É, de fato, muito assustador constatar que ainda hoje, em pleno Século XXI, milhares de crianças ainda não foram alfabetizadas. Nos últimos tempos, a humanidade teve acesso a conhecimentos na área da educação, que foram introduzidos por grandes mestres como Vigotsky, Froebel e Piaget. Mesmo aqui no Brasil, personalidades como Paulo Freire, por exemplo, destacam em suas obras a importância e a maneira apropriada para introduzir o conhecimento da linguagem escrita, especialmente em crianças. Ainda assim, a realidade encontrada em todas as regiões brasileiras segue na contramão daquilo que se espera de um país desenvolvido: levar a oportunidade da aprendizagem a todos seus compatriotas.
E aqui não estamos falando do analfabetismo funcional, ou seja, aquele que a pessoa mesmo conseguindo decifrar as palavras não entende o contexto descrito. A realidade que se vê é de crianças devidamente freqüentadoras de instituições regulares de ensino, matriculadas nas últimas séries que compõe o ciclo inicial do Ensino Fundamental e ainda não conseguem fazer a junção de sílabas simples para formação ou leitura de uma palavra. Muitas instituições são dotadas de tecnologias facilitadoras do ensino, como o uso de computadores em sala de aula, e mesmo nessas condições algumas crianças portadoras de algum tipo de déficit de aprendizagem, não consegue ser alfabetizada. O segredo para eliminar de vez a problemática aqui apontada talvez esteja na formação dos professores. Formá-los para serem capazes de ensinar as doutrinas já estabelecidas é o desafio.
Fonte: Brasil Escola - https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/uma-assustadora-realidade.htm