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Dengue

Biologia

Vem sendo estudada á possibiliudade de se criar uma vacina para imunização dos quatro tipos clinicos de manifestações.

INTRODUÇÃO

A Dengue é uma doença frequente nos dias dos brasileiros, principalmente no contexto chamado saúde publica e Clínica Médica. É causa de milhares de enternações e obitos por ano. Uma simples arbovirose tramitida pela picada de uma mosquito fêmea do genero Aedes aegypti ou o Aedes albopictus. No brasil são conhecida três tipos clinicos das doenças, com sintomas expecifico e caracteristico de cada manifestação clínica. Sendo que podeemos evitar a incidência desses focos tomando algumas medidas profilaticas. Devido esse contexto vem sendo estudada á possibiliudade de se criar uma vacina para imunização dos quatro tipos clinicos de manifestações.

ORIGEM

Imagina-se que o termo dengue seja derivado da frase "ki dengu pepo", que os ingleses usavam para descrever os ‘’ataques’’ causados pela manifestação clínica da doença, quando,supostamente, a mesma os acometeu po volta da década de 20 . Mais não é possível, através de registros na história, afirmar que essas epidemias foram mesmo causadas pelo vírus da dengue , já que seus sintomas são muito parecidos com de outras infecções, principalmente, a febre amarela.

Hoje, a dengue é a arbovírose mais comum que atinge o homem, sendo responsável por cerca de 100 milhões de casos/ano. A febre hemorrágica da dengue e síndrome de choque da dengue atingem pelo menos 500 mil pessoas/ano, apresentando taxa de mortalidade de até 10% para pacientes hospitalizados e 30% para pacientes não tratados. No Brasil, os sorotipos registrados até hoje foram as DEN-1, DEN-2, DEN-3.

DESCRIÇÃO

Dengue é a enfermidade causada por um arbovírus da família Flaviridae, que inclui quatro tipos arbovírose por possuir quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente ao individuo e imunidade parcial e temporária contra os outros três. A dengue tem, como hospedeiro, o homem e outros primatas, mas somente o homem apresenta manifestação clínica da infecção e período de viremia de aproximadamente sete dias. Nos demais primatas, a viremia é baixa e de curta duração.

FORMAS DE APRESENTAÇÃO CLÍNICA

Infecção Assintomática A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma. A grande maioria das infecções da dengue não apresenta sintomas. Acredita-se que de cada dez pessoas infectadas apenas uma ou duas ficam doentes. Dengue Clássica A Dengue Clássica é uma forma mais leve da doença e semelhante à gripe. Geralmente, inicia de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias e é sintomática.

Dengue Hemorrágica

A Dengue Hemorrágica é uma doença grave e se caracteriza por alterações da coagulação sanguínea da pessoa infectada. Inicialmente se assemelha a Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

Síndrome de Choque da Dengue

Esta é a mais séria apresentação da dengue e se caracteriza por uma grande queda ou ausência de pressão arterial. A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência.

TRANSMISSÃO

Ocorre pela picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti ou o Aedes albopictus, isso porque o macho se alimenta apenas de seiva de plantas. No Brasil, ocorre com maior frequência do Aedes aegypti. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito está apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação . A transmissão mecânica também é possível, quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimenta num hospedeiro susceptível próximo. Um único mosquito desses em toda a sua vida (45 dias em média) pode contaminar até 300 pessoas. A transmissão só ocorre por meio da picada do mosquito.

SINASI E SINTOMAS

O período de incubação é de três a quinze dias após a picada. Espalha-se pelo sangue (viremia). Os sintomas iniciais são inespecíficos como febre alta (normalmente entre 39° e 40 °C) de início repentino, mal-estar, anorexia (pouco apetite), cefaleias, dores musculares e nos olhos. No caso da hemorrágica, após a febre baixar pode provocar gengivorragias e epistáxis (sangramento do nariz), hemorragias internas e coagulação intravascular disseminada, com danos e enfartes em vários órgãos, que são potencialmente mortais. Ocorre frequentemente também hepatite e por vezes choque mortal devido às hemorragias abundantes para cavidades internas do corpo.

Há ainda petéquias (manchas vermelhas na pele), e dores agudas das costas (origem do nome, doença “quebra-ossos”). A síndrome de choque hemorrágico da dengue ocorre quando pessoas imunes a um sorotipo devido a infecção passada já resolvida são infectadas por outro sorotipo. Os anticorpos produzidos não são específicos suficientemente para neutralizar o novo sorotipo, mas ligam-se aos virions formando complexos que causam danos endoteliais, produzindo hemorragias mais perigosas que as da infecção inicial. Tendo como principal sintoma a febre alta.

Dengue Clássica

A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal. Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana, podendo continuar sentindo cansaço e indisposição. Dengue Hemorrágica Assemelha-se à Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos.

A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas. Assim que os sintomas de febre acabam a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque.

SINAIS DE ALERTA - DENGUE HEMORRÁGICA

  1. Dor abdominal intensa e contínua (não cede com medicação usual);
  2. Agitação ou letargia;
  3. Vômitos persistentes;
  4. Pulso rápido e fraco;
  5. Hepatomegalia dolorosa;
  6. Extremidades frias;
  7. Derrames cavitários;
  8. Cianose;
  9. Sangramentos expontâneos e/ou prova de laço positiva;
  10. Lipotimia;
  11. Hipotensão arterial;
  12. Sudorese profusa;
  13. Hipotensão postural;
  14. Aumento repentino do hematócrito;
  15. Diminuição da diurese;
  16. Melhora súbita do quadro febril até o 5 dia;
  17. Taquicardia. Síndrome de Choque da Dengue

Neste tipo de apresentação da doença, há registros de várias complicações, como alterações neurológicas, problemas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva e derrame pleural. Entre as principais manifestações neurológicas, destacam-se: delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia, paralisias e sinais de meningite. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte.

É importante destacar que a dengue é uma doença dinâmica, que pode evoluir rapidamente de forma mais branda para uma mais grave. É preciso ficar atento aos sintomas que podem indicar uma apresentação mais séria da doença.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da dengue é realizado com base na história clínica do doente, exames de sangue, que indicam a gravidade da doença, e exames específicos para isolamento do vírus em culturas ou anticorpos específicos. Para comprovar a infecção com o vírus da dengue, é necessário fazer a sorologia, que é um exame que detecta a presença de anticorpos contra o vírus do dengue.

A doença é detectada a partir do quarto dia de infecção. Inicialmente, é feito um o diagnóstico clínico para descartar outras doenças. Após esta etapa, são realizados alguns exames, como hematócrito e contagem de plaquetas. Estes testes não comprovam o diagnóstico da dengue, já que ambos podem ser alterados por causa de outras infecções.

Há três exames que podem ser utilizados identificar a dengue hemorrágica: a prova do laço, a contagem das plaquetas e a contagem dos glóbulos vermelhos. A prova do laço é um exame de consultório, com uma borrachinha o médico prende a circulação do braço e vê se há pontos vermelhos sob a pele, que indicariam a doença. Os outros testes são feitos por meio de uma amostra de sangue em laboratório.

TRATAMENTO

O paciente é aconselhado pelo médico a ficar em repouso e beber líquidos. É importante então evitar a automedicação, porque pode ser perigosa, já que a prescrição médica desaconselha usar remédios à base de ácido acetilsalicílico (AAS) ou outros antinflamatórios não-esteróides (AINEs) normalmente usados para febre, porque eles facilitam a hemorragia. Contudo, caso o nível de plaquetas desça abaixo do nivel funcional mínimo (trombocitopenia) justifica-se a transfusão desses elementos. No tratamento, são usados medicamentos antitérmicos. O doente começa a sentir a melhorar cerca de quatro dias após o início dos sintomas, que podem permanecer por 10 dias.

É preciso ficar alerta para os quadros mais graves da doença. Se aparecerem sintomas, como dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, tonturas ao levantar, alterações na pressão arterial, fígado e baço doloroso, vômitos hemorrágicos ou presença de sangue nas fezes, extremidades das mãos e dos pés frias e azuladas, pulso rápido e fino, diminuição súbita da temperatura do corpo, agitação, fraqueza e desconforto respiratório, o doente deve ser levado imediatamente ao médico.

PROFILAXIA

O controle é feito basicamente através do combate ao mosquito vetor, principalmente na fase larvar do inseto. Deve-se evitar o acúmulo de água em possíveis locais de desova dos mosquitos. Quanto à prevenção individual da doença, aconselha-se o uso de janelas teladas, além do uso de repelentes. É importante tratar de todos os lugares onde se encontram as fases imaturas do inseto, no caso, a água.

O mosquito da dengue coloca seus ovos em lugares com água parada limpa. Embora na fase larval os insetos estejam na água, os ovos são depositados pela mãe na parede dos recipientes, aguardando a subida do nível da água para eclodirem. Pesquisas recentes mostraram que o uso de borra de café nos locais de potencial proliferação de larvas é extremamente eficiente na aniquilação do mosquito. Cientistas da UNESP de São José do Rio Preto, descobriram que a larva do Mosquito da Dengue pode ser combatido através de borra de café, já utilizada. Apenas 500 microgramas são necessários para matar a larva do mosquito transmissor, sendo sugerida a utilização de 2 colheres dessa borra para cada meio copo d'água. Um dos principais problemas no combate ao mosquito é localizá-lo.

Atualmente, o Ministério da Saúde Brasileiro utiliza o Índice Larvário, um método antigo, do início do século XX, cujas informações são pouco confiáveis e demoradas. O Ministério da Saúde indica que em algumas regiões brasileiras foi detectada resistência do mosquito a larvicidas e inseticidas. Por isso, tem crescido a ideia de utilizar mosquitos modificados . A estratégia possui vantagens ecológicas pela diminuição do uso de inseticidas que costumam afetar outras espécies e prejudicar o ambiente.

Então, a dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados. E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, caneletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.

É bom lembrar que o ovo do mosquito pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco. Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias. Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.

VACINA

Ainda não há vacinas comercialmente disponíveis para a dengue, mas a comunidade científica internacional e brasileira está trabalhando neste intuito.Mais isso não tão fácil já que uma vacina realmente eficaz teria que conter a combinação dos quatro sorotipos conheceidos até agora.Obs.:no Brasil circulam apenas três deles. Mais na Tailândia já há testes em voluntários apresentando êxito, mais estas pesquisas ainda estão muito incertas. E o Instituto Oswaldo Cruz anunciou que até 2012 terá uma vacina imune aos quatro tipos de dengue.

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

Cabe ao profissional de enfermagem coletar e registrar dados da forma mais detalhada possível no prontuário do paciente. Esses dados são necessários para o planejamento e a execução dos serviços de assistência de enfermagem. Para que isso seja feito com qualidade foi criado um roteiro de atendimento, que se baseia na entrevista e exame físico.

  1. Data do inicio dos sintomas.
  2. Verificar pressão arterial, pulso, enchimento capilar, freqüência respiratória, temperatura.
  3. Realizar medidas antropométricas (peso, altura, índice de massa corporal(IMC).
  4. Pesquisar sinais de alarme que são: dor abdominal intensa,vômitos persistentes, hipertensão, hemorragias, sonolência, irritabilidade, diminuição da diurese, hipotermia, queda rápida das plaquetas, desconforto respiratório, etc.
  5. Realizar prova do laço na ausência de manifestações hemorrágicas.
  6. Segmento da pele: pesquisar pele fria ou quente, sinais de desidratação, exantema, petequias, hematomas, sufusoes e outros.
  7. Segmento cabeça: observar sensibilidade a luz, edema subcutâneo palpebral, hemorragia conjuntiva, petequias de palato, epistáxis e gengivorragias.
  8. Segmento torácico: pesquisar sinais de desconforto respiratório, de derrame pleural e pericardico.
  9. Segmento abdominal: pesquisar dor, hepatomegalia, ascite, timpanismo, macicez e outros.
  10. Segmento neurológico: pesquisar cefaléia, convulsão, sonolência, delírio, insônia, inquietação, irritabilidade e depressão.
  11. Sistema musculoesquelético: pesquisar mialgias, artragias e edemas.
  12. Realizar a notificação e investigação do caso.
  13. Registrar no prontuário as condutas prestadas de enfermagem.

Referência de Normalidade para Pressão Arterial em Crianças.

Recém-Nascido até 92 horas

sistólica = 60 a 90mmHg

diastólica = 20 a 60mmHg •

Lactentes < de 1 ano:

sistólica = 87 a 105mmHg

diastólica = 53 a 66mmHg

Pressão média sistólica (percentil 50)para crianças > de 1 ano = idade em anos x 2 + 90

Para determinar hipotensão arterial, considerar: pressão sistólica limite inferior (percentil 5) para crianças > de 1 ano: idade em anos x 2 + 70.

Achados de pressão arterial sistólica abaixo deste percentil ou valor sinaliza hipotensão arterial.

CONCLUSÃO

A Dengue é uma doença frequencia nos estores de saúde publica e Clínica Médica. Além de causar milhares de enternações e obitos por ano. Uma simples arbovirose da familia Flaviridae tramitida pela picada de uma mosquito fêmea do genero Aedes aegypti ou o Aedes albopictus. No brasil os três tipos clinicos das doenças conhecidos são DEN-1, DEN-2, DEN-3, com sintomas expecifico e caracteristico de cada manifestação clínica. Sendo que podeemos evitar a incidência desses focos tomando algumas medidas profilaticas.

A possibiliudade de se criar uma vacina para imunização dos quatro tipos clinicos de manifestações esta sendo estudada pelo Instituto Oswaldo Cruz que mantêm uma expectativa de que até o Brasil estará livre da DENGUE 2012 .


Publicado por: MANOEL JOSE DE LIMA NETO

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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