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Menoridade penal

Filosofia

Clique e confira uma reflexão acerca da menoridade penal no Brasil.

Menoridade Penal, eis o tema, eis a oportunidade de se desfilar num profundo mar de opiniões baseadas no mais absoluto senso comum, o que parece ser normal, culturalmente falando, quando se trata de uma Pátria Educadora.
Opiniões Tupiniquins de quem nunca tentou entender sobre estatísticas da criminalidade e opinam como se todos os crimes fossem cometidos por nossos adolescentes. É como que se a receita certa surgisse das falácias desses formadores de opiniões medíocres que a televisão nos empurra nesses programas populares, grandes filósofos a serviço da ignorância.
Opiniões de quem nunca tentou entender sobre a crise no sistema prisional. É como se tivéssemos uma cadeia em cada esquina, sobrando vagas e que servindo iogurte e torradas todas as manhãs para os detentos.

Opiniões não, mas sim, barbaridades proferidas por quem ousa comparar nosso sistema com o dos yankees. E dizem: “Há, pois lá o menor paga pelo que fez”. Esquecem-se que lá é primeiro mundo, que lá as penitenciárias agrícolas mais parecem nossos hotéis fazendas. E até o corredor da morte, ele supera em qualidade os atendimentos dos nossos hospitais. Por exemplo, lá pessoas são tratadas como seres humanos. Pelo menos têm camas limpas. Pelo menos tem camas.
Opiniões de quem nunca tentou entender que já temos medidas civilizatórias para nossos jovens. Que temos medidas sócio-educativas, e que temos o Estatuto da Criança e do Adolescente. No fundo, o que parece é que prender resolve. Esquecem-se de que quando o adulto é preso, logo ele está solto, impune, pois “não” temos sistema prisional.

E, diante de tudo isso, vem à advertência da frase Shakespeariana, que dizia: “Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”.
Pois, se fosse nossos filhos, aí sim, teria fila dos pais na porta do advogado criminalista.
Aí sim, ao invés de fazer campanha pela redução, talvez fossem feitas campanha pela educação. Aí sim, não veríamos legisladores oportunistas fazendo papel de marionetes atrás de votos. De palhaços, mas já temos um palhaço. E o pior, que é reflexo de quem o escolheu.

Enfim, não os veríamos fazendo bobagens, aprovando alterações que todos já sabem, só alteram a vida do pobre, confirmando a advertência: “As leis são como teias de aranha, captam insetos pequenos e são rasgadas pelos grandes”, dita pelo grande legislador grego Sólon, lá no século VII antes de Cristo.
O grande Sócrates acertou quando dizia “Uma vida irrefletida não vale a pena ser vivida”. Mas, e quem tem o hábito de refletir? Pra que, se é mais fácil jogar opiniões aos ventos? Refletir parece bobagem.

Também, somos novinhos. Somos do ano 1500. Bolonha já tinha sua faculdade em 1088. Nossa, somos novos mesmo. Temos esperança ainda. Mas temos que refletir ou vamos meter os pés pelas mãos sempre. E a culpa? Ah... Essa é só nossa. É só prestar atenção em mais uma advertência do grande filósofo alemão Friedrich Nietsche, que já nos dizia: “O macaco é demasiado simpático para que descendamos dele”. Pobre macaco, levando a culpa. Então, o jeito é ir pelo lado mítico da igreja “santa” de Roma. Pelo menos para isentar o pobre animal.

Finalizando, eis a grande advertência. Comprar os CDs de todos os cantores sertanejos do Brasil, desde os mais midiáticos até os mais escrotos. Aí, quando um deles vir a falecer por essa ou qualquer tragédia, não recebamos um monte de pedradas por não conhecê-lo.


Publicado por: Thiago da Rosa Cézar

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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