A Monarquia Constitucional Parlamentarista: é um sistema de governo que limita os poderes do monarca pela constituição e pelo parlamento. O monarca pode ser hereditário ou eleito, e exerce funções de chefe de Estado, com caráter representativo e moderador. O chefe de governo é o primeiro-ministro, que lidera o partido ou a coalizão com a maioria parlamentar, e tem o poder de nomear e demitir os ministros. O parlamento é o órgão legislativo e fiscalizador, composto por membros eleitos pelo povo, e pode destituir o governo por meio de um voto de desconfiança. Esse sistema é adotado por vários países do mundo, como o Reino Unido, a Espanha, a Suécia, Canadá e outros.
Neste artigo, vamos argumentar que a monarquia constitucional parlamentarista é um sistema de governo que oferece mais estabilidade política e econômica do que a república presidencialista ou a república semipresidencialista. Para isso, vamos apresentar três argumentos principais: a estabilidade, a representatividade e a responsabilidade política. Também vamos abordar a questão do quarto poder, ou poder moderador, que é exercido pelo monarca, e mostrar como ele contribui para o equilíbrio e a harmonia entre os demais poderes. Por fim, vamos citar alguns filósofos que defenderam a monarquia parlamentarista como uma forma de garantir a liberdade, a separação dos poderes, o estado de direito e a democracia.
Portanto, um monarca não é apenas uma pessoa simbólica, mas tem poderes que variam conforme o tipo de monarquia, que foi estabelecida pela Constituição do país.
Um aspecto importante da monarquia parlamentarista é a existência do quarto poder, ou poder moderador, que é exercido pelo monarca. Esse poder consiste na capacidade de intervir nos demais poderes (executivo, legislativo e judiciário) para garantir o equilíbrio e a harmonia entre eles. O poder moderador também visa a proteger os direitos e as liberdades dos cidadãos, bem como os princípios constitucionais.
Um aspecto da estabilidade e do poder moderador da monarquia parlamentarista é o fato de que o monarca não tem partido político, nem interesses partidários. Isso faz com que ele seja uma autoridade neutra e imparcial, que não se deixar influenciar por pressões ou favores de grupos ou partidos. Isso também faz com que ele possa representar todos os cidadãos de diferentes ideologias e origens, sem discriminação ou favoritismo.
Um benefício da neutralidade do monarca para o país é a forma como são feitas as indicações para os membros da suprema corte. O monarca tem o poder de indicar pessoas para a suprema corte, mas essas indicações devem ser aprovadas pelo senado. O critério para essas indicações é técnico e moral, e não político ou partidário (diferentemente do que ocorre no Brasil, onde muitas indicações de ministros para o STF são de pessoas com influência ou proximidade com o partido do presidente).
A Indicação através de um Monarca sem partido, assegura que a Suprema Corte (no Brasil podemos nos referir ao Supremo Tribunal Federal), seja formada por magistrados competentes e independentes, que possam julgar as questões constitucionais e jurídicas com imparcialidade e justiça. Em contrapartida, em sistemas republicanos, o presidente tem o poder de indicar pessoas para a Suprema Corte, mas essas indicações são feitas com base em critérios políticos ou partidários. Isso faz com que a Suprema Corte seja composta por magistrados alinhados ao presidente ou ao seu partido, que possam julgar as questões constitucionais e jurídicas com parcialidade e interesse. Isso compromete a separação dos poderes e o estado de direito.
O filósofo francês Benjamin Constant foi um dos defensores do poder moderador como uma forma de evitar os abusos e os excessos dos demais poderes. Segundo ele, o poder moderador deveria ser exercido por uma autoridade neutra e independente, que não tivesse interesses particulares ou partidários. Ele também afirmava que o poder moderador deveria ser limitado pela constituição e pela opinião pública.
Outros filósofos que defenderam a monarquia parlamentarista foram John Locke, Montesquieu e Alexis de Tocqueville. Eles argumentavam que esse sistema era mais adequado para preservar a liberdade, a separação dos poderes, o estado de direito e a democracia. Eles também destacavam as vantagens da cooperação entre o executivo e o legislativo, da alternância de poder entre os partidos e da participação popular na política.
Para provar que a monarquia parlamentarista é um sistema democrático, podemos citar alguns exemplos de países que adotam esse sistema e que estão entre os mais democráticos do mundo, segundo o índice de democracia elaborado pela revista The Economist. Esses países são: Noruega, Dinamarca, Suécia, Nova Zelândia e Holanda, Japão, Reino Unido e outros.
Também podemos citar dois exemplos de países da América que são monarquias parlamentaristas: o Canadá e a Jamaica. Esses países têm um alto grau de desenvolvimento humano, de liberdade civil e política, de respeito aos direitos humanos e de diversidade cultural. Eles também têm uma boa relação com os seus vizinhos e com a comunidade internacional.
A monarquia parlamentarista é um sistema de governo que combina as vantagens da estabilidade, da representatividade e da responsabilidade política. Esse sistema também conta com a figura do monarca como chefe de Estado e como poder moderador, que contribui para o equilíbrio e a harmonia entre os demais poderes. A monarquia parlamentarista é defendida por vários filósofos como uma forma de garantir a liberdade, a separação dos poderes, o estado de direito e a democracia. Além disso, a monarquia parlamentarista é adotada por vários países do mundo que estão entre os mais democráticos e desenvolvidos.
Portanto, podemos concluir que a monarquia parlamentarista é um sistema melhor do que outros sistemas de governo, como a república presidencialista ou a república semipresidencialista. A monarquia parlamentarista é um sistema que respeita a vontade popular, mas também preserva a tradição e a identidade nacional. A monarquia parlamentarista é um sistema que favorece a cooperação e o consenso entre os partidos e os poderes, mas também permite a alternância e a fiscalização do governo. A monarquia parlamentarista é um sistema que promove o desenvolvimento e a paz do país, mas também o respeito e a cooperação com os demais países. Por essas e outras razões, acreditamos que a monarquia parlamentarista é melhor.
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Fonte: Brasil Escola - https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/politica/a-monarquia-constitucional-parlamentarista-uma-boa-escolha.htm