O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) se caracteriza pela presença constante de manias, comportamentos repetitivos (rituais) e de pensamentos recorrentes e persistentes que acarretam em grande sofrimento e mal estar na vida da criança.
O TOC na infância aparece de forma gradual, atingindo a faixa etária dos 6 aos 11 anos de idade, podendo ser de origem ambiental (através do convívio diário com algum parente que manifeste o transtorno) ou devido á traços de personalidade inerentes da própria criança (extremamente perfeccionista, ansiosa, ou que almeje a constante aprovação dos outros).
No ambiente escolar, o TOC gera forte impacto na aprendizagem (com o declínio do rendimento acadêmico, dificuldades de atenção e concentração e, em casos mais extremos evasão escolar). No convívio diário da criança com os colegas, é comum ela passar a camuflar os sintomas do transtorno por receio de ser ridicularizada ou preterida pelo grupo.
Pais e professores também podem atentar-se á problemas dermatológicos nas mãos da criança (devido ás lavagens excessivas no local), além da aparição de lesões ou escoriações de pele (por coçar, esfregar, arranhar ou machucar constantemente a região).
Existem ainda, uma gama de comportamentos (rituais) manifestados pelo jovem ou pela criança, durante a rotina escolar que podem ser um sinal de alerta para educadores e profissionais da educação:
O TOC é um transtorno mental em que há tratamento. No caso de os professores observarem comportamentos repetitivos manifestados pela criança no âmbito escolar, o educador deverá conversar com os pais ou responsáveis deste aluno para que haja um acompanhamento profissional especializado a fim de tratar os sintomas, no intento de gerar uma maior qualidade de vida para a criança.
O tratamento consiste em intervenção psicoterapêutica, através da terapia cognitivo-comportamental que tem o objetivo de auxiliar o paciente a modificar os comportamentos aprendidos (rituais desenvolvidos atrelados ao TOC), de maneira a transformá-los em respostas ajustadas em seu dia a dia, e em suas atitudes. Em alguns casos, a mediação com fármacos se faz necessária. Desta forma, o familiar da criança deve leva-la ao psiquiatra para que este possa prescrever a medicação adequada de acordo com o seu quadro clínico.
Fonte: Brasil Escola - https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/toc-na-escola-seu-impacto-na-rotina-academica-aluno.htm