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A importância da história e conceitos da pedagogia social para a formação continuada dos professores

Sociologia

Saiba qual é a importância da história e conceitos da pedagogia social para a formação continuada dos professores.

RESUMO

A Pedagogia Social vem recebendo destaques na formação dos docentes em relação as questões sociais. O objetivo deste artigo é enfatizar a importância de um ensino com mais comprometimento, possibilitando ao jovem principalmente das classes populares a compreender a sua função de cidadão digno, para atuar na vida social e pessoal de forma mais autônoma. Se trata de revisão de trabalhos já publicados.

Palavras-Chaves: Pedagogo, Social, Diferença.

1 INTRODUÇÃO

As novas práticas escolares exigem uma inovação na arte de ensinar. A forma tradicional juntamente com seus paradigmas necessita de recentes desafios sob uma perspectiva mais social. O ensino também deve acompanhar os novos tempos, novas habilidades, globalização e mais conscientização nas necessidades humanas e de convivência, juntamente com a preservação do planeta. E para isso as novas adequações profissionais em relação aos docentes é de valiosa importância, pois os mesmos são a base para promover essa mudança, rompendo de forma gratificante a tradição educacional aonde o ato de ensinar é apenas transmitir o conhecimento adquirido em tal especialidade. Não se alienar nas questões sociais já é uma condição para transmitir com ética o conhecimento a que o docente se propõe.

2 A DOCÊNCIA DIFERENCIADA

A formação do homem se da na sociedade, se trata de um ser ativo no decorrer da sua trajetória, por isso a grande importância do conhecimento do docente para ampliar no discente  a responsabilidade pela busca do saber.

Segundo o método de Paulo Freire o professor deve desenvolver características solidárias, isto é: fazer acontecer, instigar a ajuda mútua, aflorar o interesse e ter o amor como uma proposta de transmitir o conhecimento, para que seja possível fazer a diferença na aprendizagem.

Trabalhar de modo significativo não significa ceder aos alunos, dizia Freire e Frei Beto.

Se nota o despreparo dos jovens e discentes perante o seu caminho até atingir a maturidade, onde se inicia o comprometimento perante a vida. Um pedagogo deve ser  um cientista da educação e não se limitar as práticas metodológicas e didáticas. Paulo Freire insiste em dizer que o que fala de mim são as minhas ações, o que existe é muita inconstância entre o que se diz e o que se faz. Quanto a importância da educação Gadotti afirma “A educação não é, certamente, a alavanca da transformação social. Porém, se ela não pode fazer a transformação, essa transformação não se efetivará, não se consolidará sem ela”. (Gadotti, 1984:63)

3 COMPROMETIMENTO NA PEDAGOGIA

Se exige novas responsabilidades escolares, adequações para a formação do pedagogo, para que possa atuar de forma mais compromissada, ciente da competência e responsabilidade em diferentes contextos sociais.

Perceber a finalidade da educação é dever do professor que aliará o saber concomitante a ações. Libâneo (2006,p.7) se refere a respeito da desigualdade na formação do pedagogo da seguinte forma:

Todo trabalho docente é trabalho pedagógico, mas nem todo trabalho pedagógico é trabalho docente. Um professor é um pedagogo, mas nem todo pedagogo precisa ser professor. (...) é pedagoga toda pessoa que lida com algum tipo de prática educativa relacionada com o mundo dos saberes e modos de ação, não restritos à escola. A formação de educadores extrapola, pois o âmbito escolar formal, abrangendo também esferas mais amplas da educação não-formal. Assim, a formação profissional do pedagogo pode desdobrar-se em múltiplas especializações profissionais, sendo a docência uma entre elas.

Nessa forma de pensar de Libâneo há controvérsias, pois muitos pesquisadores argumentam que o mesmo estaria dividindo o pedagogo entre: aquele formado para pensar e de outro lado o docente formado para atuar.

Se acredita na importância do aspecto metodológico, na política educacional e normas vigentes. Porém esquecer ou ignorar o fato de que se irá trabalhar com diferentes classes sociais, diversas formas de condições de vida é se isentar do proposto educacional, no ato de  ENSINAR no seu real significado.

Alguns dos requisitos essenciais na Pedagogia Social são disponibilizar ao discente ou jovem enquanto buscador do saber, a orientação devida para que o mesmo possa acreditar no seu potencial, atue como um ser social nas suas obrigações em relação aos deveres e direitos, reconheça suas necessidades e anseios para que possa estar no seu meio de modo singular, fazendo a diferença para interagir com dignidade e autonomia na sua posição social, seja ela qual for. A Pedagogia Social trabalha especificamente com a classe popular.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O despreparo do docente se observa na falta de habilidade para lidarem com diferentes classes sociais em um mesmo momento. É nesse enfoque que a metodologia tradicional não se encaixa com perfeição, pois como docente o mesmo teria ou tem a responsabilidade de transmitir valores e reconhecer que o ato de ensinar é muito maior do que apenas passar a matéria e se isentar de todo e qualquer tipo de responsabilidade na vida social desse discente ou jovem que esta no momento de descobertas e no âmago busca orientação para sua vida. O aspecto social deve estar na concepção da formação do pedagogo e instigá-lo como mediador desse processo. Portanto compreender “O que deve mudar é a postura e não as pessoas” (Gadotti, 1986:442) é a partida para um ensinamento mais comprometido e de nobre missão.

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Caderno de Educação Popular 1. Rio de Janeiro, RJ: Vozes, 1981.

2. FREIRE, Paulo e NOGUEIRA, Adriano. Que fazer Teoria e Prática em Educação Popular, 11ª.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

3. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo, SP: Terra e Paz, 1996.

4. LIBANÊO, J.C. Diretrizes curriculares da Pedagogia: Imprecisões teóricas e concepção estreita da formação profissional de educadores. Revista Educação e Sociedade, Campinas, SP, v.27 no.96, p.843, out.2006.

5. VALE, Ana Maria do.  Educação Popular na escola pública. São Paulo, SP: Cortez, 1992.


Publicado por: Claudia Mehler Bot

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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