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Ciência, Fé e Cura da Doenças Espirituais

Saúde

A fé faz com que o improvável, talvez mesmo o obscuro, seja aceitável, talvez até real.

Em A ciência (ou não) dos milagres[1], o físico Marcelo Gleiser afirma: ''em ciência, deve-se ver para crer, ou seja, somente após prova concreta, confirmada por grupos diversos de cientistas, pode-se afirmar que um fenômeno é real. Já em religião, ao menos na sua versão mais comum, é o oposto: deve-se crer para ver, ou seja, a fé faz com que o improvável, talvez mesmo o obscuro, seja aceitável, talvez até real''.

Com base no pressuposto acima, não tenho dúvida que fé e ciência devem andar juntas. Aparentemente, ambas caminham em direções opostas. Porém, uma explica a outra e se completam. Exemplifico: há coisas que a ciência pode explicar, outras não.  O mesmo ocorre com a religião.    

Não é novidade que todo e qualquer distúrbio de natureza emocional tem origem no perispírito [1], que ''une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro, o Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode, acidentalmente, tornar-se visível e mesmo tangível, como ocorre no fenômeno das aparições'' (2008, pág.15).

Por isso, é fundamental o equilíbrio das emoções. Dessa forma, o hábito de orar e atitudes - éticas e cristãs - no dia-a-dia, são essenciais para o bem-estar de cada um. Por quê? Explica Gerber [2]: ''Nossos corpos de energia sutil desempenham um importante papel na manutenção da nossa saúde. (...) As doenças se manifestam no corpo físico depois que as perturbações de energia já tiverem cristalizado nos padrões estruturais sutis dos corpos de frequências superiores. Uma das melhores maneiras de corrigir disfunções nos corpos sutis é a administração de doses terapêuticas de energias sutis de frequências específicas na forma de remédios vibracionais'' (1988, pág. 197).

Sem dúvida, a oração mais a prática atitudinal ético-cristã, funcionam como valiosos recursos espirituais que promovem o equilíbrio da energia sutil[2] de cada indivíduo. Ou melhor, despertam a homeóstase[3]. A prece está para o doente, assim como, as sinapses para os neurônios do cérebro. Através dela [oração], o ser cria em torno de si um espectro energético favorável à cura espiritual que, de acordo com Gerber, atua nos níveis físico e etérico e corrige desequilíbrios nos níveis emocional, mental e espiritual superiores.  

Elucida Kardec [3]: ''O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé colocada em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos que antigamente eram qualificados como milagres'' (1997, pág. 216). Afirma Leadbeater [4]: ''Que infunde o magnetizador ao paciente? Fluido nervoso ou também vitalidade, ou ambas as coisas ao mesmo tempo. Se o paciente está tão sumamente débil e esgotado que é incapaz de especializar a vitalidade, o magnetizador pode ministrar-lhe a necessária, infundindo-lhe a sua nos trêmulos nervos, para o enfermo recuperar rapidamente a saúde. Esse processo é análogo ao da nutrição'' (1995, pág. 86 e 87).

Em uma palavra, o equilíbrio energético é a diferença fundamental entre a vida e a morte do paciente. Finalmente, a fé à luz da razão, a vivência evangélica e o conhecimento científico, funcionam como um tripé de forças na cura de doenças cuja origem é energética.       

Referências:

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Araras, IDE, 2008.

GERBER, Richard. Medicina Vibracional: Uma Medicina para o Futuro. São Paulo, Cultrix, 1988.

KARDEC. Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. São Paulo, Petit, 1997.

LEADBEATER, Charles Webster. Os Chakras. São Paulo, Pensamento, 1995.


[1] Jornal Folha de S. Paulo, de 4/12/2005, caderno Ciência.

[2] Energias que frequentemente existem fora da estrutura/tempo comum ou positivo. A energia magnetoelétrica, que se desloca mais rápido do que a luz, é um exemplo de energia sutil. 

[3] Processo de regulação pelo qual um organismo mantém constante o seu equilíbrio e seus benefícios são estendidos ao corpo físico.


Publicado por: RICARDO SANTOS

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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