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A dificuldade do ingressante no Ensino Superior para seu ingresso e permanência no curso

Psicologia

Clique e entenda sobre a dificuldade de ingressar e permanecer no Ensino Superior.

1. INTRODUÇÃO

Neste projeto de pesquisa pretendemos abordar algumas questões que levam o estudante a abandonar o curso, quais os tipos de motivação que ele encontra para permanecer no ensino superior para alem do financeiro e se essas motivações influenciam no decorrer do curso, Segundo Alberto Albuquerque Gomes, o processo de produção do conhecimento sobre o mundo social passa necessariamente pela reelaboração daquilo que vemos, na forma de representações. Ou seja, para tentar compreender o mundo, é preciso num primeiro momento desconstruí-lo, assim como faz o mecânico de automóveis que para compreender seu “objeto”, qual seja, o motor precisa desmontá-lo para depois remontá-lo, agora munido de um saber enriquecido pela práxis. Assim, o cientista social ao deparar-se com seu “objeto”, precisa desenvolver uma atitude crítica de forma a “desmontar” este “objeto”, na forma de categorias conceituais, buscando o seu entendimento, também enriquecido pela práxis.

Com o propósito de responder essas questões faremos esta pesquisa para verificar o que ocorre na prática.

1.1 TEMA

As dificuldades do discente em ingressar e permanecer no ensino superior.

1.2 PROBLEMA 

Quais são os fatores determinantes da evasão no ensino superior.

1.3 OBJETIVO GERAL

Identificar, descrever e analisar quais as dificuldades os estudantes encontra em ingressarem e permanecerem na universidade.

1.4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Pesquisar sobre os conceitos de Identidade, Ideologia, Representação Social e a História da Universidade e o Ensino Superior, o que é trabalho.
  • Compreender a motivação dos ingressantes do 1º período, e dos alunos que ainda estão fazendo o curso.

1.5 PÚBLICO ALVO

  • Alunos ingressantes no 1° alunos do 5º e 10º Período
  • Colegas de alunos que saíram da universidade sem concluir o curso
  • Alunos que cursam o ensino superior

1.6 JUSTIFICATIVA

Pesquisar sobre as dificuldades que o estudante encontra para seu ingresso e permanência na faculdade é de extrema importância porque há um alto índice de evasão na universidade, isso vem causando grande impacto social, visto que alguns docentes não encontram resposta para uma possível resolução.

Em alguns cursos nota-se evasão maior, sendo que da maioria dos alunos que iniciam o curso, poucos conseguem concluí-lo, causando uma falta de mão de obra qualificada em determinadas áreas.

Percebemos também a grande oferta do mesmo curso em várias instituições e questionamos: o que leva um estudante a escolher determinada instituição? Quais os principais fatores desta escolha? O que os alunos buscam no ensino superior? Com o que os universitários estão tão insatisfeitos?

O tema foi proposto pela componente do grupo Sandra Rosa que produziu um artigo cientifizado “Juventude e universidade: programas que possibilitam a inserção no meio acadêmico” no 2º período, na disciplina de Estágio obrigatório, tendo como orientador o professor Luiz Carlos Rena; O artigo abordou alguns dos programas que possibilitam o ingresso e permanência do estudante na universidade, questionando se esses programas se destinam realmente a estudantes menos abastados.

Acreditamos que o abandono dos estudantes da universidade pode ser um dos fatores que contribuem para a desigualdade social, visto que o mercado de trabalho se encontra cada dia mais exigente em busca de profissionais qualificados para exercerem as mais variadas funções, o que dificulta quando o candidato não se enquadra neste padrão.

2. REFERENCIAL TEORICO

Para compreendermos o que pode motivar o aluno no processo de evasão em cursos superiores faz-se necessário entendermos alguns valores e conceitos. Dessa forma, acreditamos ser de fundamental importância a analise sobre os conceitos como: identidade, representação social, ideologia como também um breve resgate histórico a respeito do surgimento do ensino superior.

2.1 IDENTIDADE:

Ao discutir sobre identidade, Ciampra (1999) nos leva a pensar sobre quem somos e a refletir se o que pensamos que somos é o que realmente somos; ressalta ainda a diversidade de profissionais que estudam essa questão e sua importância em praticamente todas as situações da vida cotidiana.

Nos faz pensar em nossa própria história, e a questionar a nossa 'verdadeira' identidade , já que nós nos fazemos de autores e personagens ao mesmo tempo. Nesse sentido podemos afirmar que há uma autoria coletiva da historia. E que a identidade de um individuo completa a do outro e vice-versa, um exemplo é o pai e o filho que sem um o outro não se identifica como tal. Podemos ressaltar que a identidade em sua totalidade, é contraditória, múltipla e mutável, sem deixar de ser una.

Levy (2001) levanta uma consideração que vem complementar, que  todo indivíduo nasce em uma sociedade que instaurou parte voluntariamente e parte inconsciente, em uma cultura. E que o indivíduo é fundamentalmente heterônomo, ou seja, ele só existe e só poderá funcionar no interior de um social dado, com suas 'significações imaginárias', específicas e que lhe dita, em parte sua conduta.

Todos nós procuramos tomar informações através dos mais variados meios e formas, sendo que a natureza das informações pode variar, mas todos têm em comum o fato de permitirem um conhecimento da identidade da pessoa a respeito de quem as informações são tomadas.

Nós nos identificamos com nosso nome, que nos identifica num conjunto de outros seres que indica nossa singularidade e se porventura alguém 'troca' esse nome, geralmente nos sentimos ofendidos, pois o nome se confunde com a própria pessoa que não consegue se imaginar com outro nome que não aquele que recebeu desde o registro.

Ciampra (1999) ainda ressalta que a identidade é constituída pelos diversos grupos de que um determinado indivíduo faz parte, o que influencia muito em seu estilo de vida e para compreendermos melhor essa idéia, faz-se necessário uma reflexão sobre como um grupo existe objetivamente, pois, se nós somos nossa própria ação nós nos fazemos pela prática.

Dizer que a identidade de uma pessoa é um fenômeno social e não natural é aceitável pela grande maioria dos cientistas sociais, pois não podemos isolar o individuo como ele o vê somente; existe também a forma como eu o vejo e o que ele representa.

Podemos entender que a identidade é uma construção constante em nossa vida, visto que ela está em constante processo de transformação.

2.2 REPRESENTAÇÃO SOCIAL

Oliveira e Werba (1998) nos ajudam a compreender um pouco sobre o conceito de representação social que, para Moscovici (1994), tem suas origens na sociologia e na antropologia, através de Durkheim e de Levi-Bruhl. Inicialmente chamado de representação coletiva, serviu como elemento básico para elaboração de uma teoria d a religião, da magia e do pensamento mítico.

Segundo Weber, citado por Minayo, as idéias (ou representações sociais) são juízos de valores que os indivíduos dotados de vontade possuem. Portanto as concepções sobre o real têm uma dinâmica própria e podem apresentar tanta importância quanto à base material (Weber 197, 81).

De Rosa (1994) distingue três níveis de discussão e analise das RS:

Nível fenomenológico as RS são objeto de investigação, esses objetos são elementos da realidade social, são modos de conhecimento, saberes do senso comum que surgem e se legitimam na conversação interpessoal cotidiana e têm como objetivo compreender a realidade social; Nível teórico é o conjunto de definições conceituais e metodológicas, construtos, generalizações e proposições referentes às Rs; Nível metateórico nível de discussões sobre a teoria. Moscovici refere que:

Por representações sociais entendemos um conjunto de conceitos, proposições e explicações originado na vida cotidiana no curso de comunicações interpessoais. Elas são o equivalente, em nossa sociedade, aos mitos e sistemas de crenças em nossa sociedade, aos mitos e sistemas crenças das sociedades tradicionais; podem também ser vistas como a versão contemporânea do senso comum.  Moscovici (1981, pg 181).

Para Jodelet (1988 ), trata-se de uma forma de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, tendo uma visão prática e concorrendo para a construção de uma realidade comum a um conjunto social.

Para Guareschi (1996), são muitos os elementos que costumam estar presentes na noção de RS. Nelas há elementos dinâmicos e explicativos tanto na realidade social, física ou cultural; elas possuem uma dimensão histórica e transformadora; nelas estão presentes aspectos culturais, cognitivos e valorativos, isto é ideológicos. Esses elementos das RS estão sempre presentes nos objetivos e nos sujeitos; por isso as RS são sempre relacionadas, e, portanto sociais.

Segundo Devem (1998, 267), representação sociais são sempre construtivas, elas constituem o mundo tal como ele é conhecido e as identidades que elas sustentam garantem ao sujeito um lugar nesse mundo. Assim, ao serem internalizadas, as representações sociais passam a expressar a relação do sujeito com o mundo que ele conhece e, ao mesmo tempo, elas o citam nesse mundo.

Segundo Malrieu, “a representação social se constrói no processo de comunicação, no qual o sujeito põe a prova, através de suas ações, o valor – vantagens e desvantagens – do posicionamento dos que se comunica com ele, objetivando e selecionando seus comportamentos e coordenando-os em função de uma procura de personalização”. Desta forma, a representação social se estrutura tanto pelos objetivos da ação do sujeito social como pelos dados que concordam ou que opõem a eles.        

As representações sociais são teorias sobre saberes populares e do senso comum. Estudar RS é buscar conhecer o modo como um grupo constrói e define regras etc. Este conceito de RS nos traz a realidade para pensar, conhecer compreender o comportamento das pessoas, nos fazendo pensar se isso pode interferir no dia a dia dos estudantes e até que ponto.

2.3 A HISTÓRIA DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

O ensino superior no Brasil aparece pela primeira vez na história, com os Jesuítas, em 1759, quando conseguem o reconhecimento do curso superior de mestres em arte. Mas logo com sua a expulsão do Brasil, ocorre o desmoronamento de sua obra educacional.  Depois reaparece com  chegada da Corte Portuguesa.(Cavalcante,2000)

Mais tarde, com a Corte no País, a mesma necessitava de mão - de- obras qualificadas e profissionalizadas por isso criaram cursos superiores. Os primeiros cursos eram de medicina, direito e engenharia. Nesse momento os cursos eram separados e isolados. E subordinados a Corte.

Em 1891, a Constituição Federal, passa a responsabilidade do ensino superior ao Congresso Nacional. E depois com as leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional dos anos de 1960, 1971 e 1978, o ensino superior passa a ser de responsabilidade do Estado.

Na década de 20, ocorre uma nova organização dos cursos, com a reunião destes, que até então eram isolados, formando as Universidades. Inicialmente a do Paraná e do Rio de Janeiro.

As universidades possuíam características, que na década de 60, começam a ser questionadas e em conseqüência destes questionamentos, ocorre a reforma universitária em 1968. ( Cavalcante, 2000)

Com a reforma de 68, ocorrem inovações nas universidades, como a abolição de cátedra vitalícia, implantação do sistema de institutos em substituição a faculdades, instituição do departamento como unidade mínima de ensino e pesquisa, organização do currículo em etapas básicas e de formação profissional, flexibilidade do currículo e sistema de créditos e criação de colegiados horizontais, chegando à universidade dos dias atuais.

As atividades fins da universidade são: ensino, pesquisa e extensão.  E os princípios são: racionalização, integração e flexibilidade.

A expansão do ensino superior brasileiro, no período 1960-1980, segundo Madeira, citado por Cavalcante (2000), pode ser dividida em quatro fases: a primeira de 1960 a 1964 – correspondendo a um período de grave crise econômica, social e política, em que a demanda por ensino superior começa a fazer pressão; a segunda de 1964 a 1969 – compreendendo a consolidação do regime militar, em que a demanda reprimida continua a aumentar o seu poder de pressão; terceira de 1969 a 1974 – correspondendo ao período do chamado “milagre brasileiro”, em que o governo responde às pressões com a expansão dos cursos, das unidades e das vagas; e a quarta de 1974 a 1980 – período em que o governo aciona mecanismos para conter a expansão que ele próprio incentivara no período anterior. Podemos incluir mais uma etapa, que é a da década de 90, quando ocorreu outro processo de expansão.

Em 1968 as universidades representavam cerca de 12% do número de estabelecimento de ensinos; em 1975 o percentual cai, passando para 7%, já em 1999 volta a crescer com o percentual de 15% e atualmente esse percentual chega a 13%.

A partir de 1974, acontece o processo de desaceleração de expansão dos estabelecimentos isolados de ensino superior, por causa da política de contenção desencadeada pelo governo, que durou até a década de 90, quando a expansão recomeça.

Comparando em números as universidades e estabelecimentos isolados, em 1974, 63% das universidades eram públicas e 78% dos estabelecimentos isolados eram privados. Atualmente, apenas 7% das universidades são públicas e 73% das instituições isoladas são privadas.

O processo de expansão na década de 90, dos estabelecimentos isolados e privados, foi resultado de demandas sociais, para ser mais preciso necessidades políticas e econômicas da sociedade, onde se tem como ponto principal as limitações do Estado em prover e bancar essa demanda.

Um ponto importante que levou à adaptação dos cursos superiores, com dito anteriormente, foi à demanda do mercado, criando-se novos cursos, oferta de cursos noturnos, e tendência à interiorização, pois, anteriormente, as instituições de ensino superior eram encontradas no sudeste e suas capitais. Hoje existe maior número de cursos nas cidades do interior, iniciando-se um processo de igualdades regionais em relação ás instituições de ensino superior (Brasil/ MEC, 2000).

2.4 CONCEITO DE TRABALHO

(Omar Cartes -2006) o trabalho é uma necessidade natural e eterna da raça humana, sem a qual o homem não pode existir. Diferente dos animais irracionais, que se adaptam passivamente ao meio ambiente, o homem atua sobre ele ativamente, obtendo os bens materiais necessários para sua existência com seu trabalho, que inclui a isso e a fabricação de instrumentos especiais. A sociedade não escolhe estes instrumentos ao seu arbítrio; cada nova geração recebe os instrumentos de produção que foram criados por gerações anteriores e que ela usa, modifica e melhora.

O homem aprimora cada vez mais seu instrumento de trabalho, como podemos observar nos dias de hoje com tanta tecnologia que usamos no nosso dia a dia, desde acordar e acender a luz e ter energia ate a uso de celulares, caros os mais modernos, ou seja, o homem está em todo e qualquer trabalho que facilite a vida humana.

Para Codó 1994, o homem produz sua própria existência, portanto produz a si mesmo, para tanto se relaciona com os outros, portanto produz e é produzido pelo outro. Portanto, a dupla relação apontada atrás entre organismo e meio se dá mediana pela dupla relação consigo mesmo.

Para sobreviver o homem precisa plantar, criar animais, cuidar do solo, da atmosfera, o que vemos hoje em dia e a preocupação de alguns em relação ao meio e outros que não ligam para sua própria existência.

Com o mundo que vivemos hoje em dia cada vez mais competitivo, exige-se cada vez mais de profissionais capacitados para exercerem diversas atividades no âmbito cientifico, ou seja, o profissional que tem uma graduação ou nível mais avançado tem mais chances de conseguir um trabalho melhor para seu próprio sustento e de sua família do que uma pessoa que tem nível médio ou não tem estudo algum.

Para entrar neste mundo competitivo os jovens buscam a cada dia entrar no ensino superior e ao entrar procurar ajudar para o custo que isso pode causar ao estudante seja ele financeiro ou físico como limitações eu desinteresse através de alguns fatores determinantes desse processo estudantil da graduação.

Alguns anos atrás em nossa história sempre existiu a troca do esforço com a troca de favores entre patrões e empregados sendo um trabalho escravo que a pessoa trabalhava para que pudesse alimentar e ter onde morar por não haver condições de sobreviver sem trabalho (escravo), isso não mudou muito nos tempos de hoje.

Ao modificar o meio, o meio o modificar.

2.5 IDEOLOGIA

O conceito de ideologia ocupa a posição de pedra angular no seio da arquitetura terminológica e conceptual do materialismo histórico. Dada a extraordinária influência exercida por Marx nos mais diversos campos das ciências humanas, este termo adquiriu um estatuto transdisciplinar dificilmente equiparável, pelo que o podemos hoje ver a permear outros discursos e práticas críticas. É devido a esse mesmo estatuto que as correntes de teoria literária pós-estruturalistas, nomeadamente aquelas que mais directamente tocadas foram pelas propostas foucaultianas e barthesianas, o vão recuperar e reequacionar junto de outros conceitos — como é, por exemplo, o caso da cultura, raça, história e inconsciente — com os quais ele dialoga e interage.

Para a sua abordagem não podemos partir de pré-conceitos errôneos resultantes do desgaste e erosão a que o termo tem vindo a ser submetido na retórica política quotidiana e pressupôr que ideologia  mais não é do que sinônimo impreciso de manipulação política ou alienação religiosa. É certo que tais acepções terão a sua razão de ser histórica e não podem por isso ser escamoteadas (iremos, a seu tempo, revê-las). O perigo para que advertimos, todavia, habita precisamente nas zonas cinzentas da perspectivação redutora e simplista da teoria marxista e de um conceito que — note-se a ironia da História — acaba por ser vítima de si próprio, i. e., a ideologia vista pelos olhos da ideologia. Qualquer revisitação da sua origem, evolução e implicações ao nível da teoria literária impõe, desde logo, o derribar de obstáculos epistemológicos resultantes de vícios de pensamento e de hábitos irrefletidos e acríticos de olhar e interpretar os fenômenos sociais. Importa, por isso, chamar a atenção para os efeitos orbitais que a força gravitacional da ideologia opera sobre o homem social e, em particular, sobre o sujeito do conhecimento. Se o que nos interessa é, sobretudo, recuperar a ideologia enquanto conceito operatório chave de uma metodologia de análise literária que procura desvelar a complexa rede de relações que se estabelece entre o texto e o contexto, entre o produto e as condições de produção e recepção, então há que desconstruir o termo e expor os múltiplos sentidos (alguns deles contraditórios) que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos seus dois séculos de existência.

Embora no escrutínio do termo partamos do pressuposto de que a dicotomia operatória entre ciência e ideologia — ou melhor, entre um olhar objetivo e ideologicamente isento e um olhar cego às fronteiras da sua forma de pensar e agir — é válida e teoricamente possível, isso não implica que a primeira, tal como adverte Jürgen Habermas ou Paul Ricoeur, não possa vir a ser instrumentalizada (por exemplo, com o fim de legitimar um regime tecnocrático) pela segunda. O mesmo se poderá dizer em relação à própria reflexão da teoria literária. Caso esta erradicasse do seu vocabulário e da sua especulação este termo, correria o risco de permanecer insensível às armadilhas do dogmatismo metodológico, como ocorreu nas décadas de 50 e 60 com os estruturalistas em França, ou de ser seduzida quase acriticamente pelos ecos da terminologia da economia de mercado, como sucede presentemente com os adeptos do neo-historicismo norte-americano.

Mesmo este discurso, produto material sujeitável às engrenagens da distribuição e circulação da sociedade capitalista, deixará transparecer ao leitor mais avisado a ideologia a que nos submetemos. Não é apenas através da escolha do próprio tema, da seleção dos autores nele analisados, ou da prática de um ritual acadêmico, que isso se torna visível. Também é por aquilo que suprime, eclipsa e ignora (no sentido freudiano). Inclusivamente o recurso ao vocabulário específico das ciências humanas e sociais, ainda que válido em termos operatórios e supostamente transparente (que o mesmo é dizer invisível), não deixa de se destinar a um público-alvo — neste caso a comunidade acadêmica—, cuja especificidade do universo de referências culturais e de valores se demarca da dos restantes grupos sociais. E precisamente porque corrobora a exclusividade da linguagem em circulação nesse meio, este discurso também é um produto ideológico que serve fins ideológicos. Qualquer reflexão deste termo no «espelho diabólico» da História é um especular sobre o modo como se reflete a si próprio, um mise-en-abîme teórico do qual não há fuga possível.

Não só porque a discussão do termo «ideologia» se encontra materializada nas diferentes práticas críticas distribuídas ao longo da História, mas também porque o conceito reage mutantis  a essas práticas consoante condicionantes ideológicas de cada período de forma diferenciada, para a sua abordagem contribui a adoção de uma perspectiva diacrônica que dê conta da sua evolução.

Radica no iluminismo francês, mais precisamente na figura de Destutt de Tracy (1754-1836), a origem do termo «ideologia». Devedor das teses de Bacon (1561-1626) e de Condillac (1715-1780), de Tracy buscava fundamentar uma ciência que desse conta das leis e dos mecanismos universais conducentes à gênese das idéias. A sua investigação processava-se não por via de uma reflexão de Cariz metafísico, como à primeira vista poderia parecer, mas sim por via de uma reelaboração, ao abrigo do espírito das Luzes, do empirismo lockeano, que via na natureza receptiva dos sentidos a raiz do conhecimento. Pretendia-se então que este estudo sistemático e positivo das idéias (e, por extensão, da própria consciência), legítimo antepassado da psicologia, se constituísse como a ciência primeira da qual todas as outras dependeriam, dado que todo o conhecimento científico estaria baseado, em última análise, na elaboração e combinação de idéias. Todavia, o ambicioso projeto de Tracy não se limitaria a conceber a ideologia como tendo apenas uma função de charneira a nível epistemológico. Também pretendia que o seu objeto de estudo se estendesse ao domínio social. Através da ideologia não só se acederia a uma melhor compreensão dos modos de pensamento do ser humano, mas também dos fenômenos de ordem social e política, donde seria possível conceber e planificar uma reorganização das estruturas sociais e políticas com vista à sua adequação às verdadeiras necessidades dos indivíduos. Que tal estudo fosse inserido, por muito paradoxal que nos possa parecer hoje em dia tal posição, como um ramo da zoologia no quadro taxinômico das ciências naturais, mais não era do que conseqüência da crença naturalista de que todos os seres humanos eram, tal como os restantes animais, parte integrante da realidade material e, como tal, sujeitos às mesmas condições de existência. Não obstante a radical transformação conceptual do termo operada décadas mais tarde por Marx e Engels, um dos postulados mais importantes dos ideólogos sobreviveu até hoje subliminalmente no seio das correntes de pensamento marxista, a saber: as idéias e a consciência são determinadas em última análise pelas condições materiais de existência.

A ideologia funciona invertendo os efeitos e as causas, resultando em imagens e sintomas, produzindo uma utopia social, usando o silêncio para encobrir a incoerência. Podemos exemplificar a ideologia com a afirmação de que o adultério é crime, que o homossexual é pervertido e que o futebol é coisa do homem. O que a ideologia encobre?
Encobre o vínculo entre compromisso e sexo, no primeiro caso, o preconceito pela escolha sexual diferente e o uso do sexo para prazer e não para procriar, segundo caso, e a discriminação ainda existente com o sexo feminino, último caso.

3. METODOLOGIA

A pesquisa científica qualitativa e quantitativa é a realização concreta de uma investigação planejada, desenvolvida e redigida de acordo com as normas da metodologia consagradas pela ciência.

Segundo Gil (1999), a medida que as tarefas de desenvolvimento da pesquisa são plenamente realizadas, o trabalho de investigação assume o caráter de um sistema coordenado. Com o estabelecimento do marco teórico, já é possível delinear o assunto a ser pesquisado. Desta forma, será feita uma pesquisa, primeiramente bibliográfica, para depois poder dar seqüência ao trabalho.

A pesquisa de campo é um tipo de pesquisa que não produz, nem reproduz os fatos que estuda.  Ela consiste na observação dos fatos e como ocorrem as respostas, na coleta de dados e no registro de variáveis que são relevantes para a análise. Nessa pesquisa de campo, não é permitido o isolamento e o controle das variáveis supostamente relevantes, mas permitindo o estabelecimento das relações constantes entre determinadas condições.

Na coleta de dados, podem ser utilizadas algumas técnicas.  A primeira é a entrevista, que consiste no diálogo com o objetivo de colher, de determinada fonte, pessoa ou informante, dados importantes para o andamento da pesquisa. Por isso os informantes e os quesitos da pesquisa devem ser criteriosamente selecionados.

É uma forma de interação social, um diálogo assimétrico em que uma das partes é coletora de dados e a outra se apresenta como fonte de informação.

Outra técnica que pode ser utilizada é através de um questionário. A grande diferença entre a entrevista e o questionário, é que a primeira é falada e a segunda, já é escrita, podendo as perguntas ser mais elaboradas, e facilitando para a aplicação em um número maios de pessoas.

Podemos classificar as entrevistas em: informal, focalizadas, por pauta e formalizadas.

A entrevista informal é a menos estruturada possível e restrigue da simples conversação, porque tem como objetivo básico a coleta de dados.

A entrevista focalizada enfoca em um tema bem específico, onde o entrevistador permite ao entrevistado falar livremente sobre o assunto em questão.

A entrevista por pauta apresenta grau de estruturação por se guiar em uma relação de ponto de interesse do entrevistador vai explorando ao longo do tempo, ou seja, no decorrer da pesquisa. O entrevistador vai fazendo suas perguntas diretas ao entrevistado que fica mais a vontade e livre para respondê-las, desde que o assunto esteja na pauta.

Já na entrevista estruturada se desenvolve a partir da relação fixa de perguntas que irá  proporcionar maior rapidez da entrevistas, facilitando a análise estatística dos dados, já que as respostas obtidas são padronizadas.

Alguns pontos são de fundamental importância, não devendo ser esquecidos. Primeiramente é válido lembrar que é necessário evitar que a coleta de dados seja feita de forma que venha a favorecer uma determina resposta. E o entrevistador precisa estar atento a escolha do entrevistado.

Diante do conhecimento das técnicas, podemos dizer que a metodologia de trabalho, que definimos usar, será a entrevista semi-estruturada, e posteriormente, serão analisados os dados coletados.

Utilizamos a entrevista semi-estruturada para coleta dos dados.

 Foram realizados 18 entrevistas, com alunos do 1º, 5º e 10º períodos do curso de Psicologia da PUC Minas Betim conforme descrito abaixo.

Curso Psicologia/ Período

Data da entrevista

18/09/2008

19/09/2008

10º

23/09/2008

24/09/2008

27/09/2008

27/09/2008

27/09/2008

10º

29/09/2008

10º

01/10/2008

10º

02/10/2008

10º

02/10/2008

11/10/2008

11/10/2008

4. ANALISE DE DADOS

De acordo com a analise dos dados da pesquisa podemos concluir que apesar de não ser o único, um dos fatores que mais motivam o abandono dos alunos no curso superior ainda tem sido motivado pelo financeiro. De acordo com publicação de .02.10.2002,  Os dados disponíveis mostram que um dos mais sérios problemas do ensino superior brasileiro é a permanência do aluno nas instituições de ensino superior públicas e privadas. Tal fato ocorre principalmente com alunos provenientes de famílias com baixa renda familiar, sendo mais acentuado nas instituições privadas. Nessas, o aluno, além das dificuldades para prover seu próprio sustento, tem, quase sempre comprometido o orçamento familiar, ao ter de enfrentar o alto custo das mensalidades, ao qual raramente corresponde a qualidade do ensino.       Percebemos isso em falas de entrevistados ao serem questionados sobre a principal dificuldade em se manterem no curso superior, eles responderam:

‘antes era financeiro atualmente eu tenho fies, no 1º e 2º período foi financeiro ...’ ( entrevistado A).

‘Apenas financeiramente...(entrevistado B).

‘...como não tinha condições de ficar pagando toda a mensalidade comecei a ficar irregular ai comecei a fazer uma duas três matérias , o que dava pra pagar, tanto e que estou a sete anos na faculdade.’ ( entrevistado C).                                                                    

‘... a questão financeira porque eu tive que abrir mão de varias coisas na minha família, a gente passou por varias dificuldades financeiras, abri mão de varias coisas para poder estudar, tive que vender varias coisas para bancar os meus estudos.’(entrevistado D).

‘...questão financeira, minha dificuldade e financeira...’(entrevistado F)

‘Essa pessoa saiu porque não consegui mais 5% na bolsa dela...’(entrevistado G)

‘Minha dificuldade e pagar a mensalidade em dia...’(entrevistado F)

‘Olha e a questão financeira mesmo... o principal e a financeira    mesmo’.(entrevistado A)

‘Foi à questão financeira mesmo, que eu consegui bolsa mais se não tivesse conseguido não teria continuado não porque o curso é muito caro’(entrevistado M).

‘Financeiro, no caso eu acho que assim, ai quanto eu atinei que eu tinha passado, vi os valores que tinha que pagar e até hoje assim batalho pra conseguir pagar, consegui uma bolsa mas mesmo assim ainda esta difícil...’(entrevistado D).

‘por ser aluna irregular tenho passado por varias turmas, por ter deixado de fazer algumas disciplinas por questões financeiras,... (entrevistado B).

‘...tive dificuldades financeiras, isso foi num empecilho pra mim.’( entrevistado D).

Percebemos durante as entrevistas que essa dificuldade financeira é, também, apontada como o principal motivo que levou colegas a abandonarem o curso.

‘ Eu acho que e a questão financeira’.(entrevistado H)

‘ na maioria quase em sua totalidade por questões financeiras.’ (entrevistado E)

‘tem alguns que saíram por questões financeiras’

a maioria foi situação financeira, financeira, a maioria...(entrevistado B).

Diante dessa dificuldade surge uma outra que é a questão do trabalho,pois grande parte desse público trabalha para manter seus estudos e relatam que gostariam de ter mais tempo livre para se dedicarem aos estudos, revelando o quão difícil é para eles conciliarem trabalho e estudo, relatando que, às vezes, torna-se impossível manter o padrão de desempenho desejado, visto que estão sempre cansados, não conseguindo absorver todo o conteúdo passado pelo professor ou mesmo durante a leitura de um texto.

‘...tenho que acordar cedo para vir estudar, tenho que ler de madrugada, isso me deixa muito cansada, acordo atrasada para ir a faculdade com isso, dou aula a noite e  de tarde o tempo que eu tenho para estudar é de madrugada.’(entrevistado  G)

‘... tive que trabalhar meio horário.’(entrevistado K)

Embora tenha sofrido algumas modificações ainda que um tanto mascaradas hoje em dia vivemos de certa forma uma situação parecida com a de anos atrás quando a universidade era vista como um lugar onde somente os filhos da elite, poderiam ocupar, com a falta de preparo no ensino publico poucos tem a possibilidade de ingressarem em uma universidade pública, o que os obriga a optar por ingressarem na privada( Cardoso e Sampaio 1997/1999).

Cardoso argumenta que existem duas situações em que estudo e trabalho podem convergir para um esforço de ‘ auto-consistência da personalidade humana do universitário, em termos de auto-superação para a autonomia plena (...); todavia, existem casos em que o estudo aliado ao trabalho poderia:

“traduzir-se em rotina, em dispersão interior, em mediocridade e desencanto, chagando mesmo á frustração de ambas as condutas do comportamento estudantil, provocando stress, pré-neuroses com á possível perda da substancia de ambas as atividades no fenômeno decepcionante de evasão escolar?”

Segundo Rabelo(1973), a chance que cada uma dessas perspectivas tem de concretizar-se depende de uma vasta gama de implicações contidas na injunção estudo e trabalho, ainda que Rabelo proponha que é preciso superar a dicotomia entre estudo e trabalho, mostrando que a conciliação dessas duas atividades pode ser viável- e até desejável-, a concepção de trabalho, na realidade, aparece subordinada ao processo estudo-aprendizado. Ou seja, o trabalho só e desejável se integrado á dinâmica do processo educativo, enquanto parte do esforço de ‘ integração entre conhecimento ação, teoria e pratica, informação e formação, democratização e eficácia, desenvolvimento econômico-social e maturidade individual, dialogo e metodologia didática’.

Entretanto essa conciliação positiva tem sido um dos grandes desafios que esta aos poucos sendo quebrados nesse percurso de quem busca uma formação acadêmica, visto que algumas medidas já estão sendo tomadas pelos responsáveis como o sancionamento da nova lei de estagio L11788, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que propõe que todo estudante de graduação trabalhe 6 horas por dia tendo direitos igualados aos de um profissional contratado. E sabido que simplesmente sua implementação não resolve o problema mas, visa contribuir para que os estudantes se mantenham no curso e tenham uma renda que possa ajudá-los durante essa jornada.

Percebemos também que a falta de preparo, ou melhor a falta de conhecimento pelo curso optado pelo estudante, contribui de forma significativa para seu desinteresse pelo curso podendo chegar até mesmo ao abandono. Esse fato fica expresso em algumas falas de entrevistados quando questionados sobre motivos da escolha do curso, como podemos perceber:

‘... eu na verdade eu queria fazer terapia ocupacional, que eu tive essa vontade quando, eu tive essa vontade porque eu fazia técnica vocal e a menina que me dava aula depois do meu horário ela atendia uma criança com alguma deficiência que eu não sei qual e fazia musicoterapia nela, ai e eu achei sensacional o trabalho ai eu pensei em fazer terapia ocupacional tentei na Federal e não passei ,tentei na Fumec e passei mas era longe e era caro, ai decidi fazer psicologia porque depois que eu comecei a pesquisar eu vi que pela psicologia  eu poderia também cair na musicoterapia esse foi meu objetivo inicial...’ (entrevistado A).

‘...Decidir qual curso e qual faculdade...’(entrevistado A)

‘... o curso foi uma 2º opção, tinha tentado para enfermagem, passei e não fiz a inscrição...’(entrevistado K)

‘...eu tinha vontade de fazer medicina, fazer pediatria e como eu tenho uma deficiência visual eu achei que não ia caber , eu achei que escolher a psicologia seria o único recurso, a única profissão que me cabia.’(entrevistado D).

‘Minha vontade sempre foi enfermagem, mas infelizmente o curso é muito caro, daí optei por psicologia’(entrevistado N).

‘Dinâmica pra pensar sobre vocação, engraçado que no teste em nenhum momento mostrava que nenhuma disciplina fosse minha cara, muito diferente.’(entrevistado G).

Alguns estudantes relacionam o abandono de colegas no curso também pela falta de informação sobre o curso ou imposições familiares:

‘...o que eu vejo hoje que os adolescentes estão entrando na faculdade ás vezes por imposição, as vezes a família deseja e eles chegam com o pai e a mãe que paga.’(entrevistado L).

‘por desencargo de consciência porque se não minha mãe ia encher meu saco tanto que eu nem me esforcei muito pra continuar no curso...’(entrevistado A).

Diante das falas dos entrevistados podemos perceber a importância da orientação vocacional, como aponta Bock e Aguiar:

 ‘A orientação vocacional, a nosso ver, constitui-se em algo mais do que um momento para “descoberta” da profissão a seguir. E um processo onde emerge conflitos, estereótipos e preconceitos que devem ser trabalhados para sua superação; onde a desinformação é enfrentada e possíveis caminhos são traçados: onde o auto-conhecimento adquire o status de algo que se dá a partir de uma reflexão isolada, descolada da realidade social, ou que se conquista através de um esforço pessoal.( Bock e Aguiar 1995)

Apontado também como um dos fatores que dificultam a permanência do aluno no curso superior consiste na falta de preparo das instituições para acolher alunos portadores de deficiência física. Apesar de optar pela construção de um sistema inclusivo ao concordar com a declaração mundial de Educação para Todos na conferência mundial da UNESCO, em 1990 o Brasil ainda não se encontra preparado para acolher essa diversidade que aparece, visto que o problema não e somente institucional, mas também tem em vista o lado social, uma vez que pobres, negros e deficientes são alvos de preconceitos em nossa sociedade.

Segundo Brasil, 2006, citado por Ferrari e Sekkel ‘ Ainda e escassa A produção de pesquisas bem como a implementação de políticas para a inclusão de pessoas com deficiência no ensino superior. Em 2006, a secretaria de Educação Superior, do ministério da Educação, recebeu 17 milhões em investimentos voltados á inclusão de índios, negros e pessoas com necessidades educacionais especiais. È interessante notar, todavia que, desse total, apenas 1,5 milhões – menos de 10% dos investimentos – foram destinados a programas de acesso e permanência no ensino superior das pessoas com tais necessidades.

Percebemos na fala de alguns dos entrevistados a dificuldade de estudar sendo um portador de necessidade especial:

‘... eu tenho uma deficiência visual, eu não tive apoio firme da faculdade quanto a isso..., os computadores não são adaptados pra mim, até hoje eu estou saindo do curso com pouco recursos, tenho que ter laminas ampliadas para mim porque eu não enxergo direito’(entrevistado D)

‘Tenho que fazer e pagar por uma disciplina que eu nunca vou poder aplicar, devido a minha deficiência’ (entrevistado D).

‘sou deficiente auditiva e isso me atrapalha muito, pois nem sempre vejo que o professor esta falando e passando matria no quadro ao mesmo tempo, pois se eu estou copiando matéria me concentro em copiar’...(entrevistado O)

‘apesar de que o Nai enviou um interprete pra mim, pra me acompanhar, essa dificuldade persiste’(entrevistado O)

Segundo cartilha do NAI ‘ se o aluno buscou e conseguiu o acesso ao ensino superior, cabe á Universidade garantir a sua permanência até a conclusão do curso que escolheu, conforme determinada a Portaria do MEC N/ 3248 de 2003.

A portaria n/ 3.284 do MEC de 7 de novembro de 2003, explicita a necessidade de assegurar aos portadores de deficiência física e sensorial condições básicas de acesso ao ensino superior, de mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações; determina que sejam incluídos, nos instrumentos destinados a avaliar as condições de ofertas de cursos superiores, os requisitos de acessibilidade de pessoas com necessidades especiais.

A cartilha do NAI vem orientando alunos e professores a respeito de suas respectivas responsabilidades na atuação junto a alunos portadores de algum tipo de deficiência. Ainda que seus objetivos não sejam plenamente alcançados a proposta se mostra como um diferencial na tarefa de assegurar os direitos de portadores de deficiência.

5. CONCLUSÂO:

Uma vez que concluímos a pesquisa, percebemos que mesmo a dificuldade financeiro sendo apontada como o principal fator motivacional do abandono de cursos não e o único que deva ser trabalhado para a construção de uma sociedade onde realmente todos não só tenham mas exerçam seu direito a educação superior.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CAVALCANTE, Joseneide Franklin. Educação superior: conceitos, definições e classificações. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, 2000.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projeto de pesquisa - 3º ed. São Paulo: atlas, 1991.

GUARESCHI, Pedrinho A. JOVCHELOVITCH, Sandra. Textos em representações sociais. 4. Ed. Petrópolis: Vozes, 1998. 324p. ( Psicologia social17 ).

HAGUETTE, Teresa Maria Frota, Metodologia qualitativa na sociologia. 10 ed. Petrópolis: Vozes, 2005. 224p.

LEVY, André – Psicologia, análise social e intervenção Belo Horizonte – M G -  autêntica – 2001;

LANE, Silvia T. Maurer; CODO, Wanderley. Psicologia Social: o homem em movimento.l3. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. 220 p.

OLIVEIRA, Fátima, WERBA, Graziela. 1998 “Representações sociais”. In: STREY, Marlene.

RUIZ, João Álvaro; Metodologia Cientifica: guia para eficiência nos estudos. 4 d. São Paulo; Atlas, 1966/177p.

Neves et al. Psicologia social contemporânea: livro texto. Petrópolis ( RJ ): Vozes. pp. 104-117.

SILVA, Alberto Carvalho. Alguns problemas do nosso ensino superior. Estudos avançados. Vol15,n42, São Paulo – May/Aug.2001.

FERRARI, Marian A. L. Dias e SEKKEL, Marie Claire. Educação inclusiva no ensino superior: um novo desafio. Psicol. cienc. prof. [online]. dez. 2007, vol.27, no.4 [citado 10 Novembro 2008], p.636-647. Disponível na World Wide Web: . ISSN 1414-9893.

LEVY, André – Psicologia, análise social e intervenção Belo Horizonte – M G -  autêntica – 2001; Vol15,n42, São Paulo – May/Aug.2001.

Ruth C. L. Cardoso e Helena Sampaio. Estudantes universitários e o trabalho

ANEXOS

ROTEIRO DAS ENTREVISTAS

Esta pesquisa pretende verificar os fatores determinantes da grande evasão no ensino superior.

Questões que serão abordados na entrevista semi-estruturada:

No primeiro momento conhecer a pessoa seu nome, profissão, idade, A nacionalidade (e/ ou descendência), curso e período se estiver em curso.

  1. Porque escolheu o curso? Houve alguma preparação para essas escolhas? Como ela se deu?
  2. Qual a maior dificuldade que você encontrou para ingressar no ensino superior?
  3. No primeiro momento na faculdade teve auxilio de alguém para questões burocráticas? Ex: visita pela faculdade conhecer os setores de atendimento ao aluno.
  4. Você obteve algum apoio da instituição para manter-se no curso?
  5. Liste o que mais gosta no ensino superior.
  6. Liste o que menos gosta no ensino superior.
  7. Quais as dificuldades enfrentadas atualmente para se manter no ensino superior?
  8. Quais os tipos de motivação encontrada no curso?
  9. Houve por parte sua alguma insegurança com a(s) turma(s)?
  10. Houve dificuldades no aprendizado em geral? Explique?
  11. O que espera (esperava) do curso? O curso tem correspondido ás suas expectativas? Em que medida?
  12. Você tem contato com pessoas que abandonaram o curso ou que já formaram? O que você acha que motivou a saída desses colegas?
  13. Quais seus planos futuros? Nesse plano inclui o seu curso superior?

*Kele Silva de Morais
*Sandra Rosa Rodrigues


Publicado por: Kele Silva de Morais

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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