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Evolução - Caracteres adaptativos em mamíferos placentários

Biologia

Evidências mostram um grau elevado de evolução das focas, no que se refere a adptabilidade em seu ambiente atual, a região ártica.

RESUMO

Utilizando de pesquisa literária, levantamos dados que evidenciam um grau elevado de evolução das focas, no que se refere a adaptabilidade em seu ambiente atual, a região ártica e, seu hábito aquático, uma vez que estes animais, originalmente, são terrestres e de regiões mais temperadas. O que nos leva a ressaltar a importância da mutação gênica no processo evolutivo das espécies, uma vez que o nível de adaptação vai depender da seleção imposta pelo ambiente, isto é, os indivíduos com características favoráveis sobrevivem.

PALAVRAS CHAVES

Evolução, focas, adaptabilidade, mutação gênica, ambiente

INTRODUÇÃO

O processo de transformação pelo qual passam os seres vivos, incluindo a origem de novas espécies e a extinção de outras através dos tempos, chama-se evolução. Esse processo vem acontecendo desde que a vida surgiu na Terra. Acredita-se que os primeiros seres vivos surgiram no mar há mais ou menos 3,5 bilhões de anos. Eram seres relativamente simples, unicelulares e heterotróficos.

Milhões de anos depois surgiram os seres unicelulares que já fabricavam seus próprios alimentos, usando a luz como fonte de energia. Muito tempo depois é que apareceram os seres pluricelulares, como as plantas e os animais.

Acontece que os vários genes de um indivíduo podem ter sua estrutura alterada de maneira espontânea ou pela ação, por exemplo, de certas substâncias. Essas alterações que o material genético pode sofrer são chamadas de mutações.

As mutações permitem, então, o surgimento de características novas, que podem ser favoráveis ou não para a adaptação de um organismo no ambiente em que vive. Por meio da seleção natural, o ambiente elimina ou não uma determinada espécie, preservando os organismos que possuem características favoráveis para viver nele e permitindo que essas características sejam transmitidas a seus descendentes.

É com ênfase neste processo de transformação que apresentamos os diversos sinais evolutivos da foca, um animal originalmente terrestre. Que em um ambiente aquático e extremamente frio, sobreviveu e disseminou-se, moldando novas características favoráveis devido a mutações que permitiram a sua adaptabilidade.

Filo – Chordata; Classe – Mammalia; Ordem – Pinipedia; Família – Phocidae.

MÉTODOS

Através de consultas literárias, tendo como fontes livro e internet, levantamos o processo evolutivo das focas, envolvendo diversos caracteres adaptativos que este mamífero utilizou para sobreviver em um ambiente, inicialmente, desfavorável.

DISCUSSÃO

Estudos indicam que as focas, em algum momento num passado distante, viviam exclusivamente em terra firme, sua descendência, muito provavelmente é de um pequeno carnívoro semelhante à atual doninha. Teria conquistado o ambiente marinho no final do Oligoceno ou no início do Mioceno, entre 30 e 20 milhões de anos atrás. Trocou a terra firme pelos oceanos, provavelmente para escapar dos predadores terrestres e se beneficiar de novas fontes de alimentos.

Sofreram modificações consideráveis para se adaptar à vida aquática. Desenvolveram nadadeiras, e hoje passa boa parte do tempo na água. Podendo ir a profundidades que chegam a 100 metros, ficando submersa por cerca de 20 minutos, sem correr risco de asfixia, nem de rompimento dos tímpanos pela forte pressão a que submetem em grandes profundidades.

Se comparada a qualquer mamífero terrestre, uma foca tem muito mais sangue circulando em seu corpo proporcionalmente ao seu tamanho. Todo esse sangue armazena oxigênio, que é liberado lentamente quando o animal está submerso. Além disso, quando mergulha, contrai alguns vasos sanguíneos para que a circulação do sangue arterial fique limitada ao coração e cérebro. Simultaneamente, as pulsações descem de 100 por minuto para aproximadamente 10. Assim, o animal consegue manter oxigenados os órgãos principais, sem prejuízo ao resto do corpo.

As narinas no alto da cabeça, permitindo que o animal respire estando com a maior parte do corpo submerso. Quando mergulha essas narinas são naturalmente fechadas, importante para que não sufoquem com a água e, só se abrem com esforço voluntário. Seus órgãos genitais são internos e pavilhões auriculares foram deixados para traz em benefício da hidrodinâmica. A pupila dos olhos sob a água e na obscuridade dilata-se, ocupando quase toda a superfície do olho.

Durante este processo evolutivo/adaptativo os ossos dos membros tornaram-se muito reduzidos, de modo que apenas as patas sobressaem do corpo, transformando-se em nadadeiras e caldas. Uma membrana liga os dedos, como numa barbatana. A foca serve-se das barbatanas anteriores quase exclusivamente para manobrar e das posteriores para a propulsão, usando uma técnica na deslocação muito semelhante à dos peixes. A maioria das focas, quando em terra desloca-se por ondulações no corpo.

Alguns dias após o nascimento do filhote, a fêmea acasala de novo. Porém, como o período de gestação é bastante inferior a um ano, o óvulo fecundado, ou ovo, mantém-se em princípio sem se desenvolver. Sendo a implantação na parede do útero retardada por vários meses. Quando finalmente se dá a implantação, o ovo inicia o desenvolvimento e assim a cria nascerá na época de reprodução seguinte, um ano depois. Em algumas espécies ocorre a pelagem branca nos filhotes, da cor do ambiente, o que dificulta a sua visualização por predadores. A partir dos 5 meses de vida, estes filhotes acompanham os adultos nos longos percursos que fazem no mar, o que dificulta a sua predação.

As focas são mais abundantes nas águas polares, aonde há enormes concentrações de peixe. Treze espécies ocorrem no ártico e cinco no Pólo Sul. Existem, no entanto, espécies que vivem em águas mais temperadas. As focas do gênero Monachus encontram-se na Ilha da Madeira, costa da Mauritânia, no Mediterrâneo e na zona das ilhas havaianas. Algumas espécies são de pequenas dimensões como a foca do lago Baical, a única que vive exclusivamente em água doce. Esta variedade geográfica de habitats, demonstra que se adaptaram em meio de temperaturas mais elevadas, ou mesmo em água doce, o que sugere também, uma outra linha de evolução. Caso aconteça um fato localizado que leve a uma seleção as focas do ártico, extinguindo-as. Estas focas de regiões mais temperadas poderiam preservar a espécie.

CONCLUSÃO

Com as diversas características adaptativas ocorridas, transferidas a seus descendentes ao longo dos anos, no processo evolutivo das focas. Trazendo-lhes benefícios a sua ambientação em uma região estranha ao seu habitat original. Evidenciamos a importância da mutação gênica para o surgimento de novas características, neste caso, favoráveis a adaptação destas populações no ambiente em que vivem.

REFERÊNCIAS

GROSNICK, M. W.; KRASEMANN, S. J. Enciclopédia da Vida Selvagem: Animais dos Pólos I, ed Altaya, Rio de janeiro, 1997.

http://sotaodaines.chrome.pt/Sotao/foca.html

CHARLES ADRIANO DE SOUZA MONTEIRO, GABRIEL LEIROS, GOIAMIR NASCIMENTO SEGURADO, LUCAS MOURA DE ARAÚJO, RAÍ LIMA, RUBENIS ANTUNES BRANCO BEZERRA1, FRANCISCO CARLOS MOURA2.

1Estudantes do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Potiguar — UnP, 2Professor de Genética e Evolução.


Publicado por: Charles Adriano de Souza Monteiro

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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