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Depressão em exponencial crescimento

Psicologia

Você sabia que em 2030, segundo a OMS, a depressão será ainda mais comum e a principal das doenças mentais em prevalência? Confira!

Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem.
Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!
Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!
Deepak Chopra

Muitas pessoas nem se dão conta do papel das emoções na prevenção e na cura das doenças, pois saúde não é simplesmente ausência de dor, é um conceito amplo que envolve bem-estar, qualidade de vida, autoestima e capacidade de amar. Você acredita que o estresse pode arrasar o seu sistema imunológico? Sabe que somos capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos? Afinal, cientificamente já está comprovado que nossas células estão constantemente sendo modificadas por nossos pensamentos.

A depressão é uma das principais causas de ônus entre todas as doenças. Em 2030, segundo a OMS, ela será ainda mais comum e a principal das doenças mentais em prevalência. Vivemos uma espécie de epidemia e a maioria nem sabe que tem. Denominada também por Melancolia sempre existiu e atinge todas as faixas etárias, raças, sexos e religiões. Pior ainda é que em casos graves pode levar à morte, por doenças ou suicídio. A alta incidência está associada à ausência de profilaxia (início de vida): instabilidade e precariedade nas relações estruturantes do psiquismo, ou seja, a forma de fazer depressão de cada indivíduo dependerá de sua resiliência psíquica (fatores biológicos de sua constituição, como do grau de coesão do ego, e ainda da capacidade psíquica/emocional de elaborar o sofrimento).

Vivemos uma época de avançada tecnologia, esvaziamento afetivo e esgarçamento dos vínculos: piora em muito o quadro quando familiares nem notam a gravidade do sofrimento e o pedido desesperado de cuidado. Portanto, identificada à demanda busque encaminhar urgente o indivíduo ao tratamento especializado, pois muitas vezes ele nem se dá conta de fazê-lo por si mesmo.

Segundo Freud, a diminuição dos sentimentos da autoestima é a característica que diferencia a depressão patológica do luto normal, podendo chegar ao extremo incorrendo em auto recriminações e expectativa delirante de punição. Portanto, é importante não confundir tristeza passageira ou luto normal com a depressão patológica. Esta última se diferencia por ultrapassar os limites, tanto em duração como em intensidade, infelizmente, muitas vezes o indivíduo nem sabe nomear qual foi “a última gota d’água” que fez com que ele transbordasse em padecimento mental, muitas vezes até com sintomas físicos debilitantes. Reforço que as perdas fazem parte da vida e o como vivencia-las psiquicamente é que faz a grande diferença em saúde mental. Sobretudo, o desenvolvimento se faz por sucessão de perdas e ganhos, portanto, se há que largar para poder agarrar, assim o velho abre espaço ao novo. Concluindo, as perdas são necessárias.

Os tratamentos psicológicos e farmacológicos são eficazes em resultados e é melhor o prognóstico quanto antes se iniciar e fazer adesão ao processo, pois há um desequilíbrio bioquímico decorrente do círculo vicioso da tensão resultante dos conflitos psíquicos que incorrem em sintomas até somáticos (corpo). Como diz o ditado popular: - “Quando a cabeça não funciona o corpo padece”.

Desejo a todos que priorizem sua mente e invistam em saúde mental. A vida somente tem sentido se você der sentido à sua vida!!!

Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.
Shakespeare

Bibliografia

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PINHEIRO, Teresa. Café Filosófico CPFL Narcisismo e depressão: “o olhar do outro define quem eu sou”. Acesso em: 30 Junho 2015.

PINHEIRO, Teresa. Escuta psicanalítica e novas demandas clínicas: sobre a melancolia na contemporaneidade. Disponível em: Psychê online 2002, vol. VI, núm. 9, 2002, pp. 167-176 Universidade São Marcos São Paulo, Brasil. Acesso em: 30 Junho 2015.

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SILVA, M. A. D. Quem ama não adoece: o papel das emoções na prevenção e cura das doenças. Círculo do Livro: Editora Best Seller, 21ª edição, 1999.

ZIMERMAN, David E. Manual de Técnica Psicanalítica uma re-visão, Porto Alegre: RS: ARTMED Editor, 2004.

Por Eliane Pereira Lima
Especialista em Psicologia Clínica, Organizacional e do Trabalho
Psicologia - Psicanálise
CRP 06/43457
Crianças - adolescentes – adultos


Publicado por: Eliane Pereira Lima

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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