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A Democracia das Palavras

Educação

A aquisição de expressões estrangeiras não deve ser encarada de maneira negativa.

É possível ter acesso à dezenas de reportagens e artigos em revistas, jornais e internet, expondo críticas em relação ao uso de palavras estrangeiras em nosso cotidiano. A grande maioria delas, "emprestadas" da língua inglesa, já estão enraizadas na fala e na escrita de tal maneira, que muitos ao menos se dão conta de suas origens. Embora haja controvérsias, a aquisição de palavras estrangeiras não deve ser vista negativamente.

Em primeiro lugar, este fenômeno não é de forma alguma recente, pois desde a antiguidade civilizaçeõs inteiras eram influenciadas tanto pela cultura como pela língua dos povos que as dominavam, desde a Grécia Antiga quando o Latim era a língua influente da época. Portugal agregou o português aos nativos e escravos de todas as suas colônias, fato que ocorreu inclusive na terra que se chamaria Brasil. Houve uma época em que o francês era largamente falado no mundo e hoje, o inglês assume seu lugar no pódio, pois não devemos nos esquecer que os EUA são um país com grande poder de influencia. A grande maioria dos filmes e das músicas que assistimos e ouvimos são americanas.

Em segundo lugar, pensar que o uso de expressões estrangeiras servem apenas para "sofisticar" a fala é um grande preconceito. Em pleno século XXI, vivendo em um mundo altamente globalizado é natural que as pessoas usem palavras oriundas do inglês, pois podem ser entendidas em quase todos os lugares. Palavras como stress, hamburguer, deletar, entre tantas outras, são utilizadas com tanta naturalidade que é praticamente impossível deixar de usá-las. Além disso, o aprendizado de uma língua estrangeira é uma garantia de acesso às culturas deprestígio, permitindo o domínio científico, tecnológico e artístico.

Portanto , deve-se ressaltar que a aquisição de expressões estrangeiras não deve ser encarada de maneira negativa pois tal processo é natural e ocorre à séculos. E este processo garante a grande diversidade de línguas e dialetos existentes no mundo.

Também é importânte frisar que a democracia garante ao indivíduo o livre-arbítrio de aprimorar sua fala da maneira que julgar melhor para si.


Publicado por: tabata larissa

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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