É difícil se tratar de um tema tão rico como este em tela. Não por ser impossível, sim por ser um trabalho com muitas variáveis em jogo. De um lado, pode-se desenhar os homens e mulheres de Fé, como crença. De outro, os que não alcançaram o tema da transcendência.
O Brasil é extenso em terras e em sua própria história. Por isso suas belezas são as maiores do mundo no trato específico de dois pontos: Culturas e Flora. São muitos cantos daqui que o povo vive suas culturas sem medos. E, ao lado, existe aqui uma flora valiosa que em poucos cantos, ou quase nenhum, é possível os olhos humanos enxergarem.
A partir daí, sem maiores acréscimos, é possível voltar ao mundo da crença ou descrença.
A Fé, a crença, a religião, a transcendência, o desconhecido, o além, Deus, por tantos caminhos, já é um grande retrato da própria humanidade desde a Pré-história até os dias atuais. O não aceitar o além, a transcendência, o desconhecido, já é algo que vem da modernidade, que percebe que os olhos humanos podem ver o que existe, o físico, o material, o pegavel, o palpável, o que tem forma, o tocável.
No Brasil, sua história de fé vem de tempos outros, onde se firmava o Cristianismo Católico e a religião dos terreiros. Mais adiante, de uns tempos para cá, outras imagens da Fé, da religião, da crença na transcendência, do além, estão sendo formatadas nas terras daqui.
A Carta Cidadã do Brasil de hoje, a Constituição da República Federativa Democrática do Brasil de 1988, traz a riqueza do respeito que se precisa ter com as crenças dos outros. O diálogo é sempre válido. A imposição de pensamentos, como um tijolo jogado em cima de um pássaro, não é de Deus, da transcendência, do além vida temporal. Em seu texto, esta bela Carta, construída por mãos humanos, veio para por ordem em uma casa que estava atropelando as diferenças, as culturas outras e, as próprias identidades particulares e de grupos em cada canto deste mesmo Brasil.
A IA (Inteligência Artificial) veio substituir a pessoa humana? Nunca. Ela é mais um elemento, humano, que desafoga um mundo moderno corrido e turbinado que se tem hoje, aqui, ali e acolá.
Os livros sagrados são mais valiosos que os conhecimentos, a sabedoria, da própria pessoa humana em sua liberdade? Não. A literatura é um outro precioso elemento de construção humana, por inspiração do além, da outra realidade além desta realidade temporal, da transcendência, que instrui os caminhos dentro da própria religião.
Algo que precisa ser mantido, e em muitos lugares daqui já estão causando conflitos, é o respeito ao direito da pessoa cidadã ter Fé, ter religião, ou ser descrente, ateu, agnóstico.
Não existe no mundo uma verdade única. O que existem são verdades. Entretanto, no campo da Fé, da religião, as experiências teológicas já estão ocupando seus espaços, o que não nasceu agora.
Tudo além do que se tratou até aqui, pode ser entendido como fanatismo religioso, dentro das realidades da fé e da religião.
Referências
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