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SUMÉRIA, UMA HISTÓRIA LONGÍNQUA

História Geral

Os Sumérios e sua contribuição como precursores na prática da escrita e da matemática.

Pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro. (Heródoto)

RESUMO

Este artigo pretende discutir e apresentar os sumerianos, antigos povos nômades que se estabeleceram na Mesopotâmia, região denominada de “Crescente Fértil”, devido a adubação natural do solo ocasionada pela enchente dos rios Tigre e Eufrates. Os sumerianos foram precursores nas ciências matemáticas, astrológicas e sociais. Eles criaram os elementos bases da escrita, o “alfabeto sumeriano”, segundo as suas necessidades cotidianas de registros sociais.  Apresentar o passado histórico deste povo que registrou seus feitos as gerações futuras através dos séculos que permearam nossa História. Incluir e valorizar a consciência histórica e o pensar historicamente visando a idealização de um futuro de paz, harmonia e felicidade as gerações ascendentes. Escrever a História hoje para os povos do amanhã.

Palavras-chave: Sumérios; Alfabeto; Escrita Cuneiforme.

This article is published and presents the Sumerians, ancient nomadic peoples who rise in Mesopotamia, a region called "Fertile Crescent", due to a natural fertilization by soil only by Tigris and Euphrates. The Sumerians were precursors in the mathematical, astrological, and social sciences. They created the basic elements of writing, the "Sumerian alphabet," second as their daily needs for social records. Present the historical past of this people who registered their future factories through the centuries that permeate our history. To include and value historical consciousness and to think historically, aiming at the idealization of a future of peace, harmony and happiness as ascending generations. Write a Story Today for the People of Tomorrow.

KEYWORDS: Sumerians; Alphabet; Cuneiform Writing.

INTRODUÇÃO

Este artigo foi idealizado como proposta da disciplina de Oficina de História VI, da Universidade Estadual de Ponta Grossa UEPG, o objetivo deste visa a criação de material didático para ser aplicado em sala de aula.

Este Artigo perfaz: o Plano de Aula, a Revista Pedagógica de História Antiga e o Artigo.

O Artigo embasará a partir de dissertações sobre os Sumérios e sua contribuição como precursores na prática da escrita e da matemática.

A Revista vai ser ilustrada com imagens para ajudar na assimilação do aprendizado, seu conteúdo terá como alvo alunos do 6º ano. A Revista atentará para padrões próprios de diagramação, semelhantes ao atuais Livros Didáticos a Revista trará glossário, curiosidades, caixas de textos suspensa, exercícios propostos e reflexões. O material a ser elaborado será uma revista impressa em papel A4 e encadernada em formato espiral, nela será inserido todo o Plano de Aula, a Revista será editada tendo como base este artigo e a partir  de análises de artigos e teses de doutorado e mestrado referenciados neste trabalho, e também livros que remetam ao assunto do tema.

O Plano de Aula proposto será norteado a partir do contexto e análise dos elementos textuais dissertados no artigo e na revista. Englobando toda a: pesquisa e embasamento histórico, a arte e diagramação, o plano de aula e aplicação da aula.

Todo esse material será produzido e aplicado em caráter inédito, produzido a partir da concepção e idealização particular e própria. 

OS SUMÉRIOS.

Os sumérios foram uma antiga civilização que viveu ao sul do atual Iraque e Kuwait, região ora denominada de Mesopotâmia,[1] é considerada um dos primeiros povos nômades a fixar residência.

Os sumerianos se caracterizavam como povos civilizados dotados de organização social e política, tendo o rei como governante principal; Uruk é considerada a cidade mais antiga de que se tenha registro. A cidade de Ur é mencionada na Bíblia, narrando a saga do profeta Abraão em sua peregrinação ao ocidente rumo a Palestina, no Gênesis os sumerianos são descritos como povos que habitaram a planície de Sinar[2].

Escavações feitas por equipes de arqueólogos encontraram resquícios de edificações, no qual havia intensa atividade social, agrícola e de manufatura. Foram encontrados objetos como: enxadas, facas, artefatos de barro de pedra, estatuetas, objetos pintados e tijolos que datam o ano de 5000 AC.

NA MATEMÁTICA

Os sumérios desenvolveram os números decimais a partir da necessidade de previsões astrológicas e eles também precisavam calcular a cheia do rio Eufrates. A partir da transição de nômades, onde deixaram de viver da caça e da coleta de subsistência e passaram a cultivar a terra, surge então a necessidade criar um calendário para aplicação na agricultura, eles passam a observar e calcular os ciclos lunares, os meses e as estações.

Foram notáveis construtores, ergueram cidades densamente povoadas aos padrões da época, a semelhança dos egípcios construíram pirâmides denominadas Zigurates[3], obras de engenharia de até seis andares empregando cálculos matemáticos e geometria.

Eles usavam a matemática para registrarem e armazenarem dados em tabletes de argila assada ao forno, a técnica empreendida por eles permeou os séculos mudando o material mas preservando os mesmos princípios, hoje o armazenamento de bytes na era da informática segue o mesmo conceito binário de números armazenados.

Para os Sumérios o primeiro passo para a previsão do futuro foi dominar o tempo, criando um calendário. Isto foi possível quando eles destacaram uma regularidade na apresentação dos astros. O futuro podia então ser previsto com exatidão porque havia uma relação entre as regularidades observadas nos astros e nas cheias dos rios. Com esse ponto de partida foi criada tanto a astrologia como os sistemas de numeração decimal e hexadecimal. Criou se tanto os números com significados simbólicos como os dias sagrados (1,7,15,21,28) em que o trabalho era proibido (domingos). Os Sumérios criaram o ano de 12 meses, conforme as fases da lua. (TONNETO.2007,p.1)

O CÓDIGO DE HAMURABI

O Código de Hamurabi se constitui-a numa coleção de direitos e obrigações que os cidadãos deveriam seguir; este código é considerado o primeiro do gênero que se tenha conhecimento, era baseado nas Lei de Talião[4], foi criado pelo Imperador e legislador Hamurabi já na primeira dinastia dos Babilônios por volta do ano de 1900 a.C

O ALFABETO SUMERIANO

Os sumerianos desenvolveram a técnica da escrita a partir da criação do alfabeto sumeriano, era composto por caracteres cuneiformes[5] que associados em grupos formavam as letras e sílabas.

A partir da transição de nômades no período neolítico[6], para residentes fixos a escrita tornou se necessária para eles; com o surgimento das cidades e a vida em comunidade muitas coisas, objetos precisaram ser identificadas, numeradas e nomeadas.

Com o surgimento das vilas e cidades e a criação da agricultura e pecuária vem também o comércio de bens de consumo e de serviço, toda esta atividade necessitava ser nomeada; eles passaram a usar a escrita para gravarem dados de transações de compra e venda, impostos e realizações cotidianas que envolve a vida em comunidade, usavam os números para quantificar, para prever as cheias dos rios e para dados de plantio e colheita de cereais.

A RELIGIÃO

Os sumerianos era politeístas[7], fragmentos de argila com escritos cuneiformes mostram a prática de rituais e cerimonias. Os escribas eram responsáveis de transmitir os dogmas, havia também mulheres sacerdotisas responsáveis por escrever as leis e crenças religiosas.

Essa escrita era usada somente pelos sacerdotes e letrados e só foi decifrada no século XIX. Tal ação resultou no esforço de diversa pessoas, entre eles o alemão Georg Grotefend, o primeiro a conseguir decifrar de alguns sinais. Mais tarde, o inglês chamado Henry Rawlinson consegui decifrar a escrita cuneiforme em sua totalidade. (PETRUSKI, 2009 p.41)

Os Sumérios estavam intimamente ligados a religião; escritos achados em escavações mostram a prática de creditar aos deuses os feitos conquistados, fossem eles bélicos, nas colheitas, no livramento das intempéries e em fatos correlatos do cotidiano das famílias.

CONCLUSÃO

Segundo Heródoto o passado deve ser pensado, ponderado, analisado; refletir a História do passado é resgatar à memória, a própria identidade humana, é indagar sobre a evolução ou o criacionismo, é percorrer os percalços da existência, é pensar sobre o presente, e novamente indagar sobre o futuro.

REFERÊNCIAS:

ALTOÉ, Anair; SILVA, Heliana da. O desenvolvimento histórico das novas tecnologias e seu emprego na educação. ALTOÉ, Anair; COSTA, Maria Luiza Furlan; TERUYA, Teresa Kazuko. Educação e Novas Tecnologias. Maringá: Eduem, p. 13-25, 2005.

COSTA, Renata Dariva. A ESCRITA ALÉM DOS CUNEIFORMES. Disponível em: 

DUARTE, Melina. A Lei de Talião e o princípio de igualdade entre crime e punição na Filosofia do Direito de Hegel. Revista Eletrônica Estudos Hegelianos, v. 6, n. 10, 2016.

FERNANDES, João Paulo. As antigas civilizações da Mesopotâmia. Instituto Federal de

PETRUSKI, Maura Regina.História Antiga. Fascículo de História antiga. UEPG, Ponta Grossa. 2009 p. 1-115.

KRAMER, Samuel Noah; SANTOS, Fernando Piteira. A história começa na Suméria. 1963.Educação Ciência e Tecnologia.

TONETTO, Silvio. Teoria Geral. TEORIA DE SISTEMAS. História. 2007. Disponível em: https://scholar.google.com.br/scholar?q=Apostila+de+Teoria+Geral+de+Sistemas+–+Prof.+Sílvio+Tonetto+-+2007&btnG=&hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5


[1] Antiga denominação da região banhada pelos rios: Tigre e Eufrates; considerado berço da civilização. POZZER, Katia Maria Paim. Ensino, escrita e buroc.

[2]. Sinar é descrito como uma planície povoada após o dilúvio; no início do rei Nimrod, cujo propósito era estabelecer uma torre como referencial “Babel”. Bíblia na versão portuguesa traduzida por João Ferreira de Almeida. Genesis, cap 11:2; 14:9. racia na Suméria. Origens do Ensino. Porto Alegre: EDIPUCRS, p. 112, 2000.

[3] Eram templos dedicado aos deuses possuía de três a seis andares construídos de pedra ou tijolos assados ao sol, em cidades como Palmira no Iraque templos como este foram destruídos pelo” Isis”, Estado Islâmico que pretende criar um califado no Iraque. FERNANDES, João Paulo. As antigas civilizações da Mesopotâmia.

[4] Constituía no direito de pagar a ofensa com a ofensa, o crime com o crime; essa característica da lei e aplicada também no código de conduta dos israelitas conforme: Êxodo 21, 23-25: “Mas se resultar algum dano, pagarás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe.” Levítico 24, 17-21: “E quem matar alguém certamente morrerá. Mas quem matar um animal, certamente o restituirá, vida por vida. Quando alguém desfigurar o próximo, assim também lhe será feito: quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente. Como ele tiver desfigurado a algum homem, assim lhe fará. Quem, pois, matar um animal, restitui-lo-á, mas quem matar um homem será morto” DUARTE, Melina. A Lei de Talião e o princípio de igualdade entre crime e punição na Filosofia do Direito de Hegel. Revista Eletrônica Estudos Hegelianos, v. 6, n. 10, 2016.

[5] Os caracteres eram escritos com uma caneta em forma de cunha, pressionando á contra a argila úmida. A escrita cuneiforme era feita da direita para a esquerda e separada por linhas. Os pictogramas eram escritos em pequenos quadrados cuja ordem não era fixa, o que implicava também na interpretação para o reconhecimento final das palavras do texto.  CAGLIARI, Luiz Carlos. A história do alfabeto. Paulistana Editora, 2009.

[6] Neolítico, 12 à 4 mil a.C ,  No período Neolítico (conhecido como a Idade da Pedra Polida), eles organizavam-se em clãs e aldeias. Foi um período que marcou profundamente o relacionamento entre o homem e a natureza, em virtude de sua intervenção na mesma. Nesse período, desenvolveram a agricultura, domesticaram os animais e os instrumentos eram fabricados com a pedra polida, melhorando muito o corte. ALTOÉ, Anair; SILVA, Heliana da. O desenvolvimento histórico das novas tecnologias e seu emprego na educação. ALTOÉ, Anair; COSTA, Maria Luiza Furlan; TERUYA, Teresa Kazuko. Educação e Novas Tecnologias. Maringá: Eduem, p. 1, 2005.

[7] Politeísta, é a crença em vários deuses; é admitido em sociedades que cultuam vários deuses de acordo com suas conveniências particulares; deus do sol, do trovão, da fertilidade, etc.

Enviado por: Sidney Mori da Cruz - Graduando em História pela UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa.


Publicado por: Sidney Mori da Cruz

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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