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Meu Condicionador não combina com a minha pele

Economia e Finanças

Meu Condicionador não combina com a minha pele, verificar os gastos e saldar as dívidas, os maiores problemas para o orçamento, sociedade altamente consumista, o crédito fácil.

Apesar de todas as pessoas, no mundo, desejarem de um Ano Novo cheio de abastança e prosperidade, a “ressaca” do fim de ano pode ser muito tenebrosa. Isso pode ser observado, principalmente, na hora de verificar os gastos e saldar as dívidas.
Talvez pela euforia que traz as festividades de fim de ano ou por culpa do décimo terceiro salário, percebido pela grande maioria dos trabalhadores, ou ainda pela necessidade da troca de presentes que dá o ultimo toque neste momento de interação humana, que advenha os maiores problemas para o orçamento. As pessoas simplesmente não conseguem conciliar, de forma racional, este rio de desejos que foram incorporados ao cotidiano.

Para viver em uma sociedade altamente consumista e de desejos insaciáveis, as pessoas são impelidas a obter sempre mais produtos, acreditando piamente na premissa que afirma que “quanto mais, melhor”. Como se isso não bastasse, a sociedade de consumo resolveu deixar as pessoas mais engajadas no ato de consumir. As pessoas deixaram de existir. No mercado, todos somos meros consumidores e somos obrigados a aceitar esta “verdade” com passividade.

Mas, sem dúvida, o maior vilão dos dias atuais, e o que tem conquistado o maior número de adeptos, tem sido o crédito fácil. Graças à “estabilidade” da economia, as empresas colocaram à disposição dos consumidores uma facilidade enorme para aquisição de produtos via operações de crédito. Esta ação alimentou ainda mais o desejo de consumir adquirido pelo consumidor e projetou os lucros dos empresários para as alturas.
Pronto! A combinação perfeita. É como juntar a fome e a vontade de comer. De um lado, as empresas na busca incessante do lucro, força motora do capitalismo; do outro, os consumidores que, como o próprio nome dá a entender, estão engajados no processo de consumir de forma cega e desordenada. Para azeitar estas relações: as facilidades de credito. Esta bem que poderia ser mais uma história com final feliz, onde João (as empresas) e Maria (as pessoas, ou melhor, os consumidores) encontram no casamento (facilidades de crédito) a solução para todos os problemas e podem viver felizes para sempre.

Infelizmente não é isso que ocorre após o silenciar dos fogos. O que pode ser observado é que o consumidor conseguiu “estourar” o limite do cartão de credito, e entrou no cheque especial. Então, quando chegar a hora de “cobrir” o cheque, não existe dinheiro suficiente no banco. E nem é preciso falar na fatura do cartão de credito. Como dizem alguns adeptos da musicalidade, “tem muito mês no meu salário”.

A saída, sem sombra de duvida, é buscar o controle dos gastos. É preciso tabelar todas as rendas percebidas pela família frente aos gastos. É preciso fazer a previsão dos gastos e prover-se de dinheiro para escapar da inadimplência.
Assim como não se pode usar condicionador para lavar a pele, também não podemos deixar que as dívidas assumidas na euforia das festividades de fim de ano, se tornem um problema financeiro e perdure por todo o ano que se inicia.

Edílson Aguiais
Faculdades Alfredo Nasser


Publicado por: Edilson Aguiais

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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