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Responsabilidade Social: como uma empresa pode iniciar ações

Geografia

Responsabilidade Social: como uma empresa pode iniciar ações, atitudes emergenciais, Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, Metas do Milênio, PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Brasil no ranking do IDH.

Seria muita pretensão em tão poucas palavras pretendermos dar uma receita universal sobre como empresas podem dar início a ações que promovam a transformação social, que será o foco desta matéria. Isso porque queremos, desde já, desfocar nossa visão de atitudes emergenciais, assistenciais ou de caráter superficial.

Para dar ambientação ao que queremos sugerir, gostaríamos de citar dois importantes referenciais existentes, que podem servir de balizadores das nossas ações, sejam como instituições – do governo, de empresas lucrativas, de instituições da sociedade civil – ou como pessoa física. Um desses referenciais são os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, os ODM, e o outro, o Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH.

Os ODM, resultado do trabalho da ONU, no início da década, estudam as principais misérias mundiais, traduzem isto em oito objetivos que se desdobram em dezoito metas, as Metas do Milênio. Foram mais de 190 as nações signatárias desse documento, em setembro de 2000, inclusive Brasil. A partir daí, governo, empresas, sociedade civil e pessoas se mobilizaram para, até 2015, levar o Brasil a uma posição melhor em relação às condições de vida da sociedade nacional.

O IDH se baseia numa avaliação das condições de vida da sociedade brasileira, em nível municipal, considerando questões como Educação, Expectativa de Vida e Renda Per Capita. No Brasil, conforme dados do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, das 33 regiões consideradas metropolitanas, a Grande Vitória ocupa a 24ª posição. Considerando o nível municipal, o município capixaba melhor situado é Vitória, na 18ª posição dentre os cerca de 5500 municípios brasileiros.

O Brasil está na 69ª colocação no ranking do IDH de 2006 (em 177 países no total), com um índice de 0,792 (médio desenvolvimento humano). Desde 1990, já subiu 14 posições. Apesar de ter melhorado nos critérios educação e longevidade, o Brasil caiu no critério renda.

Considerando, efetivamente, os objetivos dessa matéria – mais adiante voltaremos aos assuntos introdutórios – uma organização pode começar um programa de responsabilidade social principalmente pela avaliação de sua Visão, Missão e da Ética como pretende desenvolver seus negócios. Partimos de uma premissa de que, antes que hajam empresas socialmente responsáveis, seus principais gestores devem ser pessoas cujas atitudes assim se desempenhem.

Num segundo movimento, a empresa deve se adequar internamente. Há instrumentos disponíveis no mercado que servem de ótimos guias, como os programas e prêmios da qualidade, inclusive os oferecidos pelo Sistema Findes. Mas, de forma gratuita, podem-se acessar os Indicadores Ethos e outros instrumentos de auto-avaliação da organização. Esses instrumentos são excelentes guias para que a empresa faça primeiramente o seu ‘dever de casa’ quanto as suas relações com o público interno, com fornecedores e clientes, bem como com outros stakeholders [partes interessadas] mais próximos de seu negócio.

No momento seguinte, é importante interpretar as carências da sociedade em seu entorno. Para tanto, diálogos com o primeiro e terceiro setores são muito bem vindos. A parte introdutória serve, nesse mister, para apresentar caminhos. Se a empresa pretende atuar junto à sociedade, como dica, sugerimos que busque agir na melhoria de um dos inciadores sociais citados nos balizadores citados [ODM e IDH]. Assim, ao fim de um período, a organização poderá avaliar o quanto ela pode contribuir para a melhoria da região sob sua influência direta.

Outras ações, no entanto, podem ser desenvolvidas: voluntário empresarial, doações de materiais alienados [computadores, mobiliários, sobras de materiais, caixas de madeira etc], programas de visitação na empresa [para escolas e comunidades], disponibilização de cursos para adolescentes e jovens, oferta de estágios e empregos para comunidades adjacentes, bem como outras ações que não envolvam desembolso financeiro.

É muito bom desmistificar a idéia de que Responsabilidade Social é apenas para organizações ricas. Essa idéia tem anulado empresários para essa iniciativa e inibido o poder criativo de gestores e colaboradores.

Se você quiser conhecer melhor os assuntos trazidos à luz nesta matéria, gostaria de sugerir alguns sites bastante interessantes:

Instituto Ethos
www.ethos.org.br

ONU, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
www.pnud.org.br

ONU no Brasil
http://www.onu-brasil.org.br

GIFE – Grupo de Instituto, Fundações e Empresas
www.gife.org.br

Governo Brasileiro, IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas
www.ipea.gov.br

IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social
www.idis.org.br

Rits – Rede de Informações para o Terceiro Setor
www.rits.org.br

Nós Podemos [debate as Metas do Milênio]
www.nospodemos.org.br

Akatu [debate sobre o Consumo Consciente]
www.akatu.net

Climate Crisis [site em inglês sobre o documentário de Al Gore]
www.climatecrisis.net


Publicado por: joão carlos marins

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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