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AS DUAS GRANDES GUERRAS MUNDIAIS: O LEGADO TECNOLÓGICO

História Geral

As tecnologias desenvolvidas no período das guerras mundiais e os objetos que usamos no dia a dia que advém desses conflitos.

RESUMO

O presente artigo visa mostrar o lado "bom" das Guerras Mundiais, se é que podemos dizer que as guerras tenham um lado bom, os avanços tecnológicos que foi desenvolvido graças a esses conflitos e que, na sua grande maioria, foram aprimorados na Guerra Fria. Visa também mostrar que além da dor, da destruição e do caos instaurado pela guerra, podemos tirar algo de bom para o nosso proveito cotidiano. Esse artigo tem como relevância mostrar que pequenas coisas do nosso dia a dia, como o absorvente feminino, ou até mesmo o avanço na medicina, que ganhou destaque durante os conflitos mundiais e que foram graças a esses conflitos que obtivemos grandes avanços tecnológicos na aviação, na marinha e no cotidiano civil.

Palavras-chave: Guerra Mundial; Tecnologia; Avanço cientifico.

1. INTRODUÇÃO

As Guerras Mundiais ganharam grande destaque por atingir direta e indiretamente todos os países do globo terrestre, tomando proporções jamais vistas na história da humanidade. Se por um lado a guerra devastou cidades e matou milhões de pessoas, por outro lado tivemos o  desenvolvimento tecnológico e cientifico, que ocorrera naquele período, influenciando assim a todos mais tarde. Houve avanço cientifico tecnológico tanto para fins militares, como o aprimoramento e criação de armas, quanto para a população civil como o avanço na medicina e o desenvolvimento dos antibióticos, até aparelhos que usamos no nosso cotidiano diário.

O presente artigo visa, mostrar que quase todas as tecnologias que usufruímos hoje em dia teve origem no desenvolvimento tecnológico na guerra. Sim as guerras mundiais mudaram o ponto de vista da população, dos envolvidos, dos aliados, dos inimigos e dos cientistas. Ninguém imaginaria que o homem criaria uma arma de destruição em massa em 1900, mas hoje temos a certeza de que se o homem quisesse poderia extinguir a vida no globo terrestre. A tecnologia acompanha o homem desde os primórdios da civilização, podendo ser compreendida como um conhecimento prático derivado quase que exclusivamente do desenvolvimento do conhecimento teórico e cientifico através de processos acumulativos e progressivos. Podemos até dizer que o desenvolvimento tecnológico teve e tem um impacto social que poderá alterar os padrões de vida da humanidade, onde seu caráter pode ser definido pelo uso. Por exemplo ninguém imaginaria que a mesma energia utilizada para destruir uma cidade inteira como Hiroshima, pode ser usada para gerar energia limpa, apesar dos riscos de radiação.

Sim a guerra e a tecnologia caminham lado a lado e é nesse ponto que o presente artigo tem seu foco, nas tecnologias que se originaram dentro desses conflitos mundiais, onde hoje em dia, quase ninguém faz ideia de que a triagem que temos hoje nas emergências hospitalares advém da Primeira Guerra, assim como o fusca foi um projeto de carro popular proposto por Hitler antes da guerra.

O principal objetivo desse artigo é abordar as tecnologias desenvolvidas no período das  guerras mundiais e os objetos que usamos no dia a dia que advém desses conflitos, apenas reforçando que muitas dessas tecnologias foram aprimorada durante a Guerra Fria. A corrida espacial só ocorreu por aprimoramento de aparelhos cujos protótipos foram desenvolvidos na Segunda Guerra por exemplo, mas ficaria um assunto quase que impossível de listar conjuntamente se fossemos falar de todas as tecnologias desenvolvidas ao longo de todas as guerras que a civilização passou, pois a cada novo conflito se desenvolve uma nova arma, uma nova estratégia de guerra.

A Primeira Guerra Mundial,  foi movida pela disputa colonial, onde os países industrializado  buscavam novos mercados para a venda de seus produtos, acabando por disputar colônias na África e Ásia. A tensão mais eminente era entre a Inglaterra e a  Alemanha, porém também começou a surgir em varias regiões da Europa os movimentos nacionalistas, que queriam se agrupar sob um mesmo Estado os povos de raízes culturais semelhantes. Muitos dos aperfeiçoamentos bélicos e criações foram testadas nesse conflito, mas o que mais marcou foram as armas químicas, pelo sofrimento que causava naqueles que a inalavam, tornando-se uma arma letal e cruel, onde o soldado inimigo sofria uma morte dolorosa e sofrida.

A Segunda Guerra Mundial, nada mais é que a continuação da Primeira Guerra, uma vez que Alemanha saiu prejudicada no Tratado de Versalhes, levando toda a culpa pelo conflito mundial. Todavia o líder político Adolf Hitler soube despertar o sentimento de revolta que existia no povo alemão, apelando para um forte sentimento nacionalista, que pairava ainda no ar, fortalecendo assim o Estado Nazista. No segundo conflito o poder de fogo bélico é maior que no primeiro, pois na Primeira Guerra, muitas das criações bélicas como o tanque de guerra eram colocados pela primeira vez em um campo de batalha. Houve também no final do conflito o uso de uma arma nuclear com consequências catastróficas, que é sentida até hoje, sejam nos descendentes que ficaram na região atingida, ou seja no clima de terror e o pânico que se instaurou só de pensar em usa-la novamente.

Após os conflitos mundiais sofremos como uma guerra jamais declarada mas que arrancou medo de muitos governantes. A Guerra Fria durou quase cinquenta anos e tinham apenas dois blocos os capitalistas e os socialistas, onde o embate foram nas corridas armamentistas e aprimoramento de armas e tecnologias desenvolvidas nas duas guerras mundiais. Pode-se dizer que a guerra fria é uma herança da Segunda Guerra, pois como o uso da arma nuclear os Estados Unidos se mostrou um país de extrema supermacia e poder, o que incentivou os Soviéticos a mostrarem que também poderia se igualar aos norte-americanos nessa luta.

Logo deve-se apresentar o seguinte artigo distribuído de forma sucinta e clara. Discorreremos sobre a Primeira Guerra Mundial, mostrando o conflito em si, no qual foi movido pela disputa colonial dos países desenvolvidos sobre os países subdesenvolvido, ou seja uma disputa mercantil. Abordaremos a Segunda Guerra Mundial um conflito que não deixa de ser consequência do primeiro. Conceituarei o que é tecnologia e colocarei a relação entre tecnologia e a guerra. Sendo que as tecnologias são tão antigas quanto à raça humana, que para falar a verdade foram à criatividade humana que deu origem as tecnologias. Logo ateemos as tecnologias de guerra antes do conflito mundial e, logo após as tecnologias durante os conflitos separados por ordem cronológica. Falaremos da herança tecnológica gerada nas guerras que usamos no nosso dia a dia. E por fim discutiremos sobre o aperfeiçoamento e os feitos que foram alcançados na Guerra Fria, que nada mais é que uma herança da Segunda Guerra Mundial.

2. OS MOTIVOS QUE VIERAM POR DEFINIR A DUAS GRANDES GUERRAS MUNDIAIS  

Segundo Antonio Gasparetto Junior (2010), o conceito de Guerra Mundial é, “um conflito capaz de afetar todos os países de alguma maneira”. Entretanto nunca houve de fato uma guerra que envolvesse todos os países, mas o envolvimento de países de grande potencial no planeta gera consequências econômicas e políticas que afetam a ordem mundial. Ainda segundo Junior, o conceito de Guerra Mundial é:

[...] algo que carrega em si o estigma da contemporaneidade, a expressão é bem aplicada para os tempos de globalização. A humanidade já passou por inúmeras guerras, de pequena ou grande escala, desde a História Antiga até os dias atuais, mas os momentos da história humana determinaram a repercussão dos conflitos. É claro que toda guerra tem como consequência invariável os prejuízos humanos, econômicos, sociais e políticos, mas a dimensão que assumem está muito atrelada ao seu momento histórico. (JUNIOR, 2010)

No inicio do século XX, havia certo clima de tensão e rivalidade entre as grandes potências européias.  Entre os fatores que contribuíram para essa tensão de conflitos podemos destacar: a disputa colonial, onde se buscavam novos mercados para a venda de seus produtos, os países industrializados acabavam por disputar colônias na África e Ásia; a concorrência econômica, os grandes países dificultavam a expansão econômica dos países concorrentes, esse conflito foi bastante intenso entre a Inglaterra e Alemanha; a disputa nacionalista, no qual surgiram em varias regiões da Europa os movimentos nacionalistas, que queriam agrupar sob um mesmo Estado os povos de raízes culturais semelhantes. Esses fatores deram um clima de guerra eminente, começando assim a corrida armamentista e a união de grandes potências em tratados de aliança, cujo objetivo era somar forças para então enfrentar as potências rivais. Em 1907 existiam dois grandes blocos, a Tríplice Aliança que era formada pela Alemanha, Áustria e Itália e a Tríplice Entente no qual era formada pela Inglaterra, França e Rússia. A tensão entre esses blocos foram se agravando, onde qualquer incidente serviria de estopim para declarar guerra. Estopim esse que foi causado com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando herdeiro do trono austríaco, em 28 de junho de 1914, na cidade de Saravejo por um estudante pertencente a unidade nacionalista que era apoiado pelo governo sérvio (COTRIM, 2002).

Em 28 de julho de 1914 a Áustria declara guerra a Sérvia, e em 1º de agosto a Alemanha declara guerra a França e a Rússia; logo em seguida em 5 de agosto a Inglaterra declara guerra a Alemanha. A guerra durou cerca de quatro anos e contou com novas armas utilizadas em combates como: lança-chamas, metralhadoras, projéteis explosivos, além de incorporarem o uso do avião e do submarino como recursos militares. A primeira guerra ficou conhecida como guerra das trincheiras, onde cada lado procurava garantir suas posições. Em 1917 a marinha alemã utilizava seus submarinos para afundar navios de países neutros alegando que estes transportavam alimentos para os inimigos. Entretanto ambos os lados já estavam desgastados e famintos, quando a Alemanha atacou os navios norte-americanos, e criou o bloqueio marítimo impedindo o fornecimento de armas americanas aos países aliados os Estados Unidos resolveu intervir na guerra em 6 de abril de 1917 (COTRIM, 2002). 

Segundo Antônio Pedro (1995), em 11 de novembro de 1918 a Alemanha assinou o armistício incondicional com as forças da Entente, onde acabou em uma situação bastante desvantajosa, tendo que pagar uma enorme indenização em dinheiro aos países vencedores; devolver a região da Alsáci-Lorena à França; perdeu boa parte do território par Polônia, Bélgica e Dinamarca; entregou quase toda sua frota de navios mercantes para a França, Inglaterra e Bélgica.

Segundo Gilberto Cotrim (2002), os vencedores da Primeira Guerra impuseram várias medidas aos países derrotados, através do Tratado de Versalhes. Os alemães por sua vez consideravam essas medidas humilhantes e duras. Porém a Alemanha estava passando por uma grave crise socioeconômica, que segundo Cláudio Vicentino e Gianpaolo Doringo (2013) essa crise foi consequência da crise de 1929. Ainda segundo Vicentino e Doringo (2013) “a reação às condições de paz acabaram por disseminar um forte sentimento nacionalista, culminando no totalitarismo nazifacista”. Logo, segundo Cotrim (2002), o líder político Adolf Hitler soube despertar o sentimento de revolta que existia no povo alemão, apelando para um forte sentimento nacionalista, fortalecendo assim o Estado Nazista. Todavia segundo Vicentino e Doringo (2013) “a política de apaziguamento, adotada por alguns lideres políticos do período entreguerras e que se caracterizou por concessões para evitar um confronto, para garantir a paz internacional”.

A Guerra Civil Espanhola (1936-1939), onde morreram cerca de um milhão de pessoas deu o poder ao general golpista Francisco Franco, que pôs o fim a República Socialista Espanhola, permitindo assim a Hitler e Mussolini testarem seus novos armamentos produzidos pelas indústrias bélicas, assim sendo ficou consolidada a nova aliança chamada de Eixo Berlim-Roma. Mais adiante com a entrada do Japão no conflito a aliança passou a ser chamado Eixo Roma-Berlim-Tóquio, onde os três países assinaram o pacto anti-komintern, para combater o comunismo internacional (VICENTINO e DORIGO, 2013).

A Segunda Guerra Mundial envolveu em um total de 58 países. Em 1º de setembro de 1939 a Alemanha sem a prévia declaração de guerra invadiram a o oeste Polonês seguidas pelas tropas russas ao lado leste. Dois dias depois a invasão a Polônia a Inglaterra e a França declaram guerra à Alemanha, dando inicio assim a Segunda Guerra Mundial. Logo após invadir a Polônia  as tropas alemãs dominaram facilmente a Dinamarca em 9 de abril de 1940, a Holanda em 15 de maio de 1940, a Bélgica em 28 de maio de 1940, a Noruega em 10 de julho de 1940 e a  França em 14 de julho de 1940 (COTRIN, 2002).

A Itália, a Alemanha e o Japão até 1942 dominaram a guerra, conquistando grandes e estratégicas regiões européias, africanas e asiáticas. Entretanto a batalha de Stalingrado, batalha em que os alemães queriam conquistar os soviéticos, no final de alguns messes levou a aniquilação de um grande numero da ofensiva alemã. Levando assim ao grande avanço soviético contra a Alemanha, formando-se assim a primeira frente de luta dos aliados, que marchariam pouco a pouco rumo a Berlim. A Segunda frente ocorreu quando aliados do exercito anglo-americano derrotou as tropas do Eixo na Batalha de El Alamein, no Egito em 1943, possibilitando assim o controle do Mediterrâneo, possibilitando o desembarque na Itália. Em setembro de 1943 após a queda de Mussolini o país se rendeu e no mês seguinte declarou guerra a Alemanha. No dia 6 de junho de 1944 a força aliada criou a terceira frente de batalha, no qual o desembarque ocorreu na Normandia norte da França, esse dia ficou conhecido como Dia D. Logo após Paris era libertada, enquanto marchavam em direção a Alemanha. A frente leste que era composta pelos soviéticos foram os primeiros que chegaram a Berlim, e em 1º de maio de 1945 a bandeira vermelha foi hasteada no alto do Reichstag, antigo Parlamento alemão. Poucos dias antes da rendição final Hitler cometeu suicido e Mussolini foi assassinado por populares em Milão (VICENTINO e DORIGO, 2013).

No oriente a guerra prosseguiu por mais quatro messes, até a rendição japonesa até setembro de 1945. Em uma demonstração de seu poderio militar os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas em território japonês, a primeira no dia 6 de agosto na cidade de Hiroshima e a segunda no dia 9 de agosto na cidade de Nagasaki. Segundo o presidente dos Estados Unidos Harry Truman a bomba atômica foi utilizada para apresar a rendição japonesa que ocorreu no dia 2 de setembro de 1945. Todavia para muitos analistas o uso da bomba foi um crime de guerra dos Estados Unidos cujo objetivo era impressionar a União Soviética e a marcar sua política (COTRIN, 2002).

Segundo Gilberto Cotrim (2002), pode-se dizer que a maior guerra realizada na história humana foi sem sombra de duvida a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que houve mais de 55 milhões de mortos, cerca de 35 milhões de feridos e 190 milhões de refugiados. Aproximadamente 6 milhões de judeus foram brutamente exterminados em câmaras de gás e fornos crematórios nos campos de concentração de Auschwitz, Chelmo, Belzec, Sobibor e Treblinca. Também, Segundo Cláudio Vicentino e Gianpaolo Doringo (2013), foram aperfeiçoadas técnicas militares de destruição e junto com os instrumentos de guerra somam-se os novos foguetes e tanque, novos radares, o avião a jato, navios porta-aviões e a bomba atômica.

3. A TECNOLOGIA

Segundo o dicionário, a palavra tecnologia é a ciência cujo objeto é a aplicação do conhecimento técnico e cientifico para fins industriais e comerciais. Também é um conjunto de termos técnicos de uma arte ou uma ciência. Segundo Dantas (2000), esse conjunto de conhecimentos técnico e científico está presente desde a descoberta da primeira ferramenta que foi aprimorada após algum tempo, onde partir dela foram feitas outras ferramentas específicas.

Entretanto em diferentes momentos a história da tecnologia vem registrada junto com a história das técnicas, do trabalho, e da produção do ser humano. O homem se diferencia o homem do animal é que o primeiro descobriu que não tem somente o corpo como instrumento, mas aprende que é capaz de criar extensões inéditas para que seus membros possam agir no meio de maneira cada vez mais eficiente. A tecnologia existia muito ante dos conhecimentos científicos, portanto quando não auxiliada pela ciência, foi capaz de inúmeras vezes, cria estruturas e instrumentos complexos. Logo no último milhão de ano, o homem introduziu significativas modificações aos instrumentos, convertendo-se em uma criatura biológica e culturalmente mais refinada, com isso os produtos de seu talento foram tornando-se cada vez mais funcional e ganhando em qualidade (VERASZTO. ET alt, 2008).

A tecnologia é compreendida como um conhecimento prático derivado exclusivamente do desenvolvimento do conhecimento teórico e cientifico através dos processos acumulativos e progressivos, onde as teorias cada vez mais amplas substituem as anteriores. Por tanto temos certas tecnologias são mais adequadas a uma forma de vida do que outras, mas não significa que todas as alterações processadas nas nossas formas de vidas sejam predeterminadas de forma inevitável pelo desenvolvimento tecnológico. Podemos dizer que o desenvolvimento tecnológico terá um impacto social que poderá alterar nossos padrões de vida, onde seu caráter pode ser definido pelo uso. Também podemos citar que na medida em que mudamos os padrões a tecnologia começa a criar nova rota desenvolvimento, portanto trabalhamos com algo dinâmico, onde hoje o que é de ponta amanhã pode ser obsoleto, exigindo sempre novos procedimentos e conceitos para inovar (VERASZTO. ET alt, 2008).

Segundo Cruz (2014), nós desconhecemos a tecnologia, razão que nos leva a julgá-la de maneira inadequada. A tecnicidade, ou seja, a essência da tecnologia, deve ser  concebida, como um modo de relação do homem com o mundo (ao lado do estético, do religioso etc.), que caracteriza a maneira com que fomos aprendendo a lidar com a natureza. Assim, segundo o engenheiro francês Simondon, faltar-nos uma educação tecnológica desde a infância que nos ajudasse a nos colocarmos no mundo no mesmo nível que as máquinas, elevando-nos em nossa cultura, segundo as possibilidades oferecidas por elas.

[...] A tecnologia, de tão presente em nossas vidas, costuma apresentar-se como se transparente. Com efeito, desde as máquinas que facilitam o nosso dia-a-dia, até as técnicas que tornam a cura de doenças mais eficaz, a tecnologia está por toda parte. Que diabos, no entanto, é de fato a tecnologia? Ela é passível de ser socialmente controlada ou se desenvolve de maneira automática e autônoma? Ela é neutra, estando imune a valores sociais, ou, ao contrário, incorpora-os, alterando-se em função dos valores específicos que a moldam?[...] (CRUZ, 2014, p.601)

Logo devemos ter o cuidado na análise crítica da tecnologia que deve ser, então, o de buscarmos sempre nos despir de nossas pré-concepções, de modo a não tomarmos como certo, aquilo que é de origem múltipla, local ou circunstancial (CRUZ, 2014). A tecnologia, por sua vez, consiste em uma técnica de base científica, em um sentido que precisaremos mais adiante. No que se tratar em técnica, o que está em jogo consiste na produção de algo artificial, em um pressuposto objetivo e preciso. A tecnologia, entretanto requer o saber cientifico, onde na produção técnica os elementos são vistos como recursos, que não são apreciados por suas qualidades (CUPANI, 2004).

Se a técnica acompanhou (e possibilitou) o desenvolvimento da humanidade ao longo da maior parte da história, o surgimento da tecnologia foi condição de uma aceleração do progresso humano. Isso se deve a que a inovação é, dentro da técnica pré-científica, um processo dificultado pela inércia da vida tradicional (CUPANI, 2014, p. 496).

A tecnologia é o modo moderno de o homem lidar com o mundo, um “padrão” característico e limitador da existência à vida cotidiana. A análise da tecnologia por parte das ciências sociais, por sua vez, parece inconclusiva, pois a complexidade dos fenômenos sociais, em que a tecnologia está inserida, faz que toda teoria seja, apesar de precisa, ambígua. Devemos reconhecer na tecnologia um fenômeno básico, que tem sua chave na existência dos dispositivos que nos fornecem os produtos, ou seja, os bens e os serviços, podendo ser um aquecedor elétrico, que nos dá calor, ou um automóvel, que nos permite deslocamento rápido, ou até mesmo um aparelho de televisão, que coloca ao nosso alcance informação e diversão (CUPANI, 2004).

Segundo Cupani (2004), o avanço científico contém a sua aplicação nas finalidades práticas, onde são imprescindíveis para que exista a maioria das invenções tecnológicas, mas a ciência, por si mesma, não pode fornecer um rumo nem mesmo explicar por que a tecnologia tem chegado a ser um modo de vida. O sonho de uma vida humana menos penosa e mais rica tem se transformado em uma cultura que tem visado apenas o lazer derivado de consumir cada vez mais produtos tecnológicos. Respondendo à nossa impaciência com coisas que exigem muitos cuidados e reparação, também ao nosso desejo de fornecer aos nossos filhos o melhor desenvolvimento, e à vontade de adquirir bens que inspiram respeito.

3.1. AS TECNOLOGIAS E A GUERRA

Segundo Kenski (2007), as tecnologias são tão antigas quanto à raça humana, na verdade foram à criatividade humana que deu origem as tecnologias. Desde o inicio dos tempos, o domínio de determinados tipos de tecnologia ou até mesmo de certas informações acabaram por distinguir os seres humanos. Onde a tecnologia é o poder, na Idade da Pedra, por exemplo, a água o fogo e até mesmo um pedaço de pau ou osso de algum animal eram utilizados para matar, dominar ou afugentar animais ou mesmo outros homens que não tinham os mesmo conhecimentos e habilidades.

A partir daí novas tecnologias foram sendo criadas, não mais para a defesa, mas para o ataque e dominação, onde a posse de equipamentos mais potentes abriu uma porta para a organização de exércitos que subjugavam outros povos por meio das guerras de conquista. Logo em um momento revolucionário os homens primitivos deixaram de lado seus machados de madeira e pedra e passaram a usar lanças e setas de metal para guerrear, os homens começaram a fazer uso de animais adestrados, como os cavalos, para guerrear. Todavia barcos e canoas foram substituídos por caravelas e navios, assim sucessivamente, com o uso das inovações tecnológicas o ser humano buscava ampliar seus domínios e acumular casa vez mais riquezas (KENSKI, 2007).

Ainda segundo Kenski (2007), essa relação não mudou nada até hoje, onde as grandes potências se preocupam em manter e ampliar seus poderes econômicos e políticos, gastando grande parte de seus orçamentos na pesquisa de inovações que garantam a manutenção de suas supremacias.

Em muitos casos, é na pesquisa e produção de novos armamentos e equipamentos militares que os órgãos de defesa dos países desenvolvidos descobrem (algumas vezes acidentalmente, mas nem sempre) usos domésticos para os mesmos produtos, Dos centros de pesquisa, essas invenções migram para o uso ampliado em nossas casas e alteram nossas vidas (KENSKI, 2007, p. 16).

As concepções de guerra e as relações de poder que envolvem o conhecimento e as inovações tecnológicas ampliaram-se tremendamente nos últimos anos (KENSKI, 2007).  Segundo Fernandes (2013) o desenvolvimento da indústria química, do século XIX, o uso do armamento químico não convencional começou ser testado paulatinamente. A primeira vez que esses gases foram usados, foi na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Os gases mais usados na guerra foram o gás de cloro, o gás de mostarda, e o gás de fosgênio. Os gases eram lançados contra as trincheiras inimigas, onde ficara os soldados inimigos, ao longo da guerra foram empregadas várias formas de lançá-los, a principal era a produção de nuvens gasosas a favor do vento que iam em direção às trincheiras inimigas.

O químico alemão Fritz Harber (1868-1934), que ganhou o Nobel de química em 1918, foi um dos principais desenvolvedores dos gases tóxicos usados na Primeira Guerra. Tendo Harber como aliado científico, o exército alemão proporcionou à história das guerras uma das mais terríveis cenas de mortes em massa, na cidade de Yprès, na Bélgica. Os alemães lançaram nessa cidade cerca de 22.000 cilindros contendo 160 toneladas de gás de cloro contra as tropas aliadas, no dia 22 de abril de 1915. Cerca de 5.000 soldados morreram em menos de cinco minutos e outros 2.000 pereceram dias depois por causa dos efeitos colaterais do ataque (FERNANDES, 2013).

Ainda segundo Fernandes (2013), o uso de armas químicas é expressamente proibido por convenções internacionais, como a Opaq (Organização para a proibição de armas químicas), apoiadas pela ONU. Tendo como principal motivo desta proibição, além da destruição em massa, é o tipo de morte que essa arma provoca que vai desde a asfixia até a deformação completa do corpo, e o possível uso deste tipo de arma contra a população civil.

3.2. AS TECNOLOGIAS ANTES DO CONFLITO MUNDIAL

Segundo Pinto (2015), desde a antiguidade ate os dias atuais à ciência é desenvolvida juntamente com os interesses bélicos e o desenvolvimento de armamentos. São notórios os casos de cientista contemporâneos que contribuíram para o desenvolvimento de armas modernas como, por exemplo, as bombas atômicas. Na antiguidade também esse tipo de conhecimentos era destinados a produção de armamentos para as guerras e a expansão dos exércitos. Logo vimos que as tecnologias medievais também não eram tão rudimentares assim como imaginávamos, onde as armaduras eram feitas sob medidas para facilitar o movimento dos cavaleiros.

Entre as armas utilizadas por um combatente medieval, podemos primeiramente destacar o uso da maça. Com uma de suas extremidades mais pesada e composta por estruturas pontiagudas, essa arma poderia danificar as placas de metal da armadura de um inimigo. Além disso, devemos destacar o costumeiro uso das espadas, que tinham modelos diferentes e ocupava lugar imprescindível da hora do confronto direto. (PINTO, 2015)

O desenvolvimento tecnológico com o objetivo bélico é encontrado em Roma e na Grécia se prestarmos a atenção para algumas armas utilizadas nas batalhas que são relatados em vários livros históricos. Tomamos como exemplo a catapulta, onde os cientistas da antiguidade uniram seus conhecimentos de geometria e física para criar uma tecnologia capaz de arremessar pedras enormes contra os exércitos inimigos (PINTO, 2015).

A Legião Romana, por exemplo, em seus exércitos eram protegidos por um escudo retangular e uma armadura, além de empunhar uma lança e duas armas de menor dimensão, a espada e o punhal, ainda conseguiam realizar manobras complexas devido à sua disciplina nas tropas, que combinavam ações de infantaria, cavalaria, engenharia e artilharia, com suas catapultas. Eram famosos por sua utilização em conjunto dos escudos na formação retangular da infantaria que permitia assim tanto a defesa dos soldados de ataques vindos sobre suas cabeças quanto no contato corpo a corpo (PINTO, 2015).

Ainda segundo Pinto (2015), temos na Mesopotâmia, por volta do século XIII a.C., os povos hititas conseguiram expandir seu império depois do domínio da fundição do ferro, que os colocavam em vantagem sobre os demais povos da região, que ainda utilizavam armamentos fabricados a partir do bronze, metal esse bem menos resistente que o ferro. Outra arma utilizada pelos hititas, que podemos citar foram suas carruagens, que podia transportar até três guerreiros, a carruagem era o tanque de guerra dos hititas, que a usaram contra os egípcios, na Batalha de Qadesh.

Portanto segundo Pinto (2015), todas essas ações necessitavam de conhecimentos de geometria, propriedades de metais e desenvolvimento na capacidade de produção de armas, conseguidos através de experimentos e práticas decorrentes da participação em guerras.

4. O AVANÇO DA TECNOLOGIA PROPORCIONADO PELA DUAS GRANDES GUERRAS MUNDIAIS

Segundo Bruno Ferreira (201-), “A guerra sem sombra de duvida nenhuma desempenha um papel fundamental na história da humanidade”, foi através das guerras que a sociedade mundial se transformou no que é hoje. Ainda segundo Bruno Ferreira (201-) “muito das mudanças tiveram lugar na história da guerra certa constantes ainda permanecem. O sucesso na guerra pertencem[sic] àqueles que se prepara melhor; e o treinamento o municiamento e a organização dos exércitos são fatores centrais dessas preparação”.

A origem da primeira guerra mudaria totalmente o mapa global e as origens da guerra são duas as midiáticas e a rivalidades nacionalistas que havia se instaurado na Europa durante o século XIX. A “Grande Guerra” como era conhecida foi o maior conflito até a segunda guerra, mas foi o ponto inicial da segunda guerra. Com a vitoria da França foi criado e assinado o tratado de Versalhes que, por sua vez impunha regras e condições aos Alemães que saíram derrotados. Entretanto é no campo tecnológico que muito evoluiu nessas guerras com o surgimento de armas inovadoras, e o emprego de aviões em combate pela primeira vez em um grande conflito (FERREIRA, 201-).

O Nazismo na Alemanha cresce como uma grande potência do período criando assim uma máquina de guerra que foi capaz de dominar a Europa e de aterrorizar o mundo capitalista. No campo militar as armas evoluíram muito e as estratégias acabaram por mudar a força aérea que recebe uma forte importância, já na força naval que passou a contar com submarinos que aterrorizarão o oceano atlântico. Mas mesmo com forte força militar, e política a Alemanha, Japão e Itália são derrotados os Estados Unidos que surge como uma grande potencia na segunda metade do século XX, criando a partir de então uma cultura baseada no dinheiro e no consumo (FERREIRA, 201-).

4.1 AS TECNOLOGIAS CRIADAS DURANTE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Segundo a Agência EFE (2014), as novas tecnologias que foram incorporadas aos exércitos na Primeira Guerra juntamente como o alistamento de milhões de soldados deram uma dimensão destrutiva e mortal a Guerra.

A guerra ficou conhecida pelas profundas alterações geopolíticas que provocou além do uso de armas até então desconhecidas ou que não podiam ser produzidas em escala industrial até então. "Essa guerra foi um choque gigantesco" para os países envolvidos porque houve "um mostruário absolutamente enorme de tecnologias" e um número sem comparação de homens envolvidos nas batalhas e na guerra de trincheiras, explicou à Agência Efe o historiador francês François Cochet (AGÊNCIA EFE, 2014).

Os fuzis que foram usados a partir de 1914 podiam dispara cerca de vinte balas por minuto, ao invés de três, como era usado desde 1870, foi feito também um uso massivo de metralhadores e a artilharia pesado ganhou grande força. Somado a isso nesse conflito que foram usados pela primeira vez os gases tóxicos, a aviação, os tanques e os submarinos. Embora as trincheiras não fossem algo novo nas guerras, a principal novidade foi o sistema feito com sucessivas linhas de defesas que acabaram por se tornar difíceis de romper (AGÊNCIA EFE, 2014).

4.1.1. Os Tanques de Guerra

Os britânicos testaram um veiculo blindado, que se movia por meio de esteiras em 1914, pra acompanhar a infantaria. (UOL NOTICIA, 2014). 

Segundo a Revista Veja (1916), o tanque era conhecido como:

[...] uma nave terrestre blindada de 28 toneladas, equipada com canhões e metralhadoras, capaz de carregar entre três e oito soldados, impulsionada por lagartas (como as que são usadas em tratores) e que, além de ultrapassar trincheiras e fazer picadinho de arame farpado, servirá como escudo para os avanços da infantaria pelos campos de combate. Desde que Londres deu o aval para a produção desses novos e revolucionários veículos de combate, no início do ano, os operários da fábrica Fosters, em Lincoln, na Inglaterra, responsável pelo projeto do colosso de ferro, trabalham febrilmente. Com isso, a empresa conseguirá entregar aos militares dentro de poucas semanas a primeira leva de veículos. Ainda sem nome oficial, estão sendo apelidados de “tanques”, por sua semelhança com os caminhões de transporte de água (VEJA, 1916).

Segundo Sousa (2013), “uma das mais notórias vantagens contidas no uso dos tanques é a possibilidade de se atravessar territórios extremamente acidentados, atirar nas tropas inimigas e transportar vários soldados em segurança, tudo isso ao mesmo tempo.” Entretanto, embora essas vantagens fossem satisfatória os tanques ainda davam enorme trabalho como; falhas mecânicas, atolamento em terrenos movediços e a lentidão do veiculo (Sousa, 2013).

A fabulosa nave conta com um propulsor Daimler de 105 cavalos e, além das lagartas, apresenta duas rodas traseiras para equilíbrio e direção. A máquina obteve êxito em atravessar uma trincheira de 3 metros e sobrepujar espantosamente um obstáculo vertical de 1,3 metro, movimentando-se com vigor a uma velocidade que fica entre os 3 e 6 quilômetros por hora. Maravilhados, os integrantes do comando britânico não hesitaram em assinar o cheque para uma encomenda de cem unidades. Boa parte deles já tem destino certo: a terra de ninguém do Somme, onde o colosso certamente será recebido como um verdadeiro maná belicoso (VEJA, 1916).

Segundo o Uol Noticias (2014), “os alemães cometeram o erro de não apostarem no futuro dos veículos, ao contrário dos franceses, que se equiparam rapidamente com ágeis tanques Renault, essenciais na vitória final, em 1918.” Segundo Sousa (2013), com o passar dos anos foram desenvolvidas novas pesquisas que transformaram os tanques em uma opção de guerra mais ágil e poderosa.

Segundo estimativas, um tanque de guerra tem hoje noventa por cento de chance de atingir em cheio outro tanque, mesmo que ele esteja em movimento. Toda essa eficiência gerou um custo que encareceu bastante a manutenção dessas máquinas. Rússia, Israel, EUA, Inglaterra, França e Alemanha, são exemplos de nações que produzem esse tipo de armamento (SOUSA, 2013).

4.1.2. Gases Tóxicos na Guerra

Segundo Schilling (2013), com o advento da indústria química no século XIX, foi inevitável que na Primeira Guerra usasse o gás venenoso como armas de combate. Segundo Santiago (2012) a Alemanha foi o primeiro país a realizar estudos mais aprofundados a respeito dos gases venenosos. Por tanto segundo Schilling (2013), “Depois de duas experiências sem resultados feitas no front ocidental, ainda em 1915, o exército alemão, seguido dos franceses e ingleses, fez largo uso do gás de cloro e de mostarda a partir de 1916. Assim, os soldados conheceram mais um abominável instrumento de morte.” O pavor era tanto que em 1925, após a Primeira Guerra, em Genebra foi assinado um acordo no qual a maioria dos países assumiu o compromisso de não usar os gases venenosos (SCHILLING, 2013).

Registra-se o dia 3 de janeiro de 1915 como a data fatídica em que pela primeira vez os alemães abriram cilindros de gás venenoso sobre as trincheiras inimigas, operação, diga-se, inutilizada pelas baixas temperaturas do inverno Europeu. Mas logo que o tempo melhorou, com a primavera, em 25 de abril de 1916, a situação foi outra. Nos dias seguintes, na região de Langemarck, perto de Ypres, uma densa névoa verde-cinza, típica do gás de cloro, expelida de 520 cilindros, começou a soprar em direção às linhas de um regimento franco-argelino que sustentava a posição nas trincheiras em frente (SCHILLING, 2013).

Segundo Santiago (2012) ao longo da guerra a Alemanha continuaria a usar em grande escala os gases venenosos. Basicamente três tipos de gases foram usados: o gás lacrimogêneo, o gás de cloro e o gás de cloro.

A utilização de gases tóxicos contra os inimigos nos campos de batalha, em especial durante o período da Guerra de Trincheiras, se mostrou de difícil controle, pois muitos desses gases eram fabricados e armazenados em estado líquido, e precisavam se volatilizar durante a sua aplicação. Isso se mostrou uma característica pouco desejável para os exércitos, uma vez que em algumas frentes as temperaturas eram muito baixas, tornando sua aplicação quase impossível. As condições climáticas também dificultavam a aplicação quando a direção do vento mudava ou havia alguma alteração brusca de temperatura, fazendo com que os exércitos provassem do seu próprio veneno (SANTIAGO, 2012)

Segundo Schilling (2013), “em setembro daquele mesmo ano de 1915, os ingleses deram a sua resposta ao ataque de gás em Ypres, jogando sobre os alemães entrincheirados perto de Loos uma substantiva quantidade de gás de cloro”. No inicio era usado grandes cilindros para despejar o veneno ao sabor do vento em direção inimiga, mas logo em seguida, era usado um cartucho próprio chamado de The Pojetor, que eram lançadas a enormes distancias (SCHILLING, 2013).

A partir do ano de 1916, especialmente durante a longa batalha de Verdun, travada entre alemães e franceses, o gás entrou em cena de vez. E desta feita foi a estreia [SIC] de novo gás muito mais mortífero em seus efeitos do que o cloro - o chamado gás de mostarda ( dichlorethylsulphide ). De cor amarelada forte, ele mostrou ser capaz de devastar as linhas adversárias mesmo em meio às tropas equipadas com máscaras antigas. Em contato direto com qualquer parte da pele da vítima, de imediato, ele levantava bolhas amareladas, atacando em seguida os olhos e as vias respiratórias. Além disso, tinha a capacidade de permanecer fazendo efeito durante um tempo bem superior do que os outros, como o gás lacrimogêneo (lachrymator), não mortal, e o de cloro, seja ele fosfogênico ou difosgênico (SCHILLING, 2013).

Segundo Santiago (2012), “devido aos problemas de manipulação e controle da carga aplicada, algo precisava ser feito para que a aplicação do gás fosse mais eficiente e certeira, e assim surgiu o gás fosfogênio”. O fosfogênio mostrou-se muito mais potente que o cloro, com teor altamente sufocante e ainda mais estável de se manipular que os outros gases utilizados. Entretanto esse gás teve seu efeito muitas vezes retardado no organismo, por diversos fatores, o que acabou vitimando soldados aparentemente saudáveis em até 48 horas após a inalação (SANTIAGO, 2012).

A tabela a seguir, nos mostra principais tipos de gases e suas principais atuação no organismo humano:

Principais tipos:

Agentes asfixiantes

Agente que atuam no sangue

Agentes causadores de feridas

Agentes lacrimogêneos

Agentes nervosos

Atuam nos pulmões, causando-lhes sérias lesões e dificultando a respiração. Podem provocar a morte por asfixia. Exemplos: Cl2 (gás cloro) COC2 (fosfogênico) Cl3C-NO2 (cloropicrina)

Também matam por asfixia, mas por meio de outro mecanismo. São substâncias que se combinam com a hemoglobina, tornando-a incapaz de transportar o O2 para as células do organismo. Exemplos: HCN (gás cianídrico)

ClCN (cloreto de cianogênio)

BrCN (brometo de cianogênio)*

*usados nas câmaras de gás e nas sentenças de morte ainda hoje nos EUA

Provocam irritações nos olhos e na pele. Dependendo da quantidade, causam feridas, náuseas e vômitos. A irritação dos pulmões pode matar por asfixia. Exemplos:

Cl-CH2CH2-S-CH2CH2-Cl (gás mostarda)

Cl-CH2CH2-N(CH3)-CH2CH2-Cl (mostarda de nitrogênio)

ClCLCHAsCl2 (Lewisita)

Provocam uma forte irritação nos olhos.Exemplos: H3CCOCH2Cl (cloro-acetona)

H3CCOCH2Br (bromo-acetona)

H2CCH-COH (acroleína)

Das armas químicas são as mais perigosas. Normalmente não têm cor nem cheiro. Atuam sobre o sistema nervoso, bloqueando a transmissão dos impulsos nervosos de uma célula (neurônio) para outra. Matam em minutos por parada cardíaca ou respiratória. Exemplos:

(H3C)2NPO(CN)OCH2CH2 (tabun)

H3CPOFOCHCH3CH3 (Sarin)

H3POFOCHCH3CCH3 CH3CH3 (agente VX)

Fonte: SCHILLING, 2013.

Segundo o Uol Noticias(2014), “Os gases aterrorizaram os combatentes. Tomados pelo pânico, cegos ou asfixiados, milhares morreram sob um sofrimento cruel. Os dois lados aperfeiçoaram as armas químicas durante o conflito, mas sempre com o receio de sua técnica ser usada contra eles mesmos”.

4.1.3. O Avião usado na Guerra

Quando começou a Primeira Guerra Mundial, em 1914, os aviões ainda eram empregados quase exclusivamente em atividades de reconhecimento. Durante o conflito, novos desenhos surgiram e foram aperfeiçoados para adaptar-se a novas missões. No início de 1915, a Grã-Bretanha colocou em serviço o Vickers F.B.5 Gunbus, o primeiro avião projetado especificamente para transportar armamento (uma metralhadora). Também em 1915 voou o britânico Handley Page 0/100, primeiro aeroplano desenhado para atuar como bombardeiro pesado. No mesmo ano, os franceses empregavam o Voisin L para levar cerca de 75 quilos de bombas, lançadas a mão pelo co-piloto. (NAVARRO, 2006)

Segundo Roosevelt (2014), “o numero de aviões no inicio da guerra era muito pequeno em todos os países”. Também havia outro fator que era que até 1914 havia um número mínimo de pilotos treinados, e as aeronaves eram projetadas para terem maior estabilidade, pois naquela época não havia muita preocupação com agilidade. Logo no final da guerra, este conceito deu lugar à manobrabilidade que, apesar de se tornarem mais difíceis de voar, acabaram por se tornar extremamente ágil.

Ainda segundo Rooselvet (2014), durante o conflito utilizou-se também o balão dirigível. “Estes gigantes voadores foram utilizados principalmente pelos alemães entre 1915 e 1917, ao efetuar os ataques de bombardeios sobre Londres e outras cidades.” 

Segundo o próprio Rooselvet (2014):

No início da guerra a maioria dos generais acreditava que as aeronaves poderiam contribuir  somente para reconhecimento e observação, apesar de que muitos deles acreditavam que a melhor forma de observação ainda seria a Cavalaria através de batedores. Porém no final da guerra todos os países já dispunham de aeroplanos em suas estratégias de combate. Foi durante a Primeira Guerra Mundial que o avião mostrou seu potencial através de testes de suas funções: observação, reconhecimento, bombardeio tático e estratégico, ataque ao solo e ataque naval.

4.1.4. Os Submarinos na Guerra

Segundo Santiago (2012), os submarinos alemães eram chamados de U-Boat ou U-Boot, que consiste na abreviação da palavra Unterseeboot, ou embarcação submarina, foram produzidos em série e operados pela Alemanha nas duas guerras mundiais. Todavia no Uol Noticias (2014), nos diz que os U-Boot foram produzidos em larga escala desde o inícios da primeira guerra,  contendo a “a ideia de romper o bloqueio imposto pela Inglaterra, Berlim iniciou a primeira guerra submarina, no Mar do Norte.”

4.2. AS TECNOLOGIAS CRIADAS DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A Segunda Guerra Mundial foi sem sombra de dúvidas o maior conflito global da história, abrangendo direta ou indiretamente todas as nações do globo de uma forma nunca mais vista. Ainda é tema que ainda diverge muitos historiadores contando com vários pontos de vista (REZENDE, 2013).

[...] a Segunda Guerra foi responsável por uma série de inovações tecnológicas como por exemplo [sic] a obtenção de forma purificada da penicilina e seu uso em seres humanos, antibiótico que até hoje é responsável pelo salvamento de milhões de vidas; a criação do primeiro computador moderno, que foi usado para fazer cálculos balísticos da marinha dos Estados Unidos e a criação dos mísseis V-1 e V-2 pelo alemão Wernher von Braun, conhecimentos que mais tarde serão usados para levar o homem a Lua. (REZENDE, 2013)

4.2.1. Avanço na Medicina

Segundo Orlando (2016), para alguns historiadores a Guerra Civil Espanhola, em 1936, contribuiu como um ensaio para a Segunda Guerra Mundial, pois nela foram obtidas importantes conquistas como uma forma mais eficiente de realizar transfusões sanguíneas para os soldados feridos. Também durante esse conflito foi testado um sistema de triagem médica com o objetivo de encurtar o tempo em que transcorria entre o ferimento e a intervenção cirúrgica.

Durante a Segunda Guerra a vivência médica militar propiciou que novos princípios fossem incorporados a pratica médica civil. Como, por exemplo: Cirurgia de emergência, ainda nos hospitais localizados na frente de batalha; Continuidade em hospitais gerais da retaguarda, por meio de cirurgias que visam reduzir o período de cura; Reabilitação que acontece em hospitais fora da zona de guerra, onde ocorrem cirurgias reconstrutivas (ORLANDO, 2016).

Temos ainda os experimentos médicos nazistas que segundo Carbonieri (2013):

Os conhecimentos médicos modernos sobre a forma como o corpo humano reage ao ponto de congelamento para a morte se baseia quase que exclusivamente nesses experimentos nazistas. Isto, juntamente com a recente utilização de dados de investigação nazista dos efeitos do gás fosgênio, revelou-se ser controverso e apresenta um dilema ético para a medicina moderna que não concordam com os métodos utilizados para a obtenção desses dados. Do mesmo modo, surgiu uma polêmica a partir da utilização dos resultados da guerra biológica feitas pelo Exército Imperial japonês na Unidade 731. No entanto, os resultados da Unidade 731 foram mantidas pelos Estados Unidos e a maioria dos médicos envolvidos foram perdoados.

Houve ainda segundo Carbonieri (2013), experiências com filhos gêmeos em campos de concentração, “foram criados para mostrar as semelhanças e diferenças na genética e na eugenia de gêmeos, bem como para ver se o corpo humano pode ser manipulado”. Quem comandava esses experimentos era o Dr. Josef Mengele, no qual realizou experiências com cerca de 1500 gêmeos presos.

Diversas vezes entre setembro de 1939 e abril de 1945, experimentos foram conduzidos em Sachsenhausen, Natzweiler, e outros campos para investigar o tratamento mais eficaz das feridas causadas por gás mostarda. Pessoas foram deliberadamente expostas a gás mostarda e outros gases, o que causava graves queimaduras químicas. As vítimas feridas foram então testadas para encontrar o tratamento mais eficaz para as queimaduras de gás mostarda. (CARBONIERI, 2013).

Entre 1941 e 1945 foram conduzidos, em Auschwitz e outros campos de concentração, pelo Dr. Carl Clauberg experimentos de esterilização, onde o objetivo era desenvolver um método de esterilização que seria mais adequado para esterilizar milhões de pessoas com o menor esforço possível. Acredita-se que cerca de 400.000 pessoas foram esterilizadas pelo governo nazista, no qual o procedimento favorito era a radiação. (CARBONIERI, 2013).

Ainda segundo Carbonieri (2013), “depois da guerra, os crimes foram julgados pelo que ficou conhecido como o Julgamento dos Médicos, a revolta dos abusos perpetrados levou ao desenvolvimento do código de ética médica em Nuremberg.”

4.2.2. O Avanço da Aviação

Na aviação temos o:

[...] desenvolvimento do sistema de radares da RAF (Real Air Force), Força Aérea Britânica, pelo Scientific Survey of Air Defense (Centro de Pesquisas de Defesa Aérea), à época comandado por Sir Henry Tizard. O uso dos radares possibilitou uma maior precisão nos combates aéreos e nos bombardeamentos. Logo, outros países lançaram-se ao mesmo tipo de pesquisa de radares. (FERNANDES, 2006, grifos do autor)

Segundo Barros (2014), após a invasão da França pela Alemanha, a Inglaterra temia ser a próxima, já a invasão pelo mar se tornaria complexa por que envolveria barcos passiveis de ataques a distância, logo a estratégia de Hitler seria bombardeio aéreo noturnos para aterrorizar a população civil. Logo após os primeiros bombardeios a Londres ficou claro aos britânicos que seria necessário criar um sistema de alerta antecipado. “Observadores passaram a olhar os céus com seus binóculos, dia e noite. Paralelamente, os ingleses conseguiram obter os códigos de comunicação dos alemães e, de posse de tais dados, foram capazes de decifrar as transmissões de ordens de guerra.”

Ao longo das costas sudeste e leste da Grã-Bretanha havia uma rede de antenas que passaria a transmitir ondas em alta freqüência. Logo a reflexão das ondas provocava ruídos na frequência portadora, indicando ao serviço de inteligência britânico que objetos metálicos se aproximavam. Esse sistema passaria a ser conhecido como radar. A batalha inicial entre os dois países ocorreram sobre o mar e envolveu centenas de caças em combate simultâneo por vários dias. Como não houve avanços dos Alemães, Hitler voltou sua atenção para a Rússia, mantendo os ataques à Inglaterra com o uso de bombas voadoras V1, mais próximo ao fim da guerra com bombas V2.  (BARROS, 2014)

Por ironia da história, um alemão, chamado Heinrich ­Hertz, confirmou em experimentos a emissão eletromagnética, no final do século 19[sic]. E o primeiro equipamento a seguir o princípio de um radar foi construído em 1904, por Christian Hülsmeyer, também na Alemanha. Outros continuariam pesquisando a propagação eletromagnética, mas, somente no início da Segunda Guerra Mundial (1939), Watson Watt aperfeiçoou tecnologias que possibilitaram a telemetria fixa e rotatória. Mais tarde, o radar passaria a ser utilizado intensamente pelos países vencedores da guerra na contenção do avanço da União Soviética e do comunismo. Nos anos 1950, o aumento dos voos comerciais em todo o mundo fez do radar uma ferramenta ainda mais útil, para a prestação de vários serviços, como tráfego aéreo, previsão meteorológica, defesa aérea, entre outros. (BARROS, 2014)

Outro avanço na aviação que podemos citar é os aviões de caça, que segundo o site Info Aviação (2012):

A Segunda Guerra Mundial foi uma batalha de avanços tecnológicos. Durante toda a guerra, as forças aliadas e as do eixo trabalhavam sem parar para melhorar as capacidades e características de seus equipamentos. Nenhum outro tipo de tecnologia representou tão bem essa batalha pela supremacia do que os aviões de caça, sendo apresentados em intervalos de poucos meses, sempre com uma versão destinada a contrapor a mais recente criação do lado inimigo.

Ainda segundo o site Info Aviação (2012), havia vários tipos de aviões usados na guerra dentre eles se destacam o da frota japonesa que atacou Pearl Harbor em 1941, havia seis porta-aviões japoneses nas proximidades cada um contendo um total de 420 aviões entre eles:

aviões de caça - os mais versáteis, capazes de combater no ar outros aviões além de combater também forças inimigas no solo. Embora carregassem algumas bombas, a maior parte de seu arsenal era formada por canhões e metralhadoras;
bombardeiros de mergulho - projetados para transportar bombas que podiam ser soltas rapidamente sobre um alvo específico, conforme o avião mergulhava na direção dele. Após soltar as bombas, o avião subia novamente;
bombardeiros de alto nível - aviões grandes que voavam muito acima do alvo e soltavam várias bombas, basicamente, cobrindo uma área inteira. Embora não fosse fácil atingir um objeto específico, como um prédio, a quantidade de bombas lançadas aumentava em muito as chances de atingir o objeto;
torpedeiros - transportavam torpedos que eram soltos sobre o oceano na trajetória de um navio ou submarino. (INFO AVIAÇÃO, 2012 grifos do autor)

4.2.3. A Invenção do Computador

Segundo Fernandes (2013), na Segunda Guerra, “o desenvolvimento da tecnologia para fins militares tornou-se peça fundamental: desde armas incrementadas, utilização de aviões e submarinos até o uso de dispositivos de comunicação e intercepção, como o rádio transmissor e os radares.” Estes dispositivos foram associados às máquinas cifrantes, ou seja, máquinas produtoras de códigos combinatórios equipados com rotores criptográficos, cuja representação mais significativa foi à máquina Enigma, incorporada as forças armadas alemã em 1920. “A presença da tecnologia de criptografia avançada na Segunda Guerra Mundial foi fator determinante para a própria dinâmica da guerra, mas também culminou na invenção do primeiro computador do mundo.”

A história do modelo de máquina Enigma remonta a uma invenção do holandês Hugo Alexander Koch. A invenção de Koch consistia em um protótipo de máquina com rotores eletromecânicos capazes de produzir mensagens secretas. Entretanto, apesar de haver patenteado a invenção, Koch não levou a cabo o seu desenvolvimento. Esse papel ficou ao encargo da dupla Scherbius & Ritter. (FERNANDES, 2013, grifos do autor)

Entre tanto Fernandes (2013) afirma que:

Em 1918, o engenheiro elétrico Arthur Sherbius e seu amigo Richard Ritter montaram uma fábrica para desenvolver e produzir em série as máquinas criptográficas. Scherbius e Ritters tentaram por diversas vezes vender os modelos à marinha alemã, sugerindo o benefício da tecnologia às forças armadas. As máquinas foram compradas pela marinha nos anos 1920 e passaram a ser usadas, sobretudo, em submarinos. Na década de 1930, já no período nazista, houve o aperfeiçoamento do modelo Enigma e seu uso começou a ser disseminado também entre o exército alemão. (grifos do autor)

Todavia o uso da máquina exigia um grande cuidado, desde a configuração da chave que acionava a máquina até o uso do manual dos códigos. A chave usada para configurar a máquina deveria ser trocada diariamente, pois se não poderia ser rastreada por tecnologia semelhante e ter suas mensagens decifradas. Entretanto quando as máquinas Enigmas eram altamente usadas pela inteligência militar alemã, um grupo de matemáticos e engenheiros poloneses, em conjunto com a inteligência militar britânica, conseguiu elaborar um modelo mais avançado que a dos alemães, onde conseguiu-se pela primeira vez decifrar os códigos da Enigma. (Fernandes, 2013)

Ainda segundo Fernandes (2013), a “operação orquestrada por poloneses e britânicos ficou conhecida como Ultra” (grifos do autor). Foi descoberto que alguns alemães ignoravam as instruções, utilizando a mesma chave todos os dias. A partir desse lapso dos alemães, os ingleses foram capazes de desmontar a estrutura dos códigos usados pelos nazistas.

Em um segundo momento, os alemães ainda vieram a desenvolver um modelo mais sofisticado, chamado de B-schreiber, em 1944. Para apreender os códigos desse novo modelo, foi necessária a colaboração daquele que hoje é reverenciado como o “pai da computação”, Alan Turing. A invenção da famosa calculadora eletromecânica, conhecida como Bomb (Bomba), por Turing, incrementou a capacidade de decifração dos códigos da Enigma. E essa invenção levou à criação do Colossus – o primeiro dos computadores. (FERNANDES, 2013, grifos do autor)

4.2.4. Energia – Bomba Atômica

Nas décadas de 1910, a divisibilidade da matéria foi confirmada experimentalmente por Ernest Rutherford e Frederick Soddy, culminando com a descoberta do núcleo atômico em 1911 por Rutherford. As pesquisas penetravam cada vez mais no âmago da matéria, logo ao longo da década de 1920 reconheceu-se que as partículas do núcleo eram mantidas juntas por uma força nova, mais poderosa que todas as outras, hoje conhecida como força nuclear forte, que são também responsáveis por alguns tipo de radiação. Todavia para se utilizar dessa nova força, seria necessário descobrir um modo de produzir radioatividade artificialmente. Sendo obtido somente em 1934 pelos franceses Frederick e Irene Joliot-Curie. (KNOBEL; et alt, 2000)

O processo físico fundamental para a geração da energia nuclear, a fissão nuclear, foi descoberto por Otto Hahn, Lise Meitner e Fritz Strassman, em 1938-9. Quando o urânio é bombardeado por nêutrons, os núcleos dos átomos absorvem as partículas e tornam-se instáveis, partindo-se em dois pedaços espontaneamente. O átomo de urânio cede lugar a átomos mais leves, como bário e criptônio. A energia correspondente às forças nucleares que uniam os pedaços é subitamente liberada na forma de energia cinética (energia de movimento) dos fragmentos. (KNOBEL; et alt, 2000)

Segundo Knobel, et alt (2000),“O próximo passo seria aprender a estabelecer uma reação em cadeia controlada, para que pudesse ser usada na geração de energia - ou seja, a invenção do reator nuclear.” Todavia com os acontecimentos políticos da Segunda Guerra levaram a pesquisa para caminhos opostos.

Segundo Junior (2012), “quando essa tecnologia foi adaptada para fins militares, gerou uma arma capaz de promover grande destruição, a bomba atômica.” Todavia após alguns testes em locais isolados, os Estados Unidos resolveram utilizar sua nova arma na guerra. Entretanto a Segunda Guerra Mundial já estava muito perto do fim, pois os dois principais países articuladores da mesma na Europa, Alemanha e Itália, já haviam se rendido. Todavia em 1941, o Japão ataca uma base militar norte americano no Hawaii, denominada Pearl Harbor, o ataque pegou os estadunidenses de surpresa gerando um grande número de mortos. Esse ataque foi o pivô para a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

Os Estados Unidos usaram pela primeira vez na história o armamento nuclear em um ataque aéreo sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. As duas cidades foram destruídas quase que por completo. Parte em função da explosão da bomba e parte em função da radiação extremamente maléfica causada por ela. O ataque nuclear deixaria consequências por muitas gerações nos habitantes das duas cidades. Os Estados Unidos demonstravam, assim, seu enorme poderio militar ao fim da Segunda Guerra Mundial e o Japão, sem forças para reagir, declararia sua rendição e colocaria fim definitivo ao conflito mundial, iniciando uma nova era de disputas no século XX, a Guerra Fria. Pouco tempo depois, a União Soviética declararia oficialmente também possuir armamento nuclear.(JUNIOR, 2000)

Ainda segundo Junior (2000), “Da Segunda Guerra Mundial aos dias atuais, a tecnologia nuclear desenvolveu-se significativamente e a capacidade desses armamentos foi ampliada.” Não há sombra de dúvidas que se um novo conflito mundial que faça uso desses artifícios atômicos seria completamente desastroso para a vida humana, resultando assim no extermínio em função de explosões ou até mesmo da radiação gerada.

5. A HERANÇA TECNOLÓGICA DAS DUAS GRANDES GUERRAS NOS DIAS ATUAIS

O século XX traz consigo o fardo das guerras. Mas, de 1914 a 1945, em exatamente trinta e um anos, a humanidade presenciou também a maior revolução científica jamais vista. O homem fez, nesse período, o que não havia feito em dezenove séculos. Ao mesmo tempo em que causaram uma enorme destruição no mundo, as duas grandes guerras trouxeram consigo o avanço científico e tecnológico. (ORTIZ, 2002)

Segundo Brigagão (2002), “se a ciência pode ser entendida como pensamento racional acumulado, a guerra é estratégia, tática e logística acumuladas: a interdependência da influência do pensamento científico sobre pensamento militar e da guerra e vice-versa é um dos mais influentes fatores na história da humanidade.” Segundo ainda o mesmo autor a ciência e a guerra são expressões de dois inseparáveis fatores, ou seja, primeiro, ambas necessitam de ferramentas de trabalho ou ainda meios que estão à disposição e que são determinantes para o desenvolvimento de cada uma e de suas relações, podemos chamá-la de revoluções cientificas que implicam tanto para o bem quanto para o mal; segundo guerra e ciência depende da força de vontade e de vários fatores subjetivos que compreende desde ética, moral fatores sociais e culturais ate custos do progresso.

A ciência fez e forneceu instrumentos para a continuação das guerras, logo também as tornou mais sofisticadas e bem mais mortíferas e brutais, segundo Brigagão (2002).

Interrelações entre conhecimento científico e guerra favoreceram e influenciaram no aprimoramento da acurácia dos canhões e dos mísseis; a balística, a partir de testes de teoria especulativas, experimentos e obervações e, mais tarde, através da verificação prática, serviu como plataforma para a ampliação das armas de destruição em massa: as armas nucleares, armas químicas e armas bacteriológicas. Essas armas não existiram não fosse a contribuição direta do avanço da ciência. (BRIGAGÃO, 2002)

Segundo Ortiz (2012), as armas usadas nas guerras estão baseadas nas leis naturais que regem o comportamento de todas as outras coisas. “A necessidade de desenvolvê-las torna necessária a participação de especialistas no funcionamento dessas leis (os cientistas)”. Esses desenvolvimentos na maioria das vezes ultrapassam as aplicações imediatas para os quais foram destinados, contribuindo assim para o progresso da ciência.

Ainda segundo Ortiz (2002), “é preciso reconhecer que muitos desenvolvimentos tecnológicos desse período, como o da aviação, serviram para aprimorar a atividade militar.” A necessidade de melhorar as máquinas fez com que cientistas fossem recrutados para desenvolver projetos de aeronaves, o que resultou em um progresso na aerodinâmica, metalurgia e meteorologia.

Dois ramos do conhecimento tiveram um desenvolvimento acentuado na Segunda Guerra Mundial, segundo o físico Rogério C. T. da Costa, do Instituto de Física da USP/São Carlos. O primeiro foi a produção e recepção de ondas sonoras e eletromagnéticas, que eram essenciais para a detecção de submarinos (tecnologia do sonar) ou navios e aviões (tecnologia do radar), dando origem a novos equipamentos, com maior sensibilidade e capazes de operar em comprimento de onda menores (da ordem de 1 cm, no caso do radar). O radar foi criado em 1935, por Watson-Watt, e é um dispositivo eletrônico que permite ao homem detectar e localizar objetos à distância e sob condições de luminosidade precárias para o olho humano. O segundo ramo foi energia nuclear, cuja descoberta praticamente coincidiu com o início das operações militares da bomba atômica. (ORTIZ, 2002)

Segundo Brigagão (2002), “podemos suavizar a crítica e afirmar que a ciência aplicada à saúde, bem como o desenvolvimento das ciências sociais, em termos de construção de meios preventivos de resolução de conflitos, a diplomacia e o direito internacional são a outra voz [...]” Logo temos, que:

A comunidade científica, nesse sentido, joga um papel muito central ou mesmo fundamental para delimitar as fronteiras - multifacéticas e multidimensionais - que a ciência oferece para a criação e aplicação de instrumentos de destruição, como é a guerra - sob o nome de raison d'État - e criar, por sua vez, padrões e mecanismos éticos compreensíveis para que a Guerra seja cada vez mais evitada. (BRIGAGÃO, 2002)

Segundo Ortiz (2002):

As principais conseqüências[sic] da Segunda Guerra Mundial foram: a redefinição da ordem mundial em favor das superpotências; a confirmação dos Estados Unidos com hegemonia no bloco capitalista; a União Soviética, que emergiu como potência de primeira grandeza, exercendo uma considerável influência na Europa Oriental. Essas duas superpotências tornaram-se os grandes líderes políticos mundiais, reunindo em torno de si diversos países. Houve um declínio da influência política, econômica e mesmo cultural da Europa. No campo das técnicas militares, foram somados aos instrumentos tradicionais de guerra novos tanques, foguetes, radares, aviões, submarinos e, finalmente, a bomba atômica.

5.1. HERANÇA TECNOLOGICA DAS GUERRAS MUNDIAS

Segundo Arruda (2013), as guerras costumam trazer misérias e fazer muitas vitimas direta e indiretamente. Todavia as guerras também incentivam as indústrias tecnológicas, criando maquinas e sérvios que acabam por serem aprimorados e incorporados pela população civil anos mais tarde.

[...]Com a pesquisa industrial em grande escala, ciência, técnica e valorização foram inseridas no mesmo sistema. Nesse mesmo tempo, a industrialização estava vinculada a pesquisas encomendadas pelo estado favorecendo primeiramente, o progresso científico e técnico do setor militar. De onde partem as informações para os setores de bens civis. Dessa forma, a ciência e a técnica passam a ser a principal força produtiva[...]. (SILVEIRA; BAZZO, 2005, p. 10)

Ainda segundo Silveira e Bazzo (2005), podemos considerar que a tecnologia moderna está inserida em um determinado contexto social, político e econômico. Devemos, todavia ter a visão de que a tecnologia não se trata de um mal necessário. A tecnologia tem se multiplicado e transformado qualitativamente o poder de produzir e destruir, de curar e depredar. “Vivemos num mundo em que a tecnologia representa o modo de vida da sociedade atual, na qual a cibernética, a automação, a engenharia genética, a computação eletrônica são alguns dos ícones que da sociedade tecnológica que nos envolve diariamente.”

5.1.1. Raio-X Portátil

Segundo o site de reportagens do G1 (2014), "com a descoberta da radioatividade no fim do século 19[sic], a radiografia ainda era uma tecnologia recente quando a 1ª Guerra começou. Os aparelhos eram muito grandes e não podiam ser levados até os hospitais de campanha." Marie Curie era uma cientista polonesa radicada na França foi pioneira nos estudos sobre radioatividade, desenvolvendo para o exercito francês aparelhos de raio-x menores que permitiam a realização de exames nos soldados feridos tornando-se um grande avanço na utilidade da medicina civil.

Com ajuda de sua filha Irène, Marie deu aulas de radiologia para os médicos militares. Logo após a guerra inaugurou o Instituto do Rádio em Paris, onde se desenvolveram, pesquisas para o uso do rádio em tratamentos contra o câncer conhecido como radioterapia. (HOWSTUFFWORKS, 2010)

5.1.2. Absorventes Higiênicos

Segundo Evans (2014), "antes de estourar a Primeira Guerra, uma pequena empresa americana registrou sob sua marca um material conhecido como Cellucotton". Essa substância era composta pela polpa da celulose da madeira, sendo cinco vezes mais absorvente do que o algodão e custava bem dizer a metade do preço.

Quando entraram na guerra, em 1917, as tropas americanas levaram para o fronte o cellucotton, material com alta capacidade de absorção do sangue, usado em curativos. As enfermeiras logo perceberam que o material servia para conter o fluxo menstrual e, por absorver mais sangue com camadas mais finas, era bem mais confortável que algodão ou pano. (G1 MUNDO, 2014)

Em 1920 o produto chega as lojas americana como o primeiro absorvente intimo da história batizado de kotex. (EVANS, 2014)

5.1.3. Lâmpadas Ultravioletas

Segundo Evans (2014), no inverno de 1918, metade das crianças na cidade de Berlim, Alemanha, sofriam de raquitismo. Nesse tempo, não se conheciam as causas dessa enfermidade, todavia acreditava-se que estava associada à pobreza.

Kurt Huldschinsky, médico de Berlin, notou que os pacientes estavam muito pálidos. E decidiu fazer o experimento com quatro crianças, as colocando sob lâmpadas ultravioleta. A medida que os banhos de luz se repetiam o médico notava que os ossos dos pacientes se fortaleciam. Logo os resultados dos experimentos foram publicados, foram recebidos com muito entusiasmo. Tempos depois foi descoberto que a vitamina D era necessária para a fixação do cálcio nos ossos. E que assim sendo a luz ultravioleta induz o organismo a fabricar essa vitamina. (EVANS, 2014)

5.1.4. Ziper

Segundo o portal de noticias do G1 (2014), o Zíper não foi inventado na guerra, mas sim no século XIX, pelo americano Whitcomb Judson e foi aperfeiçoado pelo engenheiro sueco Gideon Sundback em 1913. Logo as tropas americanas usaram os ziperes em suas roupas e equipamentos durante a guerra, anos mais tarde passou a ser aplicado em roupas, calçados e bolsas se popularizando pela praticidade de uso.

5.1.5. Rádio Sem Fio

Os sistemas de comunicação usados durante a guerra pareciam primitivos, se comparados com os de hoje,entretanto foi durante o conflito que houve grandes avanços na área. Nessa época surgiu o rádio sem fio, que nos permitiu a comunicação rápida entre diferentes grupos no campo de batalha, que até então eram usados mensageiros ou pombos-correio. O sistema também foi usado por pilotos da Royal Air Force para comunicar-se sobre os movimentos das tropas que observavam do alto. (G1 MUNDO, 2014)

Segundo Evans (2014). "No livro British Radio Valves: The Vintage Years - 1904-1925, o historiador britânico Keith Thrower explica que o problema foi aliviado com a criação de um capacete que tinha um microfone embutido e tampões de ouvido que bloqueavam o barulho."

5.1.6. Cirurgia Plástica

Segundo o History (2016), durante a Primeira Guerra houve muitos feridos onde muitos passaram por amputações, ou ficaram desfigurados por causa da guerra. "Para aliviar a dor dessas pessoas, o Dr. Harold Gilles, do Reino Unido, centrou seu trabalho para dar a alguns desses sobreviventes a oportunidade de voltar a ter uma vida normal".

Durante o tempo que o doutor e soldado Harold Gilles esteve no front de batalha, presenciou os grandes esforços de um dentista francês-americano para consertar a dentição de um outro soldado ferido a bala. Devido essas circunstâncias que Gilles notou o quão importante era ajudar a reconstruir não apenas os dentes, mas também o rosto dos soldados feridos. Logo ao voltar a Inglaterra em 1917, pressionou as autoridades militares a iniciarem reconstruções faciais no Hospital Militar de Cambridge. Logo após seu sucesso imprevisto, foi aberto um novo hospital dedicado exclusivamente para esse tipo de tratamento. (HISTORY, 2016)

Segundo o site Projeto Medicina (2001), "Gillies desenvolveu então uma técnica que consiste na retirada de um tubo de pele saudável de um local não atingido – geralmente peito ou costas – para então conectar uma das extremidades do tubo ao local em que o transplante será realizado, tudo isso sem interromper o fluxo sanguíneo." Logo após algum tempo a pele se regenera naturalmente no local onde ela foi inicialmente retirada e o tubo pode ser removido para que seja enxertado em novo local. Essa técnica foi amplamente desenvolvida por Gilles nos anos seguintes, diminuindo assim o risco de infecções.

Entre os anos de 1917 e 1925 a equipe do doutor Gillies atendeu cerca de 5 mil pacientes. Graças ao caráter experimental da equipe multidisciplinar, e ao número imenso de casos atendidos em um espaço tão curto de tempo, Gillies e sua equipe contribuíram imensamente para o avanço do ramo das cirurgias plásticas. (PROJETO MEDICINA, 2001)

5.1.7. Sistemas de Navegação

Segundo Fernandes (2015), a Segunda Guerra Mundial se caracterizou pelo uso estratégico dos meios de comunicação.

Duas personagens destacaram-se nesse contexto. Houve o caso do general alemão Heinz Guderian que teve a experiência de usar o rádio no fronte de batalha durante a Primeira Guerra Mundial e que se valeu dessa experiência para instalar redes radiofônicas nas divisões de tanques alemãs, conhecidas como Panzer, durante a Segunda Guerra. Esse simples ato de incremento tecnológico comunicativo possibilitou à Alemanha nazista obter sucessivas vitórias sobre seus adversários nos anos de 1939, 1940 e 1941. O outro exemplo é o do vice-marechal do ar Hugh Dowding, da RAF (Royal Air Force), Força Aérea Britânica, que, em 1917 – também em meio à Primeira Guerra –, foi o primeiro oficial a usar um rádio transmissor para comunicar-se do ar (em voo) com a terra (sua base). No ano de 1940, já com o título de marechal, Dowding incrementou sistemas de alta frequência em 16 esquadrilhas da RAF. (FERNANDES, 2015; grifos do autor)

Segundo Ribeiro e Castro (2007), a navegação moderna começou apenas em 1920, os sistemas terrestres usavam o mesmo principio que mais tarde seria adotado pelo GPS.

Depois da segunda guerra mundial, o U.S.DoD empenhou-se em encontrar uma solução para o problema do posicionamento preciso e absoluto. Decorreram vários projectos e experiências durante os seguintes 25 anos, incluindo Loran, Transit etc. Todos permitiam determinar a posição mas eram limitados em precisão ou funcionalidade. No começo da década de 70, um novo projecto foi proposto, o GPS. (RIBEIRO; CASTRO, 2007, p. 2)

5.1.8. Panela de Teflon

Segundo Navarro (2011), em 1938 o químico Roy Plunkett, realizava experiências com gazes para refrigeração, entretanto por acaso uma de suas amostras virou uma substancia pegajosa que quase nada grudava. Em 1945 essa amostra recebeu o nome de teflon, sendo os primeiros usuários os militares norte-americanos que o usavam para revestir tubos e vedações na produção de material radioativo para a primeira bomba atômica.

Segundo o site Hype Science (2014), somente em 1955 que o engenheiro francês chamado Marc Grégoire introduziu as panelas o teflon, graças a sua esposa que percebera que o material era perfeito para ser utilizado nos utensílios de cozinha.

5.1.9. Penicilina

Alexander Fleming, descobriu ao acaso a penicilina ao acaso na década de 1920, quando estudava a bactéria Staphylococcus aureus, quando sua cultura havia sido contaminada por fungos e na região contaminada não havia o crescimento de bactérias. Após dez anos de tentativas frustradas, em 1938 o australiano Howard Florey e o alemão naturalizado inglês Ernst Boris Chain da Universidade de Oxford. conseguiram obter 1g de penicilina pura. (SUPER INTERESSANTE, 1988)

Enquanto Florey e Chain isolavam a penicilina em Oxford, estourou a Segunda Guerra Mundial. Ironicamente, a carnificina em que mergulhou no mundo funcionou como estímulo ao desenvolvimento do remédio, pois, para curar tantos soldados feridos, o fundo de onde se extrai a penicilina passou a ser procurado por toda parte. Logo os laboratórios farmacêuticos descobriram a surpreendente fonte de onde poderia ser produzido em grandes quantidades – melões podres. (SUPER INTERESSANTE, 1988)

Ainda segundo a Super Interessante (1988), em 1944, o bioquímico russo naturalizado norte-americano Selman Waksman , anunciou a descoberta da estreptomicina, antibiótico que age contra a tuberculose, entre outras doenças. Foi o próprio Waksman, quem criou a palavra antibiótico, do latim "contrário" e do grego "vida", para designar os medicamentos fabricados a partir de substancias vivas que combatem outras substancias vivas, existem hoje centenas deles.

5.1.10. Criação do Fusca

A obsessão de criar o “carro do povo” (volkswagen, em alemão) veio durante o curto período que Hitler passou na prisão, após a tentativa fracassada de derrubar o governo no golpe conhecido como Putsch de Munique, em 1923. Condenado a 5 anos, Hitler acabou cumprindo apenas 9 meses na cadeia de Landesberg. Lá, dividiu o tempo entre a leitura da autobiografia de Henry Ford (que também era anti-semita e adorava carros) e a tarefa de escrever suas memórias no livro Minha Luta. Nelas, Hitler fala em “quebrar os privilégios automobilísticos das classes mais ricas” e de quebra colher os dividendos políticos. Em 1933, quando ele foi eleito chanceler, a Alemanha andava a pé. Tinha apenas um automóvel para cada 100 habitantes, enquanto a vizinha França tinha um para cada 28 e os EUA, um para cada 6. Na abertura da feira automobilística de Berlim de 1934, Hitler discursou: “É uma triste constatação que milhões de pessoas boas e esforçadas sejam excluídas do uso de um meio de transporte que, especialmente aos domingos e feriados, poderia se tornar uma fonte de indecifrável alegria”. (SUPER INTERESSANTE, 2007)

Em 1932 o projetista austríaco Ferdinand Porsche criou o primeiro conceito de carro popular batizado de Tipo 12, o veiculo já trazia as linhas básicas e o estilo inconfundível do fusca. Em 1932 Porsche recebe a visita de Jacob Werlin, consultor de Hitler, após essa visita o projetista teve uma audiência com o ditador alemão. (SUPER INTERESSANTE, 2007)

Hitler achava que o veículo deveria transportar 4 ou 5 adultos, atingir a velocidade de 100 km/h, manter uma média de consumo de 14 quilômetros por litro e custar qualquer preço, “desde que abaixo de 1 000 marcos imperiais”, destacou em tom autoritário a Porsche. É curiosa a maneira nada ortodoxa como o ditador chegou ao valor: seus assessores calcularam que um modelo americano Buick custava em média 1,5 marco por quilo. Como o protótipo da NSU pesava cerca de 660 quilos, eles deduziram que o preço deveria ser de 990 marcos. Naquela época, o DKW Front, automóvel mais barato da Alemanha, era vendido a 1 600 marcos. (SUPER INTERESSANTE, 2007)

Segundo a revista Super Interessante (2007) 1936, Porsche entregou três protótipos para serem testados e homologado. Em 1937 o regime nazista anunciou a construção da Volkswagem, uma fábrica estatal, na qual Porsche virou executivo-chefe da organização.

Ficou decidido também que o veículo seria vendido diretamente aos clientes. O interessado deveria pagar 5 marcos semanais na forma de selos, e só receberia o veículo após 4 anos, quando a cartela estivesse completa. Mais de 175 mil trabalhadores alemães aderiram à proposta. Nenhum deles jamais colocou as mãos em um automóvel: o início da 2ª Guerra, em setembro de 1939, interrompeu a produção. ( SUPER INTERESSANTE, 2007)

Segundo a Gazeta do Povo (2016), "o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, impediu que a produção do carro começasse, mas durante o conflito a fábrica fez milhares de veículos militares leves utilizando sua plataforma mecânica, com motor traseiro refrigerado a ar." No futuro o carro atingiria a venda de 21 milhões de unidades, entretanto no final de 1945 havia apenas 55 veículos, houve grande escassez de materiais que prejudicou as operações. Todavia os primeiros carros eram símbolo de esperança. Com um novo inicio para a industria de automóveis sob o controle birtânico.

Em junho de 1945, o governo militar britânico assumiu o controle da unidade, com sua força de trabalho de cerca de seis mil pessoas. Em 22 de agosto de 1945, o recém-designado oficial residente sênior, Major Ivan Hirst, obteve um pedido inicial de 20 mil Sedans, assegurando assim o futuro da fábrica e seus trabalhadores e evitando a ameaça de desativação e desmontagem. (GAZETA DO POVO, 2016)

5.1.11. Jipe

Os americanos consideram que o jipe foi o verdadeiro herói da Segunda Guerra Mundial. O carro produzido em larga escala por três empresas - Bantam, Ford e Willys-Overland ajudou os aliados a avançar sobre as linhas inimigas, suportar as mais difíceis condições de clima e de terreno e a transportar soldados (vivos, feridos ou mortos), carga, alimento e armas. (GUILHERME, 2007)

O exército norte-americano procurava um veículo de reconhecimento, que fosse leve e veloz, capaz de andar em qualquer tipo de terreno, com tração nas quatro rodas e ser capaz de suportar até 272kg. Sendo assim três montadoras atenderam as essas exigências, Babtan, Willys-overland e Ford. No auge da produção entre 1942 e 1945 os Estados Unidos lançaram cerca 500 jipes novos por dia, sendo que durante toda Segunda Guerra foram construídos cerca de 650 mil jipes. (GUILHERME, 2007)

Para servir ao exército norte-americano, o primeiro Jeep foi desenhado e criado para testes em apenas 49 dias pela American Bantam Car Company. Sua versatilidade foi provada pelos aliados nas frentes de batalha na Europa como Willys MB (M de militar e B por ser o segundo projeto) que teve 645 mil unidades produzidas entre 1941 e 1945. Não por acaso, para o general Dwight Eisenhower, o Jeep, o (avião C-47) Dakota, e o porta-aviões foram as três ferramentas que venceram a Segunda Guerra Mundial. A origem do nome Jeep é polêmica, Poderia ter derivado da pronúncia inglesa das letras GP, a sigla para General Purpose (uso geral). Mas a teoria mais aceita é de que o nome originou de um personagem de histórias em quadrinhos chamado Eugene the Jeep, da turma do Popeye. Criado em 1936, ele podia fazer qualquer coisa e ir para qualquer lugar. (LEAL, 2016)

O Jeep chegou ao Brasil em 1940, e cresceu com a chegada da primeira picape, também produzida no Brasil entre 1962 e 1982 e posteriormente por outras caminhonetes. (LEAL, 2016)

5.1.12. Horário de Verão

Segundo Marton (2014), o horário de verão veio da " necessidade que levou a Alemanha a decretar que os relógios deviam ser adiantados, em 30 de abril de 1916. A ideia era economizar carvão, usado tanto na rede elétrica quanto nas locomotivas que levavam armas ao front, assim como nas fábricas que as produziam." Ou seja, uma hora mais de sol significava gastar menos combustível, logo quase todos os países do mundo experimentaram o horário de verão ao longo do século XX.

5.2. A GUERRA FRIA HERANÇA DAS GUERRAS MUNDIAIS E APRIMORAMENTO DAS TECNOLOGIAS

O professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e diretor do Centro de História da Ciência, Shozo Motoyama, deu uma entrevista para o site Com Ciência (2002), no qual ele afirma que a "guerra é algo bastante contraditório e dialético uma vez que, desde a antigüidade[sic] até os nossos dias, a grande arma do homem foi utilizar o conhecimento para conseguir acabar com os seus inimigos".

Motoyama firma ainda que:

A partir do século XX - estou pensando na Primeira Guerra Mundial - começa a haver uma aplicação muito grande da ciência para a questão da guerra em função do seguinte fato: o potencial científico e tecnológico do mundo aumentou exponencialmente devido às características sócio econômicas do planeta. é um período que nós chamamos de revolução tecno-científica na qual a aplicação da ciência, pela primeira vez na história, começou a ser muito eficaz para resolver os problemas tecnológicos e isso formou um complexo industrial muito grande, tecnologicamente muito avançado e eficaz. E em função da existência de um substrato tecno industrial, também se tornou possível pensar em aplicações da ciência na própria guerra.

Motoyama, também cita o exemplo das armas químicas que ganharam destaque no século XIX, onde temos:

Nessa utilização massiva das armas químicas, como gases venenosos, verificou-se rapidamente que as conseqüências[sic] eram muito maiores do que aquelas apenas militares, ou seja, até aquela época havia uma certa ética militar, embora nem sempre obedecida, de que os alvos deveriam ser militares. A partir da utilização maciça das armas químicas, não havia mais possibilidade de controle dos alvos e os próprios civis começaram a ser vítimas desse processo. Isso se reforça cada vez mais e, a partir da Segunda Guerra Mundial, ocorre uma degradação da ética militar e começa-se a falar na guerra de extermínio total, ou seja, o alvo passa a ser também civil.

Logo segundo Motoyama temos:

[...]duas variáveis muito complexas que entram nesse processo: a eficácia da ciência para produzir armas cada vez mais potentes de um lado e, do outro, o fato de que, apesar dessa eficácia, a ciência ainda não é capaz de controlar seus efeitos na sua totalidade. Então, os efeitos dessas armas fogem do controle humano e, por isso, o problema é tão sério.

Motoyama atesta que:

[...]se observarmos a história, existe uma inter fecundação entre a ciência e a guerra. Podemos observar, por exemplo, que o desenvolvimento da química fez com que houvesse um desenvolvimento muito grande das armas químicas, em parte na Primeira Guerra Mundial. Mas a utilização desses conhecimentos tecnológicos nessa ocasião também trouxe uma série de aplicações posteriores muito importantes. Em termos de química podemos pensar numa série de produtos e melhoramentos, mas algo muito mais visível foi o desenvolvimento dos aviões que se observou após a Primeira Guerra. é um produto típico, em termos de desenvolvimento, da Primeira Guerra. Ninguém imaginaria que os aviões poderiam ter essa utilidade se eles não tivessem sido testados durante essa guerra. A mesma coisa pode ser dita com relação à Segunda Guerra Mundial, do projeto Manhattan e, principalmente, do desenvolvimento das comunicações - com o radar e os computadores.

Logo Motoyama também afirma que:

Se olharmos um pouco a questão da segunda metade do século XX, a grande revolução computacional e a da biologia molecular ou da engenharia genética são desenvolvimentos alheios à guerra. A mesma coisa pode ser falada com relação à revolução informática que vai se observar, porque é claro que houve um financiamento dos militares mas, do ponto de vista do desenvolvimento propriamente dito, não houve um envolvimento direto com a guerra. Nesse sentido, acho que o desenvolvimento da ciência propriamente dita prescinde da guerra para se desenvolver.

Entretanto Motoyama alerta que:

Os benefícios que os investimentos em tecnologia militar podem trazer são muito pequenos em relação aos danos que se pode causar. Temos militares com uma capacidade de destruição terrível, muito maior do que um planeta poderia suportar. Pense na proliferação das armas nucleares, lembre que na década de 40 havia apenas dois países que tinham armas nucleares, isso aumentou na década de 50 para 4 ou 5 e hoje nós temos quase uma dúzia de países com armas nucleares. Tendo armas nucleares e com essa filosofia da competitividade, qualquer tipo de coisa pode levar a destruição do inimigo. Exatamente da década de 50 em diante, durante a Guerra Fria, as potências imaginavam a sua segurança pensando primeiro em atacar o inimigo. Por exemplo, a primeira idéia[sic] com relação a criação da bomba atômica era de que, graças ao seu desenvolvimento e também dos mísseis teleguiados, poderia ser feito um ataque surpresa e terminar a guerra em muito pouco tempo.

Motoyama termina a entrevista com o site Com Ciência afirmando:

O desenvolvimento tecnológico que temos hoje é capaz de suprir materialmente toda a população mundial, mesmo que ela tenha crescido para 6 bilhões de pessoas. Nós temos condições tecnológicas para resolver os problemas de pobreza e, na verdade, o custo desse aparato militar é muito maior do que o custo que teríamos para erradicar a pobreza, que seria o meio mais eficaz e seguro de obter a segurança e não com o investimento maciço em indústrias militares e nas questões militares.

Segundo Canarim (2012), a Segunda Guerra é considerada o marco inicial para a Sociedade da Infração que vimos nos dias de hoje. "O acúmulo de conhecimento adquirido em função de estratégias de guerras e da necessidade de comunicação segura fomentou o desenvolvimento de ferramentas e códigos que viabilizassem a circulação de informações no meio militar sem o risco de vazamento que pudesse colocar toda a estratégia em perigo." Com o fim da Guerra e o estabelecimento da Guerra Fria, a comunicação e a transmissão de informação passa a ser fator estratégico na política mundial.

Reynol (2002) diz que, a Guerra Fria foi uma guerra jamais declarada oficialmente, no qual o mundo foi dividido entre os blocos socialistas e capitalistas por quase cinquenta anos, sendo que por vários momentos ameaçou exterminar a humanidade.

Mas essa mesma tensão gerada pela queda de braço entre capitalistas e comunistas também impulsionaria a ciência e a tecnologia de um modo jamais visto durante toda a história humana. Testemunhas da importância do conhecimento científico na Segunda Guerra, Estados Unidos e União Soviética sabiam que não poderiam prescindir desse poder que auxiliou a máquina de guerra nazista e que foi fundamental na criação da bomba atômica. Entretanto, não só a indústria bélica foi beneficiada. O computador que você tem agora à sua frente; a Internet, rede em que esta reportagem foi publicada; o seu relógio digital e até a viagem do homem à Lua são, de certa forma, frutos dessa Guerra. Tecnologias das mais variadas áreas foram influenciadas por ela. (REYNOL, 2002)

Ainda segundo Reynol (2002) os " Os embates deram-se como numa partida de xadrez, em que cada movimento de um dos lados era seguido de uma resposta, quase que imediata, do oponente".

Aquino e Vieira (2002), afirmam que a bomba atômica provocou uma corrida armamentista que envolveu quase todas as nações, "mesmo países de menor expressão científica criaram suas Comissões Nacionais de Energia Nuclear, buscando conhecer e disciplinar o uso das técnicas advindas das atividades relacionadas com a área nuclear. Os mais desenvolvidos criaram programas para o uso pacífico dessa nova forma de energia[...]." Os resultados práticos das pesquisas nucleares influenciaram bastante a vida moderna. "Muitas das atividades de pesquisa desenvolvidas no pós-guerra estavam relacionadas com a bomba nuclear".

Ainda segundo Aquino e Vieira (2002), por pior que tenha sido a devastação causada pelas bombas nucleares, nos favoreceu nos estudos dos efeitos biológicos das radiações, que segundo esses autores:

O conhecimento adquirido teve como conseqüência[sic] a ampliação dos usos médicos das radiações. Novos reatores de pesquisa e aceleradores de partículas viabilizaram a produção em larga escala de diversos radioisótopos (isótopos radioativos) usados no diagnóstico e no tratamento de diferentes tipos de doenças. A radioterapia no tratamento de câncer se consolidou como prática tradicional.(AQUINO; VIEIRA, 2002, grifos dos autores)

Segundo Reynol (2002), na década de 1950 a disputa ganha o espaço sideral:

Em agosto de 1957, eles lançam seu primeiro míssil balístico intercontinental, o R7. Provavam assim que poderiam atingir os Estados Unidos sem decolar um único avião nem deslocar tropas de seu país. Com a mesma tecnologia já eram capazes de colocar um objeto em órbita e foi o que fizeram dois meses depois. Em outubro daquele ano, o mesmo foguete levou o Sputnik, uma esfera pouco maior que uma bola de basquete que entrou em órbita espalhando um sinal intermitente pelo espaço, tornando-se o primeiro satélite artificial do mundo. Em dezembro de 1957, os EUA responderiam com o Minuteman, carro chefe de uma safra de mísseis intercontinentais desenvolvidos na América (Atlas, Titan e MX, este apelidado ironicamente de Peacekeeper, "o mantenedor da paz"). Mais irônico ainda é que o desenvolvimetno de mísseis balísticos dos dois blocos foi herança de um ex-inimigo comum: a Alemanha Nazista. Logo após o fim da Segunda Guerra, soviéticos e americanos cooptaram o que puderam dos espólios científicos da Alemanha Nazista. Entre cientistas, projetos e relatórios de pesquisa, aproveitou-se muita coisa do V2, o potente foguete com o qual Hitler atormentou os britânicos, lançando mais de 3 mil unidades em direção à Inglaterra durante a Guerra. (grifos do autor)

Ainda segundo Reynol, a NASA (agência espacial norte-americana) surgiu em 1958 e foi responsável pelos principais feitos espaciais do ocidente. "Foi ela a responsável pelo projeto Apolo que levou o homem à Lua, em 1969; a resposta americana ao passeio, em 1961, de Yuri Gagarin, o primeiro homem a orbitar a Terra."

6. MATERIAL E MÉTODOS

Para construção do presente artigo, foi consultado todas as formas de pesquisas disponíveis, tais como: Livros como o "História para ensino médio: Brasil e Geral" de Gilberto Cotrim, "História Geral: Compacto 2º grau" de Antônio Pedro, "História Geral e do Brasil" de Cláudio Vicentino e Gianpaolo Doringo, "Tecnologia, guerra e fascismo" de Hebert Marcuse, ". Tecnologia: Buscando uma definição para o conceito" de Estéfano Visconde Veraszro et alt., Educação e tecnologias: O Novo Ritmo da Informação" de Vani Moreira Kenski, "Desbravando a tecnologia" de Cristiano Cordeiro Cruz, "A tecnologia como problema filosófico: três enfoques" Alberto Cupani foram usados para pesquisa, principalmente na área histórica das guerras e na conceituação de tecnologia; Foram usados também páginas como a InfoEscola, Guia do Estudante, Brasil Escola, Mundo Estranho e Com ciência, que tem excelentes artigos sobre as guerras e as tecnologias usadas nelas; Foram usados também revistas e periódicos como G1,Veja, Uol Noticias, Gazeta do Povo, Super Interessante, Terra Noticias, Época negócios e ClicRBS que contiam reportagens sobre as guerras e o que foi desenvolvido nelas, no acervo digital da revista Veja foi encontrada uma reportagem de 1916 no qual falava da primeira vez que o tanque entrou no campo de batalha; também há os blogs como o Recanto das Letras, há também o IX Simpósio Internacional Processo Civilizador, na qual foi usado um excelente artigo Ciência e Tecnologia: Transformando a relação do ser humano.

Foi um assunto bastante restrito nas informações, onde há pouca informação sobre o que usamos no nosso dia a dia que são provenientes das guerras. Muitos assuntos como a herança das guerras mundiais nos dias de hoje estão comparado a Guerra Fria, devendo cada um ser pesquisado individualmente, o que por vezes foram pesquisados em blogs ou em páginas na web. Há poucos relatos sobre o que a guerra trouxe de bom para o ramo cientifico e tecnológico, há uma visão mais voltada as crueldades praticadas nas guerras ou para as armas de destruição em massa. Contudo a pesquisa se desenvolveu dentro dos conformes e da programação desejada, aplicando a pesquisa em vários meios de consultas.

7. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir do século XX, começa a haver uma aplicação muito grande da ciência devido a guerra, o potencial científico e tecnológico do mundo aumentou expressivamente, devido às características sócio econômicas global. Segundo o autor Brigagão, “se a ciência pode ser entendida como pensamento racional acumulado, a guerra é estratégia, tática e logística acumuladas: a interdependência da influência do pensamento científico sobre pensamento militar e da guerra e vice-versa é um dos mais influentes fatores na história da humanidade.” A ciência forneceu instrumentos para a continuação das guerras, tornando-as mais sofisticadas e bem mais mortíferas e brutais. Se observarmos a história, existe uma relação entre a ciência e a guerra. Segundo o autor Pinto, desde a antiguidade ate os dias atuais à ciência é desenvolvida juntamente com os interesses bélicos. Na antiguidade os conhecimentos tecnológicos eram destinados a produção de armamentos para as guerras e a expansão dos exércitos. A autora Kenski afirma que, as tecnologias são tão antigas quanto à raça humana, na verdade foi à criatividade humana que deu origem as tecnologias.

A origem da primeira guerra mudaria totalmente o mapa global e as origens da guerra são duas as midiáticas e a rivalidades nacionalistas que havia se instaurado na Europa durante o século XIX. A Primeira Guerra Mundial, foi movida pela disputa colonial, onde os países industrializado buscavam novos mercados para a venda de seus produtos, acabando por disputar colônias na África e Ásia. A tensão mais eminente era entre a Inglaterra e a Alemanha, porém também começou a surgir em varias regiões da Europa os movimentos nacionalistas, que queriam se agrupar sob um mesmo Estado os povos de raízes culturais semelhantes. Entretanto é no campo tecnológico que muito evoluiu nessas guerras com o surgimento de armas inovadoras, e o emprego de aviões em combate pela primeira vez em um grande conflito . Muitos dos aperfeiçoamentos bélicos e criações foram testadas nesse conflito, mas o que mais marcou foram as armas químicas, pelo sofrimento que causava naqueles que a inalavam, tornando-se uma arma letal, onde o soldado inimigo sofria uma morte dolorosa e cruel. A “Grande Guerra” como era conhecida foi o maior conflito até a segunda guerra, mas foi o ponto inicial da segunda guerra. Com a vitoria da França foi criado e assinado o tratado de Versalhes que, por sua vez impunha regras e condições aos Alemães que saíram derrotados. No segundo conflito o poder de fogo bélico é maior que no primeiro, pois na Primeira Guerra, muitas das criações bélicas como o tanque de guerra eram colocados pela primeira vez em um campo de batalha. Houve também no final do conflito o uso de uma arma nuclear com consequências catastróficas.

Houve logo uma série de evoluções tecnológica ao logo dos conflitos mundiais, que mudaria a forma de se fazer guerra e mais adiante as necessidades da população civil. Segundo a autora Canarim, "o acúmulo de conhecimento adquirido em função de estratégias de guerras e da necessidade de comunicação segura fomentou o desenvolvimento de ferramentas e códigos que viabilizassem a circulação de informações no meio militar sem o risco de vazamento que pudesse colocar toda a estratégia em perigo." logo com o fim da Guerra e o estabelecimento da Guerra Fria, a comunicação e a transmissão de informação passa a ser fator estratégico na política mundial. Todavia a partir da década de 1950 em diante, as potências imaginavam que para sua segurança deveriam pensar primeiro em atacar o inimigo. Com o desenvolvimento da bomba atômica, foi possível desenvolver o míssil teleguiado. Após desenvolver esse míssil, houve a corrida espacial, onde soviéticos e norte-americanos disputavam a conquista do espaço sideral.

E ainda hoje as tecnologias seguem avançando, tanto nos campos militares quanto civil, os conhecimentos adquiridos na época das guerra mundiais continuam a avançar, tanto no ramo da medicina, nuclear, armamentista, da aviação, da corrida espacial. Há vários acordos para que as armas nucleares, não sejam mais usadas pois afetam toda a população civil, há também um grande esforço para deter as guerras que assolam no oriente médio, tudo vem para contribuir seja pelo bem ou pelo mal, mas tudo se ajusta na evolução da humanidade.

8. CONCLUSÃO

As guerras mundiais assolaram o mundo trazendo milhares de mortes, sejam nos front de batalha, ou sejam por armas químicas e nucleares. A Segunda Guerra ficou conhecida como o maior holocausto da história mundial onde milhares de pessoas morreram nos campos de concentração. Em meio ao terror e ao derramamento de sangue que as tecnologias ganham força e poder, devido o alto valor empregado nos desenvolvimento militares.

Houve também a redefinição da ordem mundial em favor das superpotências, onde temos a confirmação dos Estados Unidos com hegemonia no bloco capitalista. Não podemos negar que houve sim um declínio da influência política, econômica e mesmo cultural da Europa. E no campo das técnicas militares, foram somados aos instrumentos tradicionais de guerra novos tanques, foguetes, radares, aviões, submarinos e, finalmente, a bomba atômica.

Muitas das tecnologias que temos hoje como o uso da panela de teflon, os zíperes, as cirurgias plásticas, antibióticos, sistemas de navegação, corrida espacial, tudo isso foram graças as guerras mundiais. O mundo se desenvolveu tecnologicamente em trinta anos o que levou quase vinte séculos para conseguir e, não para por aí, o avanço medicinal através da radiação foi um dos maiores ganhos que tivemos, pois devido as consequências da bomba nuclear, moveu-se uma vasta pesquisa sobre os efeitos radiativos no corpo humano, chegando a usar a radioterapia para combater o câncer, por exemplo.

Claro que muitas tecnologias foram aprimoradas na Guerra Fria, o computador surgiu na Segunda Guerra foi aprimorado na Guerra Fria e hoje em dia é muito utilizado no dia a dia das pessoas. O zíper existia muito antes da guerra mas foi graças a ele que a praticidade o fez ser usado nos equipamentos militares e hoje todas as roupas e acessórios os tem. As cirurgias plásticas surgiram para corrigir as cicatrizes dos soldados que tiveram o rosto desfigurados, mas hoje em dia as cirurgias estéticas dominam a medicina moderna. Sim as guerras tem seu lado cruel, mas todavia se analisarmos no aparato tecnológico ela nos trouxe grandes benefícios para o nosso cotidiano.

REFERÊNCIAS

ARRUDA, Felipe. Oito tecnologias inventadas para a guerra que fazem parte do nosso cotidiano; Tecnomundo, 2013. Disponível em Acessado em: 20 de fevereiro de 2016.

AQUINO, Afonso Rodrigues de; VIEIRA, Martha Marques Ferreira. A herança da bomba nas pesquisas nucleares. Com Ciência, 2002. Disponível em: http://www.comciencia.br/reportagens/guerra/guerra18.htm. Acessado em: 6 de outubro de 2016.

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Publicado por: Fernanda Vach Michel

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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