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As novas possibilidades na era digital pra ensinar geografia

Por: Luzi Carlos Polini da Silva

Resumo

O presente artigo estará abordando um método no qual utilizo e como elemento  experiência desenvolvida a partir do ensino aprendizagem nas aulas na disciplina de Geografia. A priore, vou descrever uma concepção/atuação teórica de ensino que orientou as minhas aulas de Geografia durante o ano letivo de 2013 quando coloquei o uso das redes sociais como instrumento facilitador nas aulas de Geografia. Em seguida, a apresentação sobre as aplicações de conteúdos referentes a disciplina pelo que denominamos “grupo de postagens”, oriundos do Facebook, suas funcionalidades, a  operacionalização deste recurso e suas mais diversas características pedagógicas. Além disso, explica como  a tal experiência buscou tornar o “grupo de postagens” um ambiente virtual de exímio auxílio na aprendizagem de meus aluno(as), capaz de se criar um importante espaço didático para as aulas de Geografia. Por fim, traz alguns resultados obtidos com tal experiência por meio da aplicação de diversas postagens e comentários deixados pelos alunos(as) que participaram das aulas de Geografia no “grupo de postagens”, ferramenta útil oferecida pelo FACEBOOK.

Palavras-chave: Ensino. Geografia. Ambiente virtual de aprendizagem. Facebook.

Introdução

As  TIC´s, as redes sociais, as diferentes áreas que a tecnologia oferece ou seja  as mais diversas mídias virtuais cada vez mais fazem parte do cotidiano social da população, e por isso, estão cada vez mais inseridas também nos colégios/escolas. É bastante perceptível a inserção dos estudantes nas novas tecnologias de comunicação como a internet sendo que os colégios/escolas atuais em sua grande maioria oferecem LABIN (laboratório de informática) para a utilização dos alunos(as).

Sendo assim este presente artigo busca resultar socializar uma prática pedagógica desenvolvida com estudantes do primeiro e segundo ano do ensino médio do Colégio UNEOURO, instituição de caráter privado com uso do sistema Objetivo de ensino, situado no município de Ouro Preto do Oeste-RO.

 No decorrer do ano letivo de 2013, especificamente em nossas aulas de Geografia no Colégio UNEOURO.

Professor de Geografia e de História da  Rede Estadual de Ensino de Rondônia. Professor CLT no Colégio Uneouro e Professor Horista na Faculdade de Ouro Preto do Oeste- RO. Formou-se em Lic. Plena no ensino de Geografia e com complementação no ensino de Histórial  no ano de 2002 na Faculdades Integradas de Naviraí- MS. (FINAV).

Ciente que um grupo de postagens ou qualquer outra ferramenta tecnológica pode ser concebido de diferentes formas. Apresentamos inicialmente um aparato teórico que vem orientando nossa prática pedagógica. Nesse momento do texto buscamos explicitar as concepções que desde o início deram sustentação teórica para a construção deste ambiente..

Num segundo momento, disserta-se sobre as funcionalidades existentes no grupo, dando ênfase as suas características pedagógicas que deram ao grupo na nossa avaliação status de ambiente virtual de aprendizagem. Neste instante que explicamos como se tentou criar um espaço de interação entre os estudantes, enfatizando a socialização dos conhecimentos por eles produzidos e postados, para serem compartilhados e comentados no decorrer das aulas teóricas em sala.

Por fim, traz alguns trechos retirados de atividades desenvolvidas no grupo de postagens, que buscam exemplificar como tal experiência vem sendo positiva na medida em que os estudantes conseguiram utilizar esse ambiente para aprender, refletir sobre os conhecimentos e sobre a realidade, produzindo e socializando, e comentando seus diversos conhecimentos.

Como Ensinar a disciplina Geografia na atualidade

A  nossa realidade vivida por nós professores de Geografia na sala de aula é fruto de um contexto histórico específico. Lecionar na atualidade permeia condições histórico- sociais inerentes a conjuntura. As crianças e jovens de hoje crescem    inseridas num mundo pulsante de novas tecnologias, o que representa consequentemente novos instrumentos de aprendizagem.

Os caminhos pedagógicos percorridos pelo estudante de hoje são diferentes dos trilhados anteriormente. As tecnologias surgem como um novo aparato instrumental na qual a criança e o jovem se apropriam e desenvolvem novos percursos pedagógicos de aprendizado. Eles criam suas estratégias para aprender e se comunicar com o mundo por meio da internet e da informática, pois “hoje nossos alunos pensam e processam informação fundamentalmente diferente dos seus antecessores. E estas diferenças são mais profundas e vão muito mais longe do que a maioria dos educadores percebem”. (PRENSKY, Marc, apud. CORACINI, pg. 3, 2009)

Algumas gerações atrás, por exemplo, as fontes de informação e comunicação poderiam se restringir, para muitos estudantes, ao que o professor passava no quadro. O que falar de muitos dos estudantes da atualidade que estão inseridos e dominam plenamente o uso da internet, a dimensão que isso representa na apropriação de informações? A maioria dos atuais professores migraram de outras tecnologias como livros, quadro/lousa e giz para a informática, já seus estudantes já nasceram inseridos nessa nova realidade e desconhecem muitas vezes como era o mundo antes da internet. Segundo Ribeiro, adolescentes e principalmente crianças

não conseguem compreender o mundo sem a utilização da comunicação   em   tempo   real,   configurando-se   como   Nativos Digitais. Em outras palavras, a tecnologia é totalmente incorporada no seu cotidiano, sendo utilizada como ferramenta útil nos estudos, na vida diária e como um poderoso espaço para o desenvolvimento das suas relações sociais, através da participação em comunidades virtuais. Dessa forma, a criança é um agente social que interpreta seu mundo  e  sua  vida  de  forma  particular,  através  de  múltiplas interações estabelecidas pelas crianças entre si e com adultos (2010, pg. 17)

Nesse sentido, é importante que o professor reflita sobre o objetivo de sua prática nesse novo contexto. ‘Como ensinar’ é tão importante como ‘o que ensinar’. Nesse contexto, o quadro/lousa e o giz são suficientes para mobilizar o estudante para o aprendizado? Redundante ou não, as novas tecnologias inserem novamente o campo educacional nos velhos embates epistemológicos travados por grupos teóricos acerca dos objetivos da educação.

Esse debate, na nossa prática educacional como professor e pesquisador, não se resume ao uso da internet como ferramenta de pesquisa, mas ao uso pedagógico que se dá  a  internet  e  a  outras  tecnologias  para  nossas  aulas.  Diferentes  concepções pedagógicas atribuem a essas ferramentas distintas funções e atribuições. No cotidiano escolar que vivemos é perceptível o sentimento receoso demonstrado por colegas professores, que relutam a aceitar e perceber que essa conjuntura é inevitável, e mais, que é preciso pensar pedagogicamente como lidar com ela. A reprodução de uma prática de viés tradicional, centrada na figura do professor como proprietário, dominador e transmissor do conhecimento continua, em certa medida, ignorando a existência desse novo cenário.

Por outro lado, nossa prática vem tentando percorrer um caminho diferente. Buscamos organizar nossas aulas a partir de uma concepção baseada na apropriação e produção de  conhecimentos geográficos por  parte dos  estudantes. Nosso ponto de partida não está no que sabemos, mas no desafio que se apresenta ao professor de tentar conhecer o que os estudantes sabem, seus conhecimentos, muitas vezes apropriados do senso comum. Nosso ponto de chegada reside na tentativa, por meio de estratégias pedagógicas metodológicas e dos saberes científicos, de condução do conhecimento do estudante para o senso crítico (SAVIANI,1997, pg. 19).

Como afirmamos, tão importante quanto o que se está ensinando, é como ensinar, como conduzir nosso estudante ao senso crítico. Dessa forma, o conhecimento não é um fim em si mesmo, mas um aliado. Assim como a internet e as novas tecnologias, que não podem ser utilizadas em nossas aulas de qualquer jeito, sem planejamento. Elas precisam estar a serviço dos nossos objetivos. Para Saviani, [...] o problema da transformação do saber elaborado em saber escolar. Essa transformação é  o  processo através do qual selecionam-se, do conjunto do saber sistematizado, os elementos relevantes para o crescimento intelectual dos alunos e organizam-se esses elementos numa forma, numa sequência tal que possibilite sua assimilação. Assim, a questão central da pedagogia [ensino de Geografia] é o problema das formas dos processos, dos métodos; certamente, não  considerados em  si  mesmos, pois  as  formas só fazem sentido na medida em que viabilizam o domínio de determinados conteúdos. (1997, pg. 88, grifos do autor)”

Por isso que em diversas situações o ensino de Geografia marcado pela memorização de informações não contempla o dialogo com a atual conjuntura. Na nossa avaliação, tal concepção pedagógica atribuída a Geografia escolar pode contribuir para a indisciplina e em muitos casos ainda com a evasão, pois tem dificuldade em estimular o estudante. Para ter acesso à informação, muitos de nossos estudantes não precisam mais do  professor,  basta  acessar  um  sítio  de  busca  na  internet.  Nesse  contexto  que observamos as novas tecnologias no centro do debate sobre os objetivos da educação. O que queremos ensinar? Como ensinar? Esses são questionamentos cruciais para nossa

prática. Para Saviani “[...] a questão central da Pedagogia [ensino de Geografia] é a questão dos métodos, dos processos ...o professor está mais interessado em fazer progredir o aluno. O professor vê o conhecimento como um meio para o crescimento do aluno; enquanto para o  cientista o  conhecimento é  um fim, trata-se de descobrir novos conhecimentos na sua área de formação, Nesse sentido, [...]o melhor geógrafo não será necessariamente o melhor professor de Geografia [...] E por que? Porque para ensinar é fundamental que se coloque inicialmente a seguinte pergunta: para que serve ensinar uma disciplina como Geografia, história ou português aos alunos concretos com os quais se vai trabalhar? Em que essas disciplinas são relevantes para o progresso, para o avanço e para o desenvolvimento desses alunos? (1997, pg. 88, grifos do autor)”

Nesse sentido, nossa prática pedagógica tem se comprometido em construir instrumentos metodológicos que possibilitem nosso estudante, inserido no tempo das novas tecnologias, a se apoderar dos conhecimentos científicos, utilizá-los, construir o senso crítico e a refletir sobre sua realidade. Temos evitado cobrar do nosso estudante memorizações de informações, buscamos estimular, por meio da Geografia, que ele consiga se posicionar e questionar o mundo que vive. A partir desses pressupostos e questionamentos, iniciamos a construção de um ambiente virtual de aprendizagem, um blog educacional, que tenta inserir nossas aulas de Geografia num ambiente mais próximo do mundo em que os estudantes vivem.

O grupo de postagens como ambiente virtual de aprendizagem: uma proposta para a melhoria  nas aulas de Geografia

A concepção equivocada de que internet é local apenas para se pesquisar informações prontas contribui, na nossa avaliação, para a formação de uma cultura escolar de cópia de textos, que chamamos de cultura do ‘Ctrl C e Ctrl V’. É muito comum, por exemplo, a utilização da internet e outras tecnologias educacionais para a realização de pesquisas e trabalhos. É importante ressaltar que na maioria das vezes nossos estudantes copiam um texto da internet sem lê-los completamente, muitas vezes se restringindo a ler o título do texto.

Isso representa uma reprodução, consciente ou não, de uma concepção tradicional da Geografia escolar, na qual o conhecimento está pronto, e o estudante deve absorvê-lo, memorizando-o.  Essa cultura não está apenas enraizada no estudante, mas também no professor que é o responsável por organizar e conduzir o processo de aprendizado do estudante. Romper com essa lógica não é uma tarefa fácil. Propor ao estudante que ele não copie, que ele leia, reflita e se posicione diante do tema estudado na sala informatizada da escola pode ser uma tarefa árdua.

Nesse sentido, buscando a ruptura, o grupo no Facebook não solicita nem obriga  ao estudante que ele traga e copie textos de outros sites nem que ele produza uma definição sobre os conceitos estudados. Ele apresenta um conteúdo por meio de textos, imagens e mapas, e ao final questiona o estudante sobre esse assunto. O estudante, por sua vez, precisa indispensavelmente deixar um comentário no grupo com sua avaliação sobre o assunto. Sendo assim, o uso da internet, de blogs e a solicitação de publicação de um comentário vem se estruturando como nossa estratégia pedagógica para mobilizar o estudante nesse novo contexto das tecnologias educacionais.

Estamos assim, buscando organizar uma nova prática pedagógica que contribua para  o  aprendizado do  estudante nessa  nova  realidade trazida para  a  escola pelas gerações de estudantes agora inseridos no meio digital. Por isso nosso sentimento de que muito ainda está por ser construído. E a construção do grupo vem se concretizando numa interessante experiência pedagógica nas nossas aulas de Geografia. A  efetivação do  nosso novo instrumento tecnológico não  se  resumiu a  se  tornar uma fonte de  informações. Seu propósito é a de que o estudante participe de sua construção, que  seja um ambiente para que ele aprenda, produza conhecimento e possa divulgá-lo.

O grupo é organizado em algumas sessões, possuindo uma página para cada tema como mapas, imagens, vídeos, jogos educativos entre outros. Esses espaços atuam  como  áreas  fixas,  onde  se  armazenam  diferentes  fontes  de  pesquisa.  Cabe destacar que o estudante pode contribuir na construção desse espaço, enviando vídeos ou mapas que tenham relação com temas estudados e que gostaria de publicar no grupo.

Outras partes do grupo que despertaram o interesse dos alunos(as) foram as páginas intituladas de ‘No colégio’ e ‘Alunos’, locais onde se divulgam fotos das turmas, de trabalhos realizados, saídas de estudos e outras atividades escolares. Esses espaços buscam dar visibilidade ao estudante no blog e despertar o sentimento de pertencimento aquele local.

Porém, a área destinada à publicação de materiais é a parte do grupo que tem como responsabilidade  um ambiente virtual de aprendizagem e por buscar  superar sua face apenas de fonte de pesquisa e socialização. Neste local, textos explicativos relacionados aos conteúdos abordados na sala de aula são postados acompanhados de imagens, mapas e questionamentos. Dessa forma, toda publicação está relacionada ao assunto que se estuda naquele momento, e cabe ao estudante e professor contribuir com o debate publicando um comentário ao texto, respondendo aos questionamentos postos.

Cabe destacar que tais questionamentos não solicitam uma definição de um conceito, como por exemplo: o que é um problema urbano? Isso representaria a reprodução de uma concepção pedagógica tradicional da Geografia. Quando abordamos a temática dos problemas urbanos com turmas de sextas séries, as indagações postas no grupo foram na direção de questionar o estudante sobre quais problemas urbanos ele e sua família já tinham vivenciado, quais que mais o incomodavam, por que eles existiam e o que ele faria para acabar com tais problemas.

A partir dessa perspectiva, tentamos estimular a reflexão sobre a realidade vivida pelos estudantes. No caso do conteúdo ‘problemas urbanos/ desigualdades sociais’, o centro do debate estava na realidade, e nosso objetivo era despertar a criticidade sobre tal realidade. Para exemplificar isso, quando questionamos os estudantes se eles consideravam que a melhora do transporte alternativo seria o caminho para resolver os problemas ocorrentes  na cidade e o que seria preciso melhorar no transporte alternativo, recebemos respostas como o da aluna A: Não, pois nós achamos que para melhorar o trânsito de motocicletas/veículos entre outros   na cidade de Ouro Preto do Oeste, se faz necessário uma efetiva campanha de conscientização por parte dos usuários, caso ao contrário,continuaremos reféns de acidentes e por fim tragédias resultantes no óbito de cidadãos.

Ainda sobre a temática dos problemas urbanos abordados nas turmas de primeiro ano ensino médio, após uma saída de estudos, solicitamos a elaboração de um breve relatório, na qual o estudante deveria publicar no grupo os problemas urbanos observados por ele, e o que considerava ser necessária fazer para acabar com tais problemas. Transcrevemos a seguir alguns desses textos:

Aluna B: Fomos ao Morro da EMBRATEL onde podemos constatar a vista panorâmica de nosso município, com uma bela paisagem a ser visualizada porém somos sabedores que está em eminência que vários problemas urbanos, entre eles: poluição das águas, dos solos e desigualdades sociais. Tem algumas formas            de            resolver           esses            problemas           entre            elas:

-Poluição das águas: Para resolver esse problema acho que deveriam fazer tratamento de esgoto, iria diminuir bastante a poluição nas águas e também poderiam colocar propaganda ou outra coisa que tocasse as pessoas para parar de jogar lixo nos corrégos, porque    além    de    poluir    eles    prejudicam    a    saúde    de  nós    seres    vivos.

- Poluição dos Solos: Acho que se construissem aterros Sanitários e tivesse uma coleta seletiva do lixo produzido ruas mais ruas  não  poluiria  o  meio  ambiente.

- Desigualdades sociais: Acho que deveriam fazer o máximo para poder comunicar as pessoas sobre o bolsa família e outros programas do governo, pois tem muitas pessoas que nem sabe o que é, no quanto isso pode ajudar e acho que se todos saber o que é, não existiria esse problema de desigualdade social.

Aluna  C:  Estivemos,  nos três  coqueiros.  Observamos  vários  problemas  como  , poluição,  restos de lixos. Menos do antes.

Para resolver estes problemas, agente teria que fazer um protesto para que as pessoas que cuidam da nossa cidade, vissem o quanto ela está destruída, e que não é só aquela parte e que várias outras partes também; As pessoas tem que ver o quanto é bom e como vai ser legal poder ver a nossa cidade limpa e sem erros, puluições , destuições, e várias coisas. Agente tem que observar o que estamos fazendo, e cada coisa que estamos fazendo para acabar com tudo de bom que temos. Seria muito bom se todos pudessem olhar para o lado, e poder corrigir o seu erro, para fazer de uma Florianópolis uma cidade melhor!!

Aluna D:   Eu tambem observei que existe em nossa cidade muitas moradias em risco,pois as casas ficam próximas dos morros e podem correr o risco de cair a qualquer momento(e o pior,os ascidentes com as pessoas do morro).Isso acontece normalmente com chuva ou ventos fortes;mas para acabar com isso a prefeitura..Deveria construir mais casas para os necessitados(afinal se eles constroem fabricas que prejudicam a natureza,tambem podem construir casas aos pobres).

Nesse sentido, os comentários postados pelos estudantes expressam uma interpretação sobre as situações apontadas. Em nenhum momento foi cobrado uma definição do que era tal problema urbano. Esse talvez seja na nossa avaliação, um equívoco da Geografia escolar, cobrar de alunos que estão num estágio inicial de alfabetização que elabore definições científicas abstratas para sua idade.

Não é por acaso que a cultura do ‘Ctrl C e Ctrl V’ se reproduz facilmente nas atividades escolares. A cópia pode ser um sinal de que o estudante não entendeu e não conseguiu realizar tal tarefa. Nessa direção, as atividades que desenvolvemos no grupo, como as que exemplificamos, demonstram que os estudantes podem se apropriar dos conhecimentos e da temática abordada, refletindo sobre a realidade, sem que com isso seja necessário escrever uma frase explicando o que seria um problema urbano.

O grupo como ambiente virtual de aprendizagem contribuiu decisivamente para isso. Está sendo sem dúvida, uma experiência pedagógica positiva na medida em que ofereceu ao estudante um ambiente familiar e ‘mais prazeroso’ para estudar. Muitos estudantes passaram a participar ativamente das aulas de Geografia a partir do momento em que nossas aulas começaram a utilizar esta ferramenta como recurso pedagógico. Isso não significa que as dificuldades e contradições existentes na escola tenham sido totalmente superadas, mas que o uso de tecnologias educacionais contribuiu para avançarmos e construirmos estratégias pedagógicas de sucesso.

Considerações Finais

A implementação de um ambiente virtual na busca da melhoria do ensino/  aprendizado provocou uma mudança significativa e muito marcante em nossas aulas de Geografia. O nosso grupo de postagens  vem se consolidando como uma importante ferramenta pedagógica, na qual estou mobilizando os estudantes para os processos de aprendizagem, contribuindo na interlocução com o novo mundo vivenciado por eles, ou seja o mundo tecnológico/digital, criando um novo espaço de produção do conhecimento para as aulas de Geografia.

Tal experiência nos fez repensar os rumos da nossa prática pedagógica, como estava ensinando a Geografia, e como passei a ensina-lá? Me fez perceber que a construção de novas estratégias e instrumentos para o ensino são indispensáveis e inevitáveis nesse novo momento histórico neste contexto da Globalização. O uso da internet se tornou uma  nova  forma  de  conduzir  as  nossas  aulas  de  geografia,  proporcionando  a socialização e produção dos conhecimentos, instrumentalizando a avaliação e o diagnóstico sobre a aprendizagem do estudante.

Em 2014, continuarei investindo esforços e melhorias nessa experiência, reavaliando seus resultados, construindo se necessário novas estratégias/criações/implementações e funcionalidades a fim de manter sua fundamental relevância entre meus alunos(as).

Referências Bibliográficas

CORACINI, Eva Graciela Reyes. Novos tempos, novos desafios. O professor do século XXI. In: Congreso Internacional para la Investigación y el Desarrollo Educativo, 2009, Veracruz, México.

SAVIANI, Dermeval. A nova lei da educação: trajetória, limites e perspectivas. Campinas:, 1998.

SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-crítica: primeiras aproximações. Campinas, SP:, 1997.

PAULI, Willian Marques. Problemas Urbanos (Comentários publicados).

Revista Ouro Preto do Oeste. 2013, História da ocupação e colonização.

RIBEIRO, Ana Carolina Ribeiro. O computador como uma ferramenta para auxiliar na aprendizagem: a visão de alunos e professores. Monografia de Graduação. Porto Alegre: UFRGS, 2010.

www. google.com.br.  Tic´s e Mídias a uso da educação.

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