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A Economia Verde no Contexto do Desenvolvimento Sustentável e da Pobreza Extrema

Geografia

Os movimentos ambientalistas trouxeram grandes discussões acerca dos graves problemas relacionados ao meio ambiente.

RESUMO

Os movimentos ambientalistas trouxeram grandes discussões acerca dos graves problemas relacionados ao meio ambiente e a necessidade de se criar a visão de sustentabilidade ambiental, valorizando a economia verde, os princípios de cidadania, a busca pela resolução da extrema pobreza.

Palavras-Chave: cidadania, meio ambiente; movimentos ambientais; sustentabilidade.

INTRODUÇÃO

Os movimentos ambientalistas trouxeram grandes discussões acerca dos graves problemas relacionados ao meio ambiente e a necessidade de se criar a visão de sustentabilidade ambiental.

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1 Barreto, R.C. Docente do Ensino Médio e Superior em Geografia UFU

A partir desse momento, várias abordagens relativas a uma maior preocupação de se basear numa economia verde, onde é possível utilizar os recursos naturais de forma mais racional, evitando o aumento dos problemas ambientais e também na busca de formas de se acabar com a pobreza.

Essas formas de pensar, leva a importância de a sociedade passar a buscar e exercer sua cidadania, se preocupando com a construção de uma sociedade sustentável, onde haja uma atitude social preocupada com o desenvolvimento e o respeito ao meio ambiente.

Os movimentos Ambientalistas

Os movimentos ambientalistas tem se preocupado com os problemas que vem a ocorrer, para isso leva a população a rever seu modo de pensar e agir diante no meio ambiente, pois ele já está muito afetado, e caso não ocorra mudanças de atitude, as previsões não serão agradáveis, pois o dever de manter o meio ambiente menos desestabilizado já é visto por muitos como uma questão de sobrevivência.

Na década de 1960 iniciaram os primeiros movimentos ambientalistas por questões relacionadas a contaminação das águas e do ar nos países industrializados. Já nos anos de 1970 foi a década onde ocorreu a necessidade de regulamentação e do controle ambiental, após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo em 1972, onde as nações começaram a criar e estruturar seus órgãos ambientais e estabelecer suas legislações visando ao controle da poluição ambiental. A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida também como Cúpula da Terra ou Rio 92, veio esclarecer que no final do século a questão ambiental já estava ultrapassando seus limites e trazendo muitas consequências graves. Nessa conferência, realizada no Rio de Janeiro, foram produzidos diversos documentos internacionais: Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento; Agenda 21; Princípios para a Administração Sustentável das Florestas; Convenção da Biodiversidade; Convenção sobre a Mudança do Clima. Por resolução da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi ainda criada a Comissão de Desenvolvimento Sustentável.

Na década de 1990 começou a entrada em vigor das normas internacionais de gestão ambiental, denominadas de série ISSO 14000, que constituem o coroamento de uma longa caminhada em prol da conservação do meio ambiente e do desenvolvimento em bases sustentáveis. A preocupação com as questões ambientais globais ficaram cada vez maiores, com as discussões sobre as mudanças do clima. Pelo Protocolo de Kioto, firmado em 1997 por ocasião da 3ª Conferência das Partes da Convenção sobre Mudanças do Clima, os países industrializados se comprometeram a reduzir, até 2012, suas emissões de gases que ajudam a causar o aquecimento global em 5,2%, calculados com base nos níveis de emissões de 1990.

Grandes discussões estão sendo feitas com relação ao novo Código Florestal Brasileiro, trazendo muita polêmica, pois muitas pessoas são contra as mudanças estabelecidas. Esse tema tem sido pauta de muitos debates.

A Rio+20 foi o nome da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro de 13 a 22 de junho de 2012. Participaram nessa conferência líderes dos 193 países que fazem parte da ONU. O principal objetivo dessa conferencia, foi renovar e reafirmar a participação dos líderes dos países com relação ao desenvolvimento sustentável no planeta Terra. Entre os temas que foram debatidos estevem presentes: Balanço do que foi feito nos últimos 20 anos em relação ao meio ambiente; A importância e os processos da Economia Verde; Ações para garantir o desenvolvimento sustentável do planeta; Maneiras de eliminar a pobreza; A governança internacional no campo do desenvolvimento sustentável.

Meio ambiente, Cidadania e Economia Verde

Vivemos numa sociedade que ainda não está pronta, não tem consciência de seus direitos e deveres e deve urgente organizar movimentos em favor da diminuição dos problemas ambientais, pois a participação da população é de extrema importância nas mobilizações sociais em prol de uma melhor qualidade de vida. Ultimamente existe a necessidade de que a realização da sustentabilidade se baseia numa mudança de modelo de economia. Mesmo que a sustentabilidade seja um objetivo a longo prazo, é necessário que a nossa economia se torne mais verde para que consigamos atingir esse objetivo, por isso a economia verde deve ser inclusiva, é preciso considerar igualmente os setores econômico, social e ambiental. Desenvolvimento sustentável é um processo que permite satisfazer as necessidades da população atual sem comprometer a capacidade de atender as gerações futuras (ONU,1987).

O principal objetivo da Economia Verde é levar ao desenvolvimento econômico buscando também a igualdade social, procurando a erradicação da pobreza e melhoria do bem-estar dos seres humanos, diminuindo os impactos ambientais e a escassez ecológica.

Os especialistas que trabalham nas áreas de Economia e Meio Ambiente, afirmam que a aplicação da Economia Verde em países desenvolvidos e em desenvolvimento aumentaria a geração de empregos geraria o progresso econômico, além de combater as causas do aquecimento global (emissões de CO2), do consumo irracional de água potável e dos fatores que geram a deterioração dos ecossistemas.

O homem está aqui para evoluir e saber lidar com os possíveis problemas que assolam o meio ambiente, pois o consumo, o comportamento de rebanho ( eu posso tudo) a irresponsabilidade tem trazido grandes transtornos para nossas vidas.

Capitalismo e Desenvolvimento Sustentável

O crescimento e evolução Industrial são uns dos exemplos de ação que bombardeia com sua diversidade de produtos, aumentando gradativamente o consumo por bens materiais, além de acarretar um maior consumo de recursos naturais e a produção de lixo.

A preocupação com a qualidade de vida foi sendo deixada para trás em prol do consumo exacerbado, da busca incessante de saciar os desejos. O pensamento humano a partir do domínio de várias áreas, tem se sentido muito autossuficiente, buscando como satisfação apenas o apego material, o dinheiro, é a sociedade em meio ao capitalismo selvagem, onde as desumanidades têm imperado.  O dinheiro que é apenas um pedaço de papel consegue como atrativo a saciedade de muitos desejos efêmeros, e as impessoalidades geradoras de egoísmos. A indústria e muitos de seus recursos tecnológicos têm contribuído para destruir cada vez mais a natureza e dar suporte ao artificialismo criando sempre algum impacto ambiental, surtindo como uma industrialização predatória. A ciência e tecnologia estão se tornando poluente da vida e da consciência, criando dramas existenciais nas sociedades. O correto posicionamento das empresas deve ser buscado não por causa da sociedade, mas também por meio do respeito ao meio ambiente e da qualidade e competitividade de seus produtos.

As guerras por posse de territórios, pelo petróleo e por outros recursos naturais como a água é o exemplo disso. As áreas verdes tem perdido seu espaço para asfaltos e prédios, em outras áreas a terra é utilizada para pasto, ou outro tipo de cultura que devasta o solo. Essa pratica tem levado ao encarecimento dos alimentos, a diminuição de áreas verdes e como consequência menor qualidade de vida a população. Os países devem valorizar as áreas onde são produzidos alimentos, além de utilizar os recursos renováveis de forma consciente, mantendo a sustentabilidade.

Esses problemas nos leva a refletir a respeito de que essa dita evolução, não seria na verdade uma involução?

CONCLUSÃO

O fato de repensar o modo de viver, quais devem ser os verdadeiros anseios, de como agir com os seres da natureza, o respeitar ao máximo o meio ambiente seus elos cheios de perfeições é necessário para uma maior qualidade de vida.

Devemos acreditar que o ideal de autocritica ambiental, e de sustentabilidade é uma preciosa meta, estimulante para os seres humanos, cansados de uma época esbanjadora e destrutiva.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

BOFF, Leonardo. Saber Cuidar: ética do Humano-Compaixão pela Terra. Petrópolis: Vozes, 2004.

AMBIENTE BRASIL. Guia de Boas Práticas para o Consumo Sustentável. Disponívelem:http://ambientes.ambientebrasil.com.br/educacao/artigos/guia_de_boas_praticas_para_o_consumo_sustentavel.html?query=Dicas+de+c onsumo+sustent%C3%A1vel. Acesso em: 12 jul. 2012.


Publicado por: Renata Cristina Barreto

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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