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Atitude sustentável: um dever de todos

Geografia

Você sabia que é dever de todos ter atitudes sustentáveis? Confira um pouco sobre o assunto!

Meio ambiente é um dos temas mais discutidos do último século. A todo instante algum episódio preocupante chega a nosso conhecimento e nos leva a profundas e perturbadoras reflexões sobre o futuro.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, também denominado WED, acrônimo para World Environment Day, salienta a memória, manutenção e incremento de princípios e planos de ação que constituem o pacto entre povos e nações para consolidar uma cultura socioambiental responsável e promover uma conscientização universal sobre a necessidade da preservação do meio ambiente.

A data surgiu a partir da Primeira Conferência sobre Meio Ambiente ocorrida em 1972, em Estocolmo, Suécia. O evento reuniu 113 países, 19 órgãos intergovernamentais, mais de 400 organizações não governamentais e transformou o tópico em matéria de relevância internacional.

Tamanho engajamento e os entendimentos ali estabelecidos representam um marco no advento do conceito de desenvolvimento sustentável, bem como na introdução permanente de algo sobretudo ligado à sobrevivência na agenda de interesses globais.

Também na ocasião foi forjada a definição para o termo Meio Ambiente como “o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em curto ou longo prazo, sobre os seres vivos e as atividades humanas”.

No Brasil, sede de duas conferências, a ECO-92 e a RIO+20, a Política Nacional do Meio Ambiente, PNMA, estabelecida pela Lei 6938 de 1981, descreve Meio Ambiente como “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.

Por ocasião do WED, o Programa da ONU para o Meio Ambiente atua no incentivo a parcerias e condutas visando a proteção do meio ambiente, capacitando países e pessoas a desenvolver soluções que promovam o uso consciente de recursos e resultem em melhor qualidade de vida sem comprometer a existência das gerações futuras.

Contribui ainda com a criação e reafirmação de diretrizes destinadas a substanciar não somente o entendimento sobre as responsabilidades de cada governo, mas também o comprometimento com a reavaliação de suas políticas e práticas ambientais, idealizando estabelecer um padrão de desenvolvimento mais justo e sustentável.

Duas frentes opostas se destacaram na célebre convenção de 1972. De um lado se agrupavam os partidários da abundância e inesgotabilidade dos recursos naturais, para os quais a apreensão em torno do assunto era puro exagero e poderia gerar entraves para os países em desenvolvimento. Do outro, se encontravam os calamitosos, para quem o planeta entraria em agonia de imediato, caso o crescimento econômico e demográfico não fossem contidos.

Extremismos à parte e mantida com ressalvas a proximidade com a verdade, ambas as bandeiras ainda dividem nossas opiniões quer nos reconheçamos como meros organismos na estrutura ambiental, quer procedamos como credores autoproclamados de seus recursos.

Um exemplo ressoante dessa constatação está na crise hídrica deflagrada na Região Metropolitana do Estado de São Paulo, a partir de 2014.

Atendida pelo Sistema Cantareira, um conjunto de represas criado na década de 70 como demanda ao rápido crescimento populacional, a região sempre esteve sob luz amarela, mas nunca foram definidos planos de contingência realistas caso o fornecimento do liquido precioso fosse seriamente comprometido.

Com a escassez das chuvas de verão, principal fonte de reabastecimento, o inimaginável aconteceu.

A partir daí, o que se teve foram transtornos sem precedentes, excedidos apenas pela experiência histórica do Nordeste do país.

Naquele ritmo, o sistema e conseqüentemente o Estado entrariam em colapso em apenas alguns meses.

Lamentavelmente, no auge do problema ainda era possível encontrar pessoas lavando seus carros e calçadas enquanto a maioria se esforçava para cumprir as restrições no consumo. Então, um comportamento que deveria ter surgido com naturalidade, acabou sendo “estimulado” através de algumas penalidades.

É alarmante a maneira displicente com que tratamos a questão. Embora o contexto sinalize que o bem estar das pessoas não pode ser determinado por uma relação diretamente proporcional à quantidade de recursos consumidos, os atuais modelos econômicos seguem uma via oposta, onde o que predomina é exatamente a cultura do consumo desenfreado.

Ainda não somos unânimes a respeito da importância do meio ambiente e sobre as implicações de nossas atitudes. Talvez só aprendamos quando tivermos ido longe demais.

Para o ambientalista britânico James Lovelock, a quem o futuro da humanidade não oferece bons presságios, permanecemos como fumantes inveterados que desfrutam um cigarro após outro, pensando em parar somente quando o dano se tornar evidente.

Por Adilson Ortiz graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Pós - graduado em Gestão Empresarial pela Universidade Nove de Julho.


Publicado por: Adilson Ortiz

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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