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Construtivismo e Avaliação

Esse trabalho é o resultado de uma proposta depois de ter sido testado e analisado em várias turmas do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano.

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor . Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: https://www.brasilescola.com.

OBJETIVO

Esse trabalho é o resultado de uma proposta depois de ter sido testado e analisado em várias turmas do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano. Todos sabemos que infelizmente a matemática para a maioria dos alunos é vista como um bicho papão ou coisa parecida, tornando cada vez mais difícil o trabalho do professor que procura dentro das didáticas e das técnicas dos estudiosos da educação formas e situações que facilitem a transmissão dos conteúdos. Ao nos deparar com esse tipo de situação começamos a procurar ao menos, uma situação que fosse ao mesmo tempo atrativa visando o interesse dos alunos e justa na análise quantitativa do esforço do aluno no dia-a-dia da sala de aula, essa proposta a que chegamos visa principalmente dois objetivos, premiar os alunos esforçados e “alertar” aqueles desinteressados no intuito de chamá-los a responsabilidade com relação as suas obrigações de aluno em sala de aula.

O termo “alertar”, esta sendo usado no sentido de intimar esses alunos quanto as suas responsabilidades, já que a grande maioria dos colegas de sala geralmente cumprem com o combinado entre eles e o professor. Ficando também os mesmos desinteressados devendo explicações aos pais ou responsáveis a respeito do seu mau desempenho já que o que se pede de esforço é apenas o interesse por parte do mesmo e que isso é avaliado pelo professor de forma quantitativa.

A PROPOSTA

Todo professor sabe, que todo aluno procura sempre as formas mais rápidas de se obter resultados positivos, visando a sua aprovação no final do ano letivo, para que isso ocorra alguns são capazes de utilizar inclusive de meios ilícitos como a conhecida “cola” o que claro não é legal, mas geralmente é praticada nas avaliações tradicionais. A nossa proposta visa utilizar esse interesse por “nota” ou “pontos” como isca atrativa para o interesse pelas atividades em sala de aula.

A nossa idéia é simples e de acordo com nossas aplicações, na maioria das vezes eficaz. Toda atividade em sala de aula deve ter um valor quantitativo dado pelo professor aos alunos que fazem as atividades dentro de suas condições de conhecimento, ou seja, aqueles alunos que fizeram todas ou parte das atividades, e que tentaram responder tirando duvidas com o professor demonstrando interesse pelo assunto, ganham um “visto” dado pelo professor junto a sua tarefa. No final do semestre uma das notas é dada pelo somatório de todas as atividades assinaladas com o “visto”, aos alunos que tiverem todos lhe será atribuída a nota máxima, aqueles que de algum modo estiveram presentes em sala, mas deixaram de fazer algumas atividades, as suas notas devem ser calculadas como média aritmética do valor máximo de atividades produzidas.     Exemplo:

Suponhamos que até o final do semestre tenhamos acumulado uma quantidade de 48 vistos, e um determinado aluno tenha apenas 20 vistos devemos fazer:

Observe que:

20 = quantidade de vistos do aluno

10 = a nota máxima a ser obtida

48 = a quantidade total de vistos obtida nesse semestre

Nota =20*10:48  =200:48  = 4, 1666... = 4,2

A nota obtida pelo aluno de acordo com a sua produção em sala de aula é de aproximadamente de 4,2 pontos.

Claro obviamente que existem casos particulares em que o aluno não participou de alguma atividade porque estava doente ou algo parecido, deve-se então depois de justificada dar um prazo para que o mesmo faça as tarefas atrasadas conquistando assim possivelmente se fizer todas as atividades que falta a nota máxima. Este é o único modo do aluno recuperar a sua nota neste tipo de avaliação. Ficando a critério dos colegas professores, porém escolher outra forma caso ache necessário. Podemos observar que com esse tipo de avaliação contínua conseguimos explorar inclusive entre os alunos o senso de responsabilidade no dia-a-dia com relação as suas tarefas. Com relação aos alunos que insistam em não participar das atividades fica neles o peso da responsabilidade de explicar aos pais professores supervisão, o motivo pelo qual deixou de fazer as atividades em sala de aula já que o mesmo estava em sala e teve as mesmas oportunidades de seus colegas.

COMO EXPOR EM SALA ESSE PROCESSO

O professor deve logo nos seus primeiros dias de aula, falar aos alunos a respeito desse tipo de procedimento avaliativo, ou seja, explicá-los como funciona quais os deveres e obrigações que todos tem de ter para que ninguém seja prejudicado, deixando bem claro que toda atividade em sala de aula, até mesmo uma simples cópia tem seu valor quantitativo, que será usada no final do semestre como uma espécie de bônus pelo seu interesse e empenho com relação as atividades produzidas em sala de aula, ou até mesmo em outros tipos de atividades pedagógicas. Ao expor todas essas informações, o professor coloca em votação rápida quem aceita esse tipo de procedimento pedagógico, claro que com isso assumindo a responsabilidade de cumprir com todas as obrigações, até hoje em todas as turmas que fizemos esse tipo de proposta obtivemos de 97% a 98% de adesão em sala de aula , ficando de 3% a 2% com aceitação negativa, logo esses são enquadrados como aqueles alunos problemáticos que não tem interesse em produzir em sala de aula. Exponho aqui essa experiência no sentido de dar minha humilde contribuição didática.

CONCLUSÃO

Portanto, fica aqui registrado mais uma contribuição pedagógica fruto de uma experiência árdua e expressiva, dentro da escola pública nos dias atuais, com o intuito de ajudar as novas gerações de professores e me colocando a disposição das críticas construtivas de meus colegas de área. Espero que com essa humilde contribuição nós possamos fazer um pouco mais pela educação do nosso País.

Professor: JORGE LUCENA  (Especialista em Educação Matemática Básica Pela UEPB )


Publicado por: JORGE LUCENA

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