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De FHC a Dilma

Política

Diferenças e melhoras do governo FHC até o Governo Dilma.

O Brasil na era FHC limitou o aparato estatal a três vertentes básicas: economia, educação e saúde. Eram muitos os problemas sociais. Nos governos anteriores não haviam controle sobre a inflação e quem não tinha muitos recursos via corroído seu capital em poucos dias. Já a classe média dispunha de mecanismos bancários de correção monetária no sistema financeiro. A era FHC serviu para equacionar este problema com uma solução simples que apagava da mente do cidadão comum o fenômeno da inflação. A educação era limitada a núcleos de conhecimento isolados. Com a melhora dos programas educacionais foi possível organizar e traduzir em números o desempenho de cada instituição de ensino, principalmente as de nível superior. Houve uma explosão de novos centros superiores de ensino com as facilidades de credenciamento de instituições universitárias. Depois era preciso medir a qualidade das antigas e novas instituições. E foi implantado o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio – Sob a gestão de Maria Helena Guimarães de Castro). E foi implantado o Provão (Exame Nacional de Cursos – 1996). As estatísticas educacionais por força do PNUD (Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento) junto com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) passaram a estar em dia pela primeira vez na história do país com as diretrizes da ONU. Os recursos para a área de saúde foram concentrados sobre os problemas emergenciais. Houve uma melhor alocação de recursos. A saúde no país foi organizada em números para melhor planejamento e ação do governo.

Coube ao governo Lula seguir em frente com o aparato estatal já enxuto. Livre do monstro da inflação e de grandes empresas, que não atendiam mais as necessidades de investimento, sucateadas pela falta de investimento e uma classe trabalhadora defasada em relação aos profissionais no exterior que passaram a competir em pé de igualdade com a abertura de mercado promovida pelos governos anteriores. O desemprego era elevado. A inflação baixa. Era necessário ajudar os mais necessitados através da elaboração de programas sociais emergenciais de massa. Os programas sociais extensos vieram em bom tempo. O governo passou a investir também em infraestrutura. Para aderir há alguns programas sociais as populações mais carentes das classes econômicas D e E tiveram que conciliar o recebimento da ajuda estatal à freqüência escolar de seus filhos e filhas. Os investimentos estrangeiros vieram em grande porte. O país começou a funcionar. Cada vez mais, mais empregos e elevação das classes econômicas para os mais necessitados tornaram-se um dínamo. O Presidente Lula na esfera econômica soube aproveitar seu prestígio externo, o que resultou numa enorme quantidade de acordos bilaterais entre vários países traduzido no aumento das exportações brasileiras. Houve um processo de anistia relativo ao período militar opressivo, mas que não resultou em justiça de fato, pois privilegiaram apenas os opositores guerrilheiros do regime esquecendo de parte dos militares perseguidos na época da ditadura cujo processo de anistia já havia começado na era de FHC. Os países ricos do ocidente entram em crise. O governo brasileiro toma uma série de medidas de isenções de impostos para não prejudicar as indústrias brasileiras. O governo quita a dívida com o FMI e se torna país credor. Ao final do mandato Lula, os índices de desemprego foram os mais baixos registrados no período democrático após a ditadura.

No governo Dilma iniciou-se com uma forte valorização do real frente ao dólar, o que prejudicou o volume de exportações que o Brasil havia desenvolvido na era Lula, porém o superávit primário é alto. O salário mínimo teve um ganho real e a mão de obra qualificada começa a ficar escassa em diversas partes do país. O governo começa a incentivar a vinda de profissionais de alta qualificação do meio científico para trabalharem no Brasil. A economia, bastante aquecida, dá sinais de elevação da inflação, fato este que não se concretiza ao final do primeiro semestre, pois a entrada da safra barateia o custo da cesta básica, porém o índice medido de 6,31% de inflação anual pelo mercado supera a projeção do governo de 4,5% ao ano. Em algumas regiões existem tendências para uma pequena deflação nos preços dos produtos primários. Os subsídios à cana-de-açúcar nos EUA caem o que eleva a expectativa da elevação das exportações do subproduto etanol para aquele mercado. Os investimentos de infraestrutura continuam acelerados, só que agora mais voltados para atender as obras emergenciais da Copa do Mundo em 2014. O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento – Era Lula) continua, mas sem a mesma projeção na mídia dada pelo governo anterior. Medidas distributivas começam a delinear os primeiros 6 meses de governo Dilma, como por exemplo a revisão das aposentadorias que não tiveram correção em governos passados em relação ao teto do INSS. Com os problemas externos nos países petroleiros os combustíveis apresentam uma elevação no mercado internacional. Logo, este aumento é refletido internamente – o que elevou bastante os preços. Com a entrada da safra da cana-de-açúcar e a intervenção do governo sobre os preços da Petrobrás o preço abaixa, mais uma razão para a queda da inflação para o segundo semestre de 2011. As classes sociais estão se deslocando cada vez mais para cima e se continuar esta tendência em breve a classe E não terá mais representantes (grau de otimismo do brasileiro elevou-se enormemente – segundo pesquisa – o país mais feliz do mundo).


Publicado por: MAX DINIZ CRUZEIRO

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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