consequente, como ocorre nas atividades de escrituração em que se registra os fatos após sua ocorrência; controle concomitante no qual seus meios constatam a ocorrência no momento em que ela se verifica; e, o controle antecedente, no qual há a previsão da ocorrência do fato por antecipação. A verificação constante desses controles na empresa assegura a efetividade dos mesmos e a eficácia para as organizações.

DIFERENÇAS ENTRE AUDITORIA INTERNA E AUDITORIA EXTERNA

Embora o objetivo das duas auditorias seja o mesmo, que é detectar erros e verificar os procedimentos e registros contábeis, apresentam diferenças entre si. Na tabela a seguir, Almeida (2010, p. 6) demonstra as principais diferenças ente o auditor interno e o auditor externo.

Auditor Interno

Auditor Externo

- É empregado da empresa auditada;

- Não tem vínculo empregatício com a empresa auditada;

- Menor grau de independência;

- Maior grau de independência;

- Executa auditoria contábil e operacional;

- Executa apenas auditoria contábil;

- Os principais objetivos são:

  • Verificar se todas as normas internas estão sendo seguidas;
  • Verificar a necessidade de aprimorar as normas internas vigentes;
  • Verificar a necessidade de novas normas internas;
  • Efetuar auditoria das diversas áreas das demonstrações contábeis e em áreas operacionais;

- O principal objetivo é emitir um parecer ou opinião sobre as demonstrações contábeis, no sentido de verificar se estas refletem adequadamente a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, as mutações do patrimônio líquido e os fluxos de caixa da empresa examinada. Também, se essas demonstrações foram elaboradas de acordo com os princípios contábeis e se esses princípios foram aplicados com uniformidade em relação ao exercício social anterior;

- Maior volume de testes (tem maior tempo na empresa para executar os serviços de auditoria).

- Menor volume de testes, já que está interessado em erros que individualmente ou cumulativamente possam alterar de maneira substancial as informações das demonstrações contábeis.

Fonte: Almeida (2010, p. 6)

Portanto, a auditoria interna e externa apresenta diferenças entre si, sendo que cada uma é utilizada para o atendimento de determinados objetivos no âmbito da posição patrimonial, financeira e econômica das entidades. A auditoria interna vem se desenvolvendo como um instrumento de grande relevância no auxílio da gestão da empresa, atuando de forma bastante eficaz no controle, monitoramento e otimização das diversas atividades que a empresa realiza.

METODOLOGIA

Esse estudo caracterizou-se como um estudo de bases teóricas e empíricas. Nessa vertente, quanto à origem das fontes de informação, pode-se considerar que trata-se de uma pesquisa bibliográfica, a qual tem como finalidade colocar o pesquisador em contato com tudo o que já foi dito, escrito ou filmado sobre determinado assunto. Vale ressaltar ainda que esse estudo se constitui como uma pesquisa de natureza aplicada, tendo delineamento em pesquisa de campo, a qual objetiva conseguir informações ou conhecimentos sobre um problema investigado, utilizando a realidade social como local de coleta de dados, indo diretamente aos locais onde o fenômeno acontece.

No que tange à amostra, os sujeitos participantes da pesquisa foram cinco (05) colaboradores de uma empresa de grande porte situada em uma cidade do interior do Estado de Goiás que atuam no departamento de Auditoria da mesma.

Em relação aos aspectos éticos dessa pesquisa, vale salientar que esse estudo foi baseado nos princípios éticos que norteiam as resoluções nº 196, de 10 de outubro de 1996, do Ministério da Saúde (BRASIL, 1996), que aprova as diretrizes e normas de pesquisas envolvendo seres humanos. Para tanto, foram entregues aos participantes os Termos de Consentimento (Apêndice A), em conformidade com a resolução nº 196, de 10 de outubro de 1996, do Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 1996), que aprova as diretrizes e normas de pesquisas envolvendo seres humanos. Esse documento foi entregue a cada participante que se disponibilizou participar do estudo.

Na tentativa de alcançar os objetivos propostos, esse estudo se pautou no uso de dois instrumentos, inicialmente, a saber, um Questionário de Dados Sócio Demográficos (Apêndice C), baseado nos estudos de Guimarães (2005), que trata-se de uma ficha de identificação para levantamento dos dados sócio demográficos da amostragem participante; e um Questionário Fechado (Apêndice D) e Autoexplicativo contendo 10 questões referentes ao processo de auditoria interno nas organizações.

Acerca do local de aplicação dos instrumentos, não houve necessidade para tal, visto que os questionários foram autoaplicáveis, sendo que os participantes foram abordados para a participação nesse estudo durante o próprio período e no próprio local de trabalho.

Após o preenchimento e resolução desses questionários, deu-se início à correção e análise dos dados. Portanto, para a análise e tratamento dos dados iniciais, utilizou-se a abordagem quantitativa.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Considerando a aplicação do questionário como forma de avaliar as percepções que os auditores da empresa entrevistada possuem sobre a Auditoria Interna, faz-se importante, à priori, realizar uma caracterização da amostragem pesquisada.

Nessa perspectiva, verificou-se que, no tocante ao sexo, 60% dos respondentes são do sexo masculino, enquanto 40% são compostas por participantes do sexo feminino. Acerca do grau de instrução, a escolaridade mínima constatada foi a referente ao Ensino Superior, sendo que 60% dos participantes relatam apresentar o nível de Especialização. Uma minoria (20%) aponta apenas curso de graduação ou mestrado como grau de escolaridade.

Os participantes foram perguntados acerca do tempo de atuação na área de auditoria. Como resultados, 60% da amostra alegam ter de 5 a 10 anos de atuação nesse setor. Um dado que chama atenção é que a amostra não contou com colaboradores da organização com menos de 1 ano que atua na área de Auditoria, resultado esse que infere na própria forma de responder ao Questionário, ao considerar que a amostragem tem tempo superior a um ano na área. Ao se comparar com o tempo na empresa, os dados revelam que a idade mínima é 10 anos de atuação na empresa, lócus desse estudo. A maioria dos participantes (60%) descreveram apresentam mais de 15 anos de atuação nessa empresa. Ao comparar o tempo de atuação na empresa com o tempo de atuação na Área de Auditoria, pode-se notar, pois, que há colaboradores, com grande “tempo de casa”, que, após um período, foram trabalhar no setor da Auditoria.

Com a apresentação do questionário autoexplicativo aos participantes, foram obtidos resultados quanto às percepções dos mesmos acerca da Auditoria Interna, seu papel, importância e suas implicações no ambiente organizacional. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, os objetivos desse estudo foram alcançados, especialmente no que se refere à coleta das percepções da amostra que destacam um conhecimento amplo na área de auditoria, tendo em vista inclusive o tempo de atuação nesse setor. Ademais, a hipótese norteadora desse estudo foi refutada, na medida em que os próprios participantes, esses como profissionais da área de auditoria interna da organização investigada, percebem a auditoria além das atribuições de investigação. Portanto, os profissionais amostrados reconhecem a importância da auditoria nos processos decisórios e inclusive no planejamento estratégico organizacional.

Em suma, percebeu-se que o fato da amostragem estar imersa em uma mesma cultura organizacional trouxe dados que convergiram para uma mesma linha de pensamento, isto é para percepções mais parecidas dentro do grupo amostrado. Tal apontamento suscita a necessidade de se fomentar novos estudos que considerem participantes de diferentes organizações, a fim de se estabelecer comparações e resultados mais abrangentes.

REFERÊNCIAS

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HAMES, Gisele. A importância da auditoria interna no Processo decisório das organizações: uma Revisão de literatura. Disponível em: . Acesso:  25 ago.  2018.

JUND, Sérgio. Auditoria: conceitos, normas, técnicas e procedimentos. 9.ed. Rio de Janeiro: Consulex, 2007.

PAULA, Maria Goreth Miranda Almeida. Auditoria Interna – Embasamento Conceitual e Suporte Tecnológico. São Paulo: Atlas, 1999.

RIGO, Marciane; BLEIL Claudecir. Auditoria das demonstrações contábeis: um estudo da evidenciação e transparência das informações em uma cooperativa de crédito rural. RACI – Revista de Administração e Ciências Contábeis do IDEAU, v. 3, n. 7, jul./dez. 2008. Disponível em: . Acesso em 05 abr. 2018.

SILVA, Manuhela Alvares; VIEIRA, Eloir Trindade Vasques. Auditoria Interna: Uma ferramenta de gestão dentro das organizações. Redeca, v.2, n. 2, p. 1 -20, Jul.-Dez. 2015.


Publicado por: MICHELLE ALVES SILVA

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