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A importância da atividade sociocultural para o idoso

Sociologia

Confira aqui a importância da atividade sociocultural para o idoso!

RESUMO

Enfatizar a importância da socialização e lazer para o idoso, a fim de mantê-lo ativo, sugere-se uma reflexão quanto a fase do envelhecimento e a reconstrução de um novo comportamento.

INTRODUÇÃO

Para se amenizar os efeitos do envelhecimento o idoso necessita se reeducar quanto ao lazer sociocultural nessa nova fase da vida. A responsabilidade pela conscientização desta mudança ficará por conta de um orientador especializado, da família e do próprio idoso, pois a importância do lazer nessa etapa lhe dará  qualidade de vida.

ACEITANDO O ENVELHECIMENTO

Uma conduta inadequada ao longo da vida quanto à socialização levará o idoso ao isolamento, a doenças e frustrações, seguindo o rótulo de que “Ser velho representa um afastamento do mundo social” Santos (1990, p.22). Nesse caso buscar o auxílio é essencial, pois ajudará o idoso a se reestruturar.

A colaboração do idoso nessa fase é importante, pois a aceitação da nova etapa da existência é relevante para compreender que as suas habilidades manuais e mentais já não são as mesmas, assim como a agilidade também se alterou. Ter uma postura modificada será o diferencial para ter uma qualidade de vida e dar mais anos a sua existência, Giubilei (1993, p.11) expressa seu conceito sobre idoso:

aquele que vê no amanhã a continuidade do trabalho do hoje, aquele que não fica à espera do descanso eterno, que vai à luta, que busca preencher os espaços da vida, que se vê como elemento útil à sociedade. Enfim, aquele que acredita e demonstra que tem experiências a serem relatadas e que, acima de tudo, é ainda capaz de grandes realizações.

Envelhecer não significa exclusão da sociedade, envelhecer é a chance de renovar-se, fazer novos amigos, conhecer novos lugares, ter atividades que lhe dão prazer, frequentar bailes para a 3ª. idade, ir a encontros de idosos no município é de grande valia, pois além de aprender, existe a troca de experiências, enfim a muito o que usufruir de uma forma mais descompromissada, com mais diversão e suavidade.

É tempo de se atualizar e sentir o gosto pela leitura, são várias as opções que não deixarão o cérebro definhar e irão estimular a concentração, o equilíbrio e certamente rever, refletir em suas atitudes, o ajudarão a se tornar uma pessoa mais harmoniosa.

Oferecer ao idoso várias opções de lazer como se fossem jovens, é afastá-lo da consciência do envelhecimento, portanto quanto mais relutar em aceitar a nova fase, mas difícil se tornará o convívio familiar e social.

COMPREENDO O ENVELHECIMENTO

A velhice não deve ser negada, deve ser compreendida e aceita pelo idoso e familiar. Por se tratar de um momento de perdas o idoso não poderá se isolar, a socialização é primordial para mantê-lo ativo.

Tanto o idoso quanto a família devem ter a consciência de que a fase do envelhecimento é a última etapa da vida, se deve então entender que o acolhimento, carinho e serenidade devem ser de ambas as partes. Segundo o autor Debert (1999)

o idoso deve se ajudar, cabe a ele ainda a responsabilidade pela sua vida, mudar e aceitar, se esforçar para o receber o novo também é sua obrigação.

É nesse período que o idoso muitas vezes sofre uma crise de identidade, que refletirá na sua autonomia, convívio social e interferindo na relação familiar. O idoso deve compreender a necessidade de se relacionar com o outro e com o mundo a fim de se reconstruir (Santana & Sena, 2003).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O prazer do idoso de se envolver em atividades que lhe tragam o bem estar é fundamental para a sua vida. É na fase do envelhecimento que acontecem as desordens psicológicas, a perda da funcionalidade, perda do parceiro e o afastamento da família.  Com a socialização o idoso se mantém ativo, por isso a importância das atividades sociais e culturais que gerem sentimentos positivos, para se evitar a depressão e a inutilidade do idoso.

REFERÊNCIAS

DEBERT, G. G. A construção e a reconstrução da velhice: família, classe social e etnicidade. In: NERI, A. L; DEBERT, G. G. (orgs.). Velhice e sociedade. Campinas- SP, Papirus, 1999 b.p. 41-68.

Debert, G.G. (1996). As representações sociais (estereótipos) do papel do idoso na sociedade atual. Em Ministério da Previdência e Assistência Social (Org.), Anais do I Seminário Internacional. Envelhecimento populacional: uma agenda para final de século. Brasília, DF.

GIUBILEI, S. Uma pedagogia para o idoso. A Terceira Idade – Sesc. São Paulo, ano V, junho 1993.

Santana, H. B. & Sena, K. L. (2003). O idoso e a representação de si. A Terceira Idade, 14(28), 44-53. 

Santos, M.F.S. (1990). Identidade e aposentadoria. São Paulo: Pedagógica e Universitária.


Publicado por: Claudia Mehler Bot

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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