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Transtornos Alimentares

Doenças e Saúde

Uma abordagem sobre os diversos transtornos alimentares. Clique e confira!

RESUMO

Nesse trabalho serão apresentados os diversos tipos de transtornos alimentares, tais como, anorexia nervosa, bulimia nervosa, obesidade, ortorexia, etc. Abordando a visão de profissionais na área acerca do assunto a ser tratado. Considerando que essas síndromes têm elevada prevalência e são acompanhadas de alta morbidade, é preconizado o melhor conhecimento de suas manifestações clinicas, tanto no meio medico quanto no populacional, afim de que o diagnostico possa ser definido o mais precocemente possível, facilitando o tratamento e favorecendo o prognóstico.

Palavras-chave: Distúrbios alimentares. Anorexia Nervosa. Bulimia Nervosa. Obesidade. Ortorexia. 

ABSTRACT

In this paper we present the various types of eating disorders such as anorexia nervosa, bulimia, obesity, orthorexia, etc. Addressing the professionals' view on the subject in the area to be treated. Whereas these syndromes are highly prevalent and are accompanied by high morbidity, are pressed for better knowledge of its clinical manifestations, both in the medical means and in the population, so that the diagnosis can be set as early as possible, facilitating the treatment and favoring prognosis.

Keywords: Eating disorders. Anorexia Nervosa. Bulimia Nervosa. Obesity. Orthorexia. 

INTRODUÇÃO          

Os transtornos alimentares é qualquer tipo de alteração relacionada à alimentação de alguma pessoa, essa alteração pode ser devida a fatores metabólicos, fisiológicos, econômicos e psicológicos. Este tipo de transtorno teve um aumento significativo na população após o início da globalização, sendo estudado vários fatores que podem influenciar na vida dessas pessoas que se tornam vítima do distúrbio alimentar. Um dos fatores principais são os socioculturais que atualmente tem uma grande valorização à magreza, estabelecendo um “padrão de beleza” que é impossível de ser atingido pela maioria, isso leva a sociedade rejeita e discrimina pessoas consideradas obesas. Por causa desse culto a busca pela magreza se torna constante em pessoas que ver o “corpo ideal” como o principal incentivo para o seu sucesso, atratividade e autoestima elevada.  

O mais belo, precioso e resplandecente de todos os objetivos de consumo é o CORPO. A sua redescoberta, após uma era milenária de puritanismo, sob o signo da libertação física e sexual, a sua onipresença (em especial o corpo feminino...) na publicidade, na moda e na cultura das massas – o culto higiênico, dietético e terapêutico com que se rodeia, a obsessão pela juventude, elegância, virilidade/ feminilidade, cuidados, regimes, praticas sacrificiais que com ele se conectam, o Mito do Prazer que o circunda – tudo hoje testemunha que o corpo se tornou objeto de salvação. (BAUDRILLARD, 1991 apud MARLE et al., 2004)

As pessoas mais atingidas são adolescentes principalmente do sexo feminino, pois são mais vulneráveis a insatisfação com a aparência física, o que define a chamada distorção da imagem corporal, e também a fatores emocional envolvendo a convivência com os familiares, colega, trabalho e o principal a mídia. A mídia tem um papel fundamental no desencadeamento desse distúrbio, por ter um acesso imediato da exposição de imagens de corpos magros idealizados. As famílias que são muitas perfeccionistas e superprotetoras, sempre tem uma preocupação maior com o peso dos filhos, e isso muitas vezes pode ocasiona o surgimento dessa doença. Os portadores dessas síndromes podem apresentar outros transtornos psiquiátricos associados, especialmente a transtornos de ansiedade, do controle de impulsos, da personalidade, abuso de substancias e do humor. Os transtornos alimentares podem levar a pessoa a morte, as complicações decorrentes estão associadas ao tempo de evolução da doença, a velocidade da perda de peso, a suscetibilidade individual e aos métodos compensatórios utilizados. Essa perda excessiva de peso pode ocasiona uma desnutrição e desidratação. Também tem alterações ósseas mesmo em adolescentes, como o hipogonadismo que contribui para o “envelhecimento ósseo”, a osteopenia e até mesmo osteoporose que favorece para a ocorrência de fraturas patológicas. Além disso a mineração óssea fica muito abaixo do normal, por causa da falta da ingestão de cálcio, proteínas e vitaminas D, isso leva a uma diminuição no crescimento linear desse jovem. Podem ocasiona várias doenças, como obesidade, ortorexia e sendo os principais transtornos alimentares a bulimia nervosa e anorexia nervosa.

1.ANOREXIA NERVOSA  

Caracteriza pela intensa perda de peso à custa de uma restrição alimentar auto imposta, com ou sem comportamento bulímicos, em busca desenfreada pela magreza. A anorexia nervosa ocasiona a distorção da imagem corporal, por sempre que se olha no espelho afirma que está gorda, mesmo sendo percebida por todos a sua intensa magreza. Essa aparência esquelética é a principal evidencia que pode ser percebida pelos familiares de que essa pessoa possa estar com anorexia. Tem um quadro de restrição alimentar, sendo que muitas vezes passam dias sem comer apenas bebendo água, é frequente o aumento compulsivo de atividades físicas, provocam vômitos após a ingestão de algum alimento e a utilização de substancias, como diuréticos, laxativos e anorexígenos. Com essa preocupação excessiva com o peso leva essas pessoas a ter um grande interesse por tudo sobre os alimentos, para saber quais são mais calóricos e sempre busca maneira de ingeri-los em uma quantidade mínima. Um dos principais hábitos de pessoa com essa doença é esconder alimentos nos armários, banheiros, roupas e em caixas, para que possam comer sem que as pessoas que convive com ela possa ver, mas sempre depois de ingeri-los provoca o vômito. Com isso a perda de peso é vista como uma conquista notável e como sinal de extraordinária disciplina, mas com o ganho de peso é percebido como um inaceitável fracasso do autocontrole. Esse aumento de peso ocasiona a baixa autoestima e um controle mais rígido e perfeccionista, essa preocupação com o peso podem apresentar distúrbios emocionais como depressão. A falta da ingestão de alimentos provoca a falta excessiva de nutrientes, levando a desenvolver desnutrição energética proteica e a desregulação dos hormônios, ocasionando a amenorreia que é três períodos menstruais consecutivos. Outros sintomas dessa doença são fraqueza, humor irritável, desidratação, queda de cabelos, nem fome e distúrbios gastrointestinais.

A mortalidade varia de 5% a 20%, sendo a arritmia cardíaca uma das principais causas da morte súbita nos pacientes anoréticos, além das alterações metabólicas e eletrolíticas. São indicativos de mortalidade: duração da doença, perda intensa de pesa, ausência de suporte da familiar, comportamento compulsivo e recorrências múltiplas. (NÓBREGA, Fernando, 2007, p. 498)  

O tratamento da anorexia nervosa deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar. Em primeiro lugar tem que ter o restabelecimento do peso e de alguns hábitos alimentares adequados e a médio e longo prazo modificar as alterações psíquicas. O nutricionista tem como objetivo avaliação e o monitoramento nutricional, que inclui dietoterapia, aconselhamento e uso de suplementos nutricionais específicos, para obter um equilíbrio entre os nutrientes que estão em falta no organismo e a educação nutricional com a orientação para praticas alimentares adequadas. O principal objetivo a ser alcançado é o peso ideal para a idade do paciente, para isso deve usar um guia alimentar e um planejamento de refeições são essenciais para fornecer escolhas alimentares adequadas, com uma dieta balanceada, que atenda às necessidades nutricionais do paciente.  

2. BULIMIA NERVOSA 

Caracteriza por períodos de compulsão alimentar, onde tem a ingestão excessiva de alimentos em um curto espaço de tempo com sensação de perda de controle, chamados de episódios bulímicos, que pela tentativa de não ganhar peso é acompanhado de métodos compensatórios, como vômitos auto induzido, uso de laxantes, anorexígenos e diuréticos. Como a anorexia nervosa, tem algumas profissões que determina o maior risco de desenvolver bulimia, como atletas, jóqueis, artistas e profissionais da moda, em que o controle de peso é mais exigente. “Cerca de 30% de pacientes que buscam tratamento para este transtorno apresentam história anterior de anorexia nervosa.” (NÓBREGA, Fernando, 2007, p.501). Os episódios bulímicos está associado a fome exagerada e também para atender estado emocionais ou estressantes, com isso ingerem alimentos bastantes calóricos e que seja de fácil preparo, como pizza, chocolate, sanduiche, bolos e vários outros. Esse descontrole é sempre acompanhado posteriormente por sentimento de culpa, angústia e vergonha.  Pessoas com bulimia nervosa se diferencia do anoréxico por ter comportamento que busca apenas não ganhar peso sem o desejo excessivo de emagrecer, sendo que na maioria das vezes os bulímicos têm o peso normal, e também por não tem uma distorção da imagem corporal tão intensa quanto os anoréxicos. Com isso é mais difícil de diagnosticar essa doença, nem mesmo a família desconfia de que pode estar acontecendo algo de errado com os hábitos alimentares dessa adolescente.  Apesar de uma aparecia saudável, pessoas com bulimia nervosa podem diagnostica uma serie de complicações orgânicas. O mais comum são as inflamações no tubo digestivo provocadas pelo esforço repetido de vomitar, outras doenças provocadas são alterações nos dentes por causa do pH ácido que vem do estômago quando esta vomitando e também alterações da função intestinal, com presença de diarreia e má absorção de agua e sai minerais, levando a desencadear desidratação e nas meninas têm a menstruação irregular. O uso de excessivo de diuréticos, além de provocar edema, favorece infecções urinarias e pode levar à insuficiência renal. Essas complicações podem desenvolver deficiências de vitaminas e sais minerais, como cálcio, potássio e magnésio, que são essenciais para o organismo e também podem surgir complicações cardiovasculares. O tratamento da bulimia, se assemelha ao de anorexia nervosa, deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, com a atendimento psiquiátrico, psicológico e nutricional. Mas devem priorizar três aspectos fundamentais: a regulação de hábitos alimentares, diminuição das possibilidades de compulsão e de período de jejum. A conduta nutricional visa interromper o ciclo vicioso de episódios de ingestão excessiva de alimentos e comportamentos compensatórios inadequados e a trata outras doenças que se desenvolveu por causa do quadro clinico, como diabete, depressão e uso excessivo de medicamentos. Melhorar os hábitos alimentares como se alimenta a cada três horas sem ingerir nada entre os intervalos das refeições, evitando dietas e além de exercícios excessivos, tem uma alimentação equilibrada com a ingestão de gorduras e fibras para promover a saciedade. E estabelecer estratégicas de controle, evitando exposição aos riscos, como fazer compras de alimentos muitos calóricos quando não estiver com fome. A internação hospitalar é raramente necessária, sendo indicadas apenas em casos que tenha sintomas purgativos persistente, como alterações hemodinâmicas, convulsões e hipocalemia. E o tratamento com psiquiátrica é indicado quando houver um elevado risco de suicídio.   

3.OBESIDADE 

É definida como um distúrbio do metabolismo energético, doença crônica, complexa de etiologia multifatorial. Sendo que seu desenvolvimento ocorre pela associação de fatores genéticos e comportamentais.   

4.ORTOREXIA 

É um distúrbio muito recente que até poucos anos atrás não existia e consiste na busca insaciável pelo consumo de alimentos cada vez mais naturais e puros. O primeiro sintoma que uma pessoa “ortorexia” apresenta é começar sutilmente diminuindo o consumo de carne, passando a ser vegetariano posteriormente deixando de comer derivados animais, se enquadrando assim das diversas denominações alimentares em que não se come praticamente nada. Adotando esses padrões alimentares, o indivíduo possui uma constante ingestão de determinados nutrientes porem uma deficiência total de muitos outros, que são essenciais para a boa manutenção do organismo e das funções biológicas. Sendo necessário o acompanhamento nutricional e psicólogos para mostrarem a real imagem dessas pessoas para si mesma.   

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Estudos de amostras clinicas costumam subestimar taxas de incidências na população, porque apensa uma minoria de indivíduos com transtornos alimentares busca serviço de saúde. Segundo o estudo de Nielsen (2001) no período de 10 anos após o transtorno ter sido diagnosticado, os indivíduos com bulimia nervosa apresentam chance 1,5 vezes maior de morte, comparados a indivíduos saudáveis do mesmo gênero e faixa etária. O comportamento de dieta exerce um papel na patogênese da anorexia nervosa e da bulimia nervosa, todavia, nem todos os indivíduos que fazem dieta desenvolvem um transtorno alimentar. Precisamos saber quais fatores adicionais são necessários e suficientes para transformar o comportamento de fazer dieta em transtorno alimentar. Podemos observar que o ideal é termos uma refeição equilibrada, pois numa alimentação a quantidade de alimentos devem ser suficientes para atender o organismo em todas as suas necessidades, deve ter uma harmonia entre os nutrientes e a alimentação deve ser apropriada as diferentes fases e condições de vida, ás variadas atividades, ás circunstancias fisiológicas e de doenças.

É fato que o mundo da moda e da televisão engloba profissões que prometem inclusão social muito rápida. Assim, adolescentes que buscam notoriedade fazem o que for preciso para se encaixar no padrão de beleza vigente e alguns acabam exagerando. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

MARIA, Angélica Nunes; APPOLINARIO, José Carlos; GALVÃO, Ana Luiza; COUTINHO, Walmir. Transtornos Alimentares e Obesidade. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. 

NÓBREGA, Fernando José de. Distúrbios da Nutrição: Na Infância e na Adolescência. 2ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2007. 

PHILIPPI, Sonia Tucunduva; ALVARENGA, Marle. Transtornos Alimentares: Uma visão nutricional. Barueri SP: Manole,2004. 

STURMER, Joselaine Silva. Reeducação alimentar: Qualidade de vida, emagrecimento e manutenção da saúde. 8ed. Petrópolis: Vozes, 2001.


Publicado por: Louise Alves

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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