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O que você fala, sua eficácia e a criação de sua realidade.

Psicologia

O que você fala, sua eficácia e a criação de sua realidade, pessoa consciente e responsável, postura de vítima, pessoas pró-ativas, sujeito responsável e diretor de sua peça.

Uma pessoa consciente e responsável age a partir um referencial interno baseado em princípios, valores e objetivos. Sua ações são assumidas como escolhas próprias e não colocadas como conseqüência de ações de outros. Em conflitos inter-pessoais, seja o que for que aconteça, seja dito ou qual seja a atitude de outra pessoa, ela age a partir de seus princípios e escolhas. Não se sente vítima de uma situação. É a sua própria atitude que determina o resultado.

Ela não permite que mágoas e ressentimentos afetem o seu rumo e suas ações, pois tem a capacidade de escutar, compreender e assimilar, na medida que seu interlocutor permita dar e receber feedback específico e direcionado ao comportamento. É capaz de se reestruturar, enfatizando o aprendizado e os aspectos positivos relacionados à situação e ao todo, sem perder o foco nos objetivos. Quando não consegue, reconhece suas fragilidades internas e busca ajuda. Assim, ao invés de sentir-se vítima tem o bom senso de fazer escolhas de forma produtiva visando atingir os objetivos.

Conscientes de que sua maneira de falar expressa uma atitude e que estas palavras produzem efeitos, procuram evitar expressões como “o que tu fazes provoca, causa, gera isto ou aquilo em mim ...", “você me fez sentir deprimido...” , “você me fez dizer aquilo, você me fez fazer tal coisa...”.

Estas expressões demonstram que está concedendo ao outro um poder que é seu. Assim colocando-se numa postura de vítima, de quem apenas reage ao que os outros fazem e supostamente não tem poder de mudar. Sabem que assumir a responsabilidade traz o poder e a liberdade sobre suas ações.

Mesmo quando você diz: “você fez ele se sentir deprimido...”, “você fez ela dizer aquilo, você fez ela fazer tal coisa...”, isto mostra que você acredita que uma pessoa pode ser responsável pela outra, e você estará sujeito confundir as coisas, atribuindo a outro a responsabilidadede alguém e assumir uma postura de salvador, entrando num rolo sem necessidade.

Pessoas pró-ativas sabem que falar autenticamente do que sentem é ecológico e costuma ser melhor recebido pelo interlocutor. E que não tem o direito de falar de intenções e motivações de outros, pois não tem o poder de ler suas mentes. Pressupor geralmente provoca conflitos, por ser uma atitude invasiva e desrespeitosa, já que muitas vezes o que é imaginado não corresponde ao que moveu a pessoa àquela ação. embora possa ser mais conveniente para ela acreditar nisto. Por isto costumam usar a expressão “eu me sinto.... quando você faz... “, ou “eu reagi ou fiz determinada coisa” pode colocar-se como sujeito, responsável e diretor de sua própria peça.

Pessoas pro-ativas evitam usar expressões "você é...” "você tem que", "você deve", que denotam uma posição de quem se coloca no lugar de julgar, rotular e fazer afirmações sobre a subjetividade dos outros. Ao invés disto perguntam e deixam o outro falar livremente e se dispõe a escutar empaticamente. Ao dizer algo se dispõe a ouvir a resposta seja qual for. Embora isto não seja fácil, existe uma metodologia que pode ser aprendida e que bem aplicada tende a criar condições para um bom relacionamento entre casais, famílias, educadores, alunos e times de trabalho.


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palestras@sabbi.com.br


Publicado por: Deroní Sabbi

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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