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Não se preocupe, se ocupe

Psicologia

Não perder tempo se preocupando e sim se ocupando.

Você se preocupa muito com os problemas? Eles lhe pertubam a ponto de lhe tirar a tranquilidade? O que você costuma fazer para superá-los? Ao longo de minha vida profisional tenho lidado com muitos contratempos. Por duas ocasiões, sofri demasiadamente com problemas de saúde fruto de desgaste profissional. Em uma delas, a situação foi grave: tive uma úlcera perfurada com importante perda de sangue. Felizmente, me recuperei bem das duas situações.

Problemas parecem ser algo comum às nossas vidas, não é mesmo? O melhor seria que eles não existissem, mas se ocorrer que não cause grandes danos a nossa saúde, entes queridos, finanças, relacionamentos, demais áreas da vida e o que é mais importante: que não nos impeça de progredir. No meu caso tive que me internar em hospital, interromoper na madrugada as férias causando enorme preocupação a toda a família.

Depois desse episódio, passei a ficar mais atendo aos relatos de pessoas que se diziam com problemas. Pude perceber que em boa parte do tempo nos preocupamos em demasia: em muitos casos o problema sequer ocorreu e já estamos sofrendo pelo que poderá ocorrer. O mais grave é que a preocupação em excesso desvia a energia da área produtiva para o sofrimento, contribuindo ainda mais para o agravamento da situação. Mas, o que fazer para evitar ou minimizar a agonia diante de momentos conturbados.

Como trabalho com consultoria para o varejo, não raro deparo-me com empresários e executivos arrancando literalmente os cabelos devido à falta de rentabilidade das empresas. Isso sempre ocorre quando a economia dá sinais de retração e os lucros minguam. Ainda que momentaneamente, é uma choradeira só. É como se fossem crianças na recepção do consultório médico: se uma chora, todas as demais choram ao mesmo tempo.

Com os consultores de vendas a situação não é diferente. Sempre que há queda nas vendas, mais que depressa, eles adotam o mesmo discurso de sempre e até parece que é o fim do mundo. É um tal de dizer que não dá mais, que não poderá pagar as contas, que os clientes desapareceram, que o país está em crise, que a profissão de vendas acabou e por aí vai. Aprendi duas coisas: a primeira que lamentar não resolve os problemas apenas os tornam maiores ainda. Diante disso, uma boa estratégia é adotar a máxima que diz: “não se preocupe, se ocupe”.

Se é de madrugada e o filho não chegou em casa, de nada adiante ficar preocupado. Ao invés disso, pegue o telefone e ligue para ele. Se não conseguir falar contate os amigos dele e logo obterá notícias. Ou pode pensar que tudo está bem e dormir sossegado, até porque a notícia ruim chega rápida e se não chegou é porque está tudo bem.

Quanto ao exemplo dos empresários ao invés de reclamar da falta de lucros, o melhor é traçar novas estratégias e perseguí-las com obstinação. Pois assim nos ensina a letra da música do ilustre compositor Geraldo Vandré: “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Quanto aos vendedores, o melhor é usar o tempo que fica lamentando para contatar os clientes antigos e oferecer algo e, se eles não quiserem comprar, pergunte se conhece alguém que queira. Agindo assim terá mais chances de vender e ganhar o dinheiro que tanto necessita do que se ficar, o tempo todo, lamentando a situação. Aliás, não existe nada mais chato do que ouvir choradeira de gente pessimista, não é mesmo?

A segunda coisa que aprendi é ver os problemas como se fossem horizontes e não obstáculos intransponíveis. Os dois nos motivam ir adiante, a diferença é que quando superamos um obstáculo relaxamos para tomar fôlego, e acabamos ultrapassados. Já os horizontes, sempre que pensamos chegar nele o vemos mais distantes ainda.

Pense nisso e ótima semana.

Evaldo Costa

Escritor, consultor, conferencista e professor.

Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”

Site: www.evaldocosta.com.br

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com.br


Publicado por: evaldocosta

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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