Qual é o Primeiro Passo Para Identificar Uma Oportunidade? Como Ocorrem os Insights? O Que é um Brainstorming? Para o Que Serve o Crowdsourcing? Quais as Principais Ferramentas Para o Desenvolvimento de Novas Ideias?
Existem algumas ferramentas que podem ser usadas para geração de ideias a fim de alcançarmos a criatividade. Primeiramente, não podemos esquecer que tudo o que é inovador surge de uma ideia, constituindo-se no primeiro passo para a identificação de uma oportunidade real. Veremos a seguir algumas ferramentas para capturar insights e desenvolver novas ideias ([1]).
Ferramentas Para Capturar Insights
Primeiramente é preciso esclarecer o que seriam os tais “insights” para depois pensarmos em ferramentas que os identifiquem. O termo Insights vem do inglês in (dentro) e sight (vista), podendo ser entendido como a visão da alma. Diz respeito àquele momento em que, de repente, a luz aparece e dissipa as incertezas.
É como se, relacionando os objetos com os quais estamos em contato, conseguíssemos enxergar respostas que até parecem óbvias para nossos problemas. “Como não pensei nisso antes? ” O insight é um passo anterior à geração de ideias. A partir dele podemos avançar, melhorar o que pensamos e realmente desenvolver o que temos em mente.
Ferramentas Para o Desenvolvimento de Ideias
Com o objetivo de aprimorar as ideias, os autores acima citados apresentam mais cinco (5) ferramentas. Mais importante do que decorar o significado de todas essas ferramentas, é entender que são muitas as possibilidades de contribuir para o desenvolvimento criativo dentro das organizações. Vamos conhecer algumas delas.
Embora não sejam as únicas ferramentas existentes para a geração de ideias, essas são algumas das mais reconhecidas e podem trazer excelentes resultados para a solução de problemas e desenvolvimento de produtos e serviços que atendam às demandas de um mercado cada vez mais exigente.
Conceituando a Inovação
Se observarmos as declarações de “missão” empresarial, assim como as “visões” e os “valores” apontados por muitas organizações, identificaremos uma infinidade de citações sobre inovação para os clientes, acionistas, negócios, futuro da empresa, sobrevivência e crescimento. Isso nos aponta não só a importância como a necessidade da inovação no dia a dia das organizações.
A explicação é bastante simples: “se não mudarmos o que oferecemos ao mundo (bens e serviços) e como os criamos e ofertamos, correremos o risco de sermos superados por outros que o façam. Em última instância, é uma questão de sobrevivência – e a história é bastante clara a esse respeito; a sobrevivência não é compulsória! As empresas que sobrevivem são capazes de mudança focada e regular” ([2]).
Mas, falar sobre Inovação exige olharmos atentamente para a diferença entre invenção e inovação, uma vez que a inovação está vinculada a um ganho econômico. Em resumo, inovação não é simplesmente algo novo. É algo novo que traz resultados para a empresa. Ela é a exploração de uma nova ideia com sucesso, resultando em grande retorno.
Nesse sentido, inovação não deve ser vista somente como o desenvolvimento de um novo produto. Inovação pode também estar vinculada a novos modelos de negócio, mercados e serviços, a novas formas de gestão, ao desenvolvimento de uma marca, à criação de plataformas tecnológicas e, até mesmo, à formação de canais de distribuição (SCHERER; CARLOMAGNO, 2016, p. 15). Esses autores indicam três (3) pontos importantes sobre a prática da inovação:
Então, para atingirmos bons resultados com a inovação é preciso investir recursos (pessoais e financeiros) e em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Alguns países já perceberam isso mais que outros. Olhando dessa forma, fica a impressão de que apenas ações governamentais seriam necessárias para alcançar índices assim. É claro que políticas públicas e a boa vontade política são necessárias para que o país se destaque em P&D, mas em outros lugares as empresas se organizam em prol do P&D. E, conforme SCHERER; CARLOMAGNO, existem cinco (5) erros mais comuns dos inovadores nas empresas:
([1]) SCHERER, Felipe Ost e CARLOMAGNO, Maximiliano Selistre. Gestão da Inovação na Prática. 2ed. São Paulo: Atlas, 2016 [Minha Biblioteca]. Retirado de https:// integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597007121/
([2]) BESSANT, John, TIDD, Joe. Inovação e Empreendedorismo - Administração. 2009. [Minha Biblioteca]. Retirado de https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/ books/9788577805112
JULIO CESAR S. SANTOS
Professor, Jornalista e Palestrante. Articulista de importantes Jornais no RJ, autor de vários livros sobre Estratégias de Marketing, Promoção, Merchandising, Recursos Humanos, Qualidade no Atendimento ao Cliente e Liderança. Por mais de 30 anos treinou equipes de Atendentes, Supervisores e Gerentes de Vendas, Marketing e Administração em empresas multinacionais de bens de consumo e de serviços. Elaborou o curso de Pós-Graduação em “Gestão Empresarial” e atualmente é Diretor Acadêmico do Polo Educacional do Méier e da Associação Brasileira de Jornalismo e Comunicação (ABRICOM). Mestre em Gestão Empresarial e especialista em Marketing Estratégico
Fonte: Brasil Escola - https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/administracao/ferramentas-de-geracao-e-desenvolvimento-de-ideias-criativas.htm